domingo, 5 de abril de 2015

Na Sintonia do Louvor...

Pois nos dias cinzas
Que me consomem
Em tudo vem o amargo
Do vão sabor
Daquele triste desamor...

Mas sem querer duvidar
Vou forjando a perenidade
Da longa dança
Que esvaia no glorioso sono
Dos sentimentos que se multiplicam
Dentro de mim...

E, no dinamismo de equilibrar o interior
Reinvento-me com esse eterno sentimento,
Que me faz ser assim...

E vivo 
O transbordamento de movimentos
Na composição Universal 
Da sintonia de louvores

Bendigamos sempre
 Aos Mestres com Amor!...

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Imagem: Amazing Nature


sábado, 4 de abril de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Pássaro a Ermo...

Enquanto os destinos se justificam 
Uma Nova condição de Mulher
Começa a tecer
Sua própria representação
De selvagem:
(Fragilidade feminina) 
Perante as tortuosas muralhas
Que mensuraram 
O angustiante descompasso
Produzido por uma sutil tirania
Do possessivo falo...

Sem asas
Sou 
Pássaro a ermo
A sussurrar ao Vento...

Desabitada de mim
Povoo um inóspito deserto...

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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Meu Jardim...



Muralhas que Aprisionam Ideais e Delimitam Horizonte...

Por mais que eu tente, não consigo encontrar a resposta para tantas desmedidas incompreensões... Entretanto, em tempos de dúvidas e muitas incertezas, o fundamental é não forjar novos rumos, outros caminhos: manter a sapiência ao aprender a ouvir e ver é o essencial... Falo das dúvidas por falta de visibilidade dum alvo certo para lançar a seta... E, penso sobre as incertezas, levando em consideração tantas confusas contradições, as quais vou tropeçando na realidade em que insisto sobreviver...

Convém esclarecer: qualquer universo, em que o poder possa atuar, haverá sempre um cenário para o drama... Essa conclusão, que suponho existir é inevitável, ajusta-se perfeitamente às dificuldades de indicar um lugar comum para o estudo das dramáticas incompreensões, no que diz respeito a estruturação dum estilo uniforme para as personagens do atual poder representarem seus fieis papeis...

Lá fora, a vida vai acontecendo, mesmo com a tristeza do chão encharcado vivo a harmonia de apreciar o cinza dos instantes encobertos por densas nuvens, mas a suavidade do vento noroeste vai soprando a doçura das horas ociosas, e só me resta recorrer às constantes buscas de eterna aprendiz; aquelas buscas de quem quer fazer de si um alguém melhor para agir... Talvez o maior desconforto é isso parecer uma simples traquinagem aos olhos de quem só ver o mundo com o olhar da severidade... 

De muito longe vem aquele ruído de que para construir um mundo melhor é necessário a perspicácia de quem está sempre a expandir seus sonhos, quando nem todos têm as mesmas condições de pisar no caminho certo dessa expansão... No entanto, o impossível parece ser assim: deliciar-se com a intensidade das águas escorrendo pelo telhado e inundando nossas vidas... Ao ouvir o cair da forte chuva, tudo fica diferente e mais bonito; o vento começa a soprar uma distante sonoridade de paz com esperança, ao sinalizar que a chuva vai parar; o bom é sentir o frio desse vento acariciando meu corpo, enquanto acorda os sonhos para as delicias que estão para acontecer; essa é uma chamada de reavivar a liberdade que mora no coração; pois, ali bem próximo, fora de mim, as muralhas que aprisionam os ideais e delimitam o horizonte são as constantes noticias dos jornais... 

Foi aí, nesse percurso, que aprendi a conhecer o impossível interditando o tempo e caracterizando minhas buscas, porém, com o reinventar da realidade, também aprendi a aprender... Por isso, nalgum lugar terei que falar de um conceito: a entropia, porque preciso contrariar a afirmação de quem diz que 'se existe uma vontade haverá sempre um caminho' a percorrer; porquanto: assim como as folhas são diferentes, os ventos também são; entretanto somente a suavidade das respostas será a mesma em cada folha acariciada pelas distintas ventanias...

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Foto: Edu Carvalho

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Estate...

Sob o Efeito de Encantar...

Mas quando
O teu coração resolve tocar
Sua fina sinfonia
Descobre o efeito
De me encantar...

Pulsação que envolve
Àquela leve expressão
De querer me impressionar...

Os instrumentos iniciam
A impulsão de corpos a flutuar
Assim se redefine também
O sentido de amar...

Tempo... presença... ciência
No anseio do querer encontrar!...

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terça-feira, 31 de março de 2015

Silence...


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sexta-feira, 27 de março de 2015

Recomeçar...

Sem ter medo de me machucar: caio na chuva, sinto frio, escorrego na lama, me arranho e me descabelo, grito de dor e choro sem amor, mas recuso os absurdos escombrosos da solidez superficial... É isso, precisamente, que dita o ritmo da esperança em sair dos pensamentos sem perder a sensatez... 

Mesmo na ausência de decisões a deliberar, sigo sempre refletindo sobre o ontem, o hoje e o amanhã; assim solidifico a serenidade que me livra dos rancores, dos julgamentos e dos jugos subestimadores... 

Pois preciso acreditar na magia que me faz evoluir, para seguir em frente sem temer o escuro que ofusca o brilho dos deliciosos dias de chuva... Benditas sejam as águas edificantes de março, que renovam nossas esperanças de recomeçar...
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Foto: Nature

quinta-feira, 26 de março de 2015

Homens e Rios se Parecem!...

Bom, eles – homens e rios – se encontraram na Amazônia com boa dose de misticismo. Se conheceram, se apalparam e teceram vida nova num espaço selvagem e lúdico. Por isso surgiu o Acre das águas e da floresta, por onde fervilham, por alguns séculos, índios e cariús, negros e pardos, borracha e sucuris, botos e iaras…

Quando criança, também tive a felicidade de viver às margens de um rio, o Iaco, e de me envolver com seus mistérios. Sabia da morada de uma sucuri no poço fundo em frente à nossa casa, acreditava que em noites de festa dançarino vestidos de branco saíam de suas águas e tinha medo que a Iara aparecesse, até imaginando que o rio tinha um espírito.

Observando o rio, eu marcava as estações: porque no verão andava por suas praias desertas catando ovos de tracajá e, no inverno, quando me recolhia, temeroso, queria ver de perto o que descia das cabeceiras: melancias, troncos e árvores inteiras arrastadas pela correnteza...
(...)
Ah! Mas ando desanimado porque vejo como as pessoas traem a amizade antiga com esses rios de água mítica. Esquecem das vantagens usufruídas e os maltratam: com lixo, exploração excessiva de seus recursos, destruição das matas ciliares… E ainda se zangam quando a natureza reage com enxurradas, quem sabe pedindo socorro, agonizando!

Até meados do século passado a relação dos acreanos com esses rios incluía troca, zelo e muito respeito entre ambos. Agora, homens e rios se mostram apartados, se estranham e se agridem mutuamente. Como se a sobrevivência de ambos não dependesse de uma reaproximação"...
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Fotografia: AJ...

quarta-feira, 25 de março de 2015

domingo, 22 de março de 2015

Asas Quebradas...

Caminhando por esse Mundo
Eu sou:
Um alívio para as feridas 
A fera do pânico em pavor
Uma loucura entontecida de dor
Do poder, uma terrível permanência 
Plantada no labor...

Do triste desatino
A convulsão
Que revoa pelo universo...

Enquanto rimo sem destino
Me retiro do inumano
E cálido louvor
Assim, eu canto o que não sou...

Com as asas quebradas
Vou arrastando o meu amor...

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Imagem: Vicente R. Redondo

sexta-feira, 20 de março de 2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

A Casa das Rosas...

... "Esta é a história extraordinária de Eulália, uma jovem da classe média de São Paulo. Os inusitados acontecimentos que marcam a sua vida nesse período épico da vida brasileira, entre 1983 e 1984 (a campanha pelas eleições diretas, marco no combate pela democracia), vão transportar o leitor para um mundo onde realidade e fantasia coexistem e se entrelaçam. Ao longo desta história, haverá uma mãe desaparecida, um vestido de noiva, um detetive solitário, um jardineiro que sabe demais, um deputado poderoso, um perfume de rosas, uma fuga através da cidade, um animal que fala, um fantasma que aparece e desaparece, um poeta mexicano que só mais tarde irá surgir nos livros de Roberto Bolaño. E um final empolgante e inesperado.

A estreia de uma autora que cruza as culturas (e ortografias) de uma mesma língua", daqui...

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terça-feira, 17 de março de 2015

O Espírito do Tempo...


... "O “espírito do tempo” não precisa necessariamente de ser formalizado para que exista... Economia baseada em recursos, sustentabilidade, respeito à natureza e afins são expressões que usamos para facilitar a disseminação de informações e as discussões... Porém, não são os termos utilizados que fazem as coisas existirem: elas estão aí e aqui, independentemente do nome que damos a elas...

As pessoas mais sensíveis, de percepção mais aguçada, percebem isso, parecem saber de forma quase intuitiva o que precisamos ser para vivermos em um mundo mais equilibrado, mais feliz – sem que necessariamente façam parte de alguma organização que tenha tal intento...

Alguns indivíduos talvez sejam bons exemplos de pessoas dotadas dessa percepção: Sebastião Salgado, nesta entrevista  concedida ao programa “Espaço Público”, da TV Brasil, fala sobre suas experiências como fotógrafo que trabalha a denúncia das desigualdades e o registro das diversidades, além de sua atuação social, especialmente através do “Instituto Terra”...

No limite entre o jornalismo e a arte, Salgado se expressa fotograficamente de forma poética, e através de sua fala mostra-se um ser humano igualmente sensível, indicando que precisamos respeitar a natureza e procurar nossa identidade com esta, bem como com todos os nossos ‘irmãos’ da espécie humana "...

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Genesis...

... "Uma carta de amor ao nosso planeta, "escrita" não com as letras do alfabeto mas com as imagens: eis as novas fotografias de Sebastião Salgado, reveladas num preto e branco de tons acentuados, que mostram a beleza da Terra no seu esplendor primordial, daqui...

Duzentas e quarenta e cinco imagens foram selecionadas para representar oito anos de trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado ao redor do mundo. “Genesis” traz registros de 32 viagens com temas como montanhas, desertos, florestas, tribos, aldeias e animais...

O objetivo do fotógrafo com “Genesis” é mostrar ao público ambientes que ainda não foram atingidos pela vida moderna e que continuam intactos na natureza. “Isso aqui é uma espécie de balanço do planeta. Isso que está aqui representado, com essas fotografias, é o que nós temos obrigatoriamente a necessidade de proteger – não só pro planeta, mas para a nossa espécie”, afirmou Sebastião Salgado...

Sobre as viagens que frutificaram “Genesis”, Sebastião Salgado foi enfático: “Chorei de emoção em me sentir parte desse planeta, me sentir natureza”. Ele disse que o que mais incomodou durante a jornada foi perceber que as fronteiras das partes do planeta ainda protegidas estão sendo reduzidas. Contudo, o fotógrafo relatou uma boa nova. “Temos uma boa notícia: 46% do planeta está dessa forma [pura], que essas fotografias representam. Nós descobrimos uma boa metade, ainda temos quase uma metade. E, essa metade, lógico que a gente tem que proteger” Daqui...                                           
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segunda-feira, 16 de março de 2015

domingo, 15 de março de 2015

Os Deuses Secretos...

..."Deuses secretos passeiam no território dos homens.
Tramam, destramam nossa realidade.
Os deuses ostensivos, nossos protetores,
tudo ignoram.
Neste momento um deus perverso e anônimo
fustiga-me.
Rolo no ladrilho, contorço-me,
sem gritar.
Não tenho a quem dirigir
palavras de ira ofendida.
Sei que é um deus inominado,
sei que passará,
e vou respirar, aliviado"...
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Carlos Drummond de Andrade
Imagem: Vicente Romero Redondo  

sábado, 14 de março de 2015

Ensino Permanente: Uma Cidade Educativa...

Para impugnar aqueles momentos de repulsão idealista, peço vossa compreensão... Pois as palavras que me perdoem, mas elas, por mais que sejam úteis e necessárias em nossas vidas, ás vezes, me cansam também... Sempre que essa exaustão se apodera de mim, fecho os olhos e vou para as profundezas das águas claras de meu isolamento, e fico a ouvir os passarinhos cantarem... Mas, hoje, escutei foi o vento a me dizer: feliz é aquele que acompanha a gentileza da cidade a se desenvolver... Acho que ele quis falar de ação!... Lembrei da política para a educação, de Paulo Freire...

Saindo dos meus nostálgicos sonhos silvestres, dei-me conta de que a vida urbana deve ser essencialmente educativa... Afinal, qual a ligação da educação política de Paulo Freire com minha nostalgia silvestre?... Ainda falta o bom trato teórico para responder adequadamente, portanto existe toda uma teoria a ser desenvolvida e compreendida, pois a ideia, enquanto palavras sociológicas de PF, pouco traz elucidação, no pensamento desse educador, mas ele nos alerta (num texto intitulado: Política e Educação) para a constante necessidade da pedagogia política num contexto urbano, visando uma tomada de posição que explicite o mundo enquanto opção política, com as próprias palavras dele: “a prática educativa como prática social urbana (deve apresentar) um discurso que desvele, destrinche ou esmiúce a opção política, a posição pedagógica, a inteligência da vida na cidade, os sonhos em torno dessa vida, as preferências estéticas, éticas, urbanísticas e ecológicas de quem o fez”... 

Ainda ele ressalta em outro trecho: “Isso não deve significar, porém, que as diferenças de opções que marcam os distintos discursos educativos devam afastar do diálogo os sujeitos que pensam e sonham diversamente... Não há crescimento democrático fora da tolerância que a convivência entre dessemelhantes não lhes nega o direito de brigar por seus sonhos (...) O importante é que a pura diferença não seja a razão de ser decisiva para que se rompa ou nem sequer se inicie um diálogo  através do qual pensares diversos ou sonhos opostos não possam  concorrer para o acrescentamentos dos saberes... Saberes de suas experiências feitos de sentimentos, de emoção, de medos e de desejos (...) Porque ao recusar a domesticação do tempo (...) o pensamento moderno reconhece  a importância do papel da subjetividade na história e atua política-pedagogicamente para fortalecer essa subjetividade” (Paulo freire, Política e Educação. Cortez Editora, SP, 1993)... 

E sem nenhuma intensão de ser visionária ou inovadora: essas são ideias para serem desveladas, destrinchadas ou esmiuçadas na ação educativa ou na prática social... É aí que quero demonstrar a exaustão das palavras enquanto discurso ou enunciados teóricos... Em uma ocasião mais apropriada, contudo, voltarei a esmiuçar a ideia do ensino permanente através duma cidade educativa, porém sem a complexa teoria de Paulo Freire... Porque eu prefiro ser uma eterna aprendiz e não me prender e nem me apegar a nenhuma dogmática opinião sobre a delicadeza de educar...  Até Breve!...

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segunda-feira, 9 de março de 2015

quarta-feira, 4 de março de 2015

O Pão da Arte...

Soltos
Perdidos ao relento
Somos levados pelo vento...

Mas, na farta mesa da beleza
De todos os dias,
Alimento-me com o pão da Arte...

Desconheço-me enquanto criadora de mim
Não me identifico na terra nem no céu 
Negaram-me a dignidade humana...

Porém, a mim foi concedida 
As asas universal,
No vôo indefinido
Independente do Criador...

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terça-feira, 3 de março de 2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

Sob as Consequências do Caos Climático...

Como minha expressão da mais profunda gratidão pelo sopro da vida e todas as atitudes solidárias aos desalojados da alagação do Acre, sigo acreditando na mudança de mentalidade da humanidade: evoluir é necessário, bem sei... Ainda creio que a sensibilidade será disseminada por entre os homens, e um novo método surgirá para nos garantir o pleno relacionamento entre as pessoas, bem como o pleno zelo e o cuidado com nossa natureza...

Em tempos de caos climático, penso com mais assiduidade que devemos reunir esforços para encontrar uma nova forma de agir e gerir nossas emoções, nossas necessidades, pois o sistema dos Senhores do Poder continua a estimular a comunidade apenas a valorizar e a adaptar-se a revolução tecnológica, de modo a mudar nosso jeito de ser, e ver o futuro sendo administrado pela dinâmica dessa tecnologia em detrimento do vasto mundo natural global, sem maiores preocupação com as consequências... Entretanto a Natureza a cada dia grita mais forte que é Ela a apontar os ditames de nossa Cultura... Pouco importa se vivemos num Continente americano (Acre) ou no asiático (Tóquio), nosso olhar deve estar sempre direcionado ao chão que pisamos e, ao mesmo tempo, aos Pólos com suas imensas montanhas de gelos se descongelando... 

Eu, uma criatura sonhadora que sempre nutriu um profundo amor telúrico e também um grande temor pela fúria das correntezas dos rios de nosso estado, sinto-me uma impotente, com essa drástica e triste situação das enchentes nos municípios e em Rio Branco,  por isso me resigno em orações, na esperança de ver esse drama passar logo e todos sendo uns vencedores nessa batalha de socorrer essa gente desalojada; é doloroso ver os depoimentos de quem diz que levou toda uma vida construindo seus bens para perderem num breve segundo de instante... 

Todavia, sigo compreendendo que o mês de Março é um mês de profunda limpeza... Leio e ouço nos noticiários sobre os trabalhos, nos Municípios afetados pela enchente, de retirada da lama que cobriram esses municípios... Assim imagino uma profunda limpeza em nós também; que seja retirada toda a lama de nossas mentalidades e corações: aquela lama que nos impede de olhar para os perigos do futuro; aquela lama que nos faz supervalorizar a cultura local sem respeitar as fronteiras geográficas das diferenças climáticas, a lama que limita nossos conhecimentos e só aumenta nosso egocentrismo e individualismo... Felizmente, com essas calamidades, aprendemos a olhar nosso Governo com outra perspectiva, aí percebemos a responsabilidade e o desempenho Oficial para socorrer as famílias vítimas de tantas aflições...    

Domada por uma sensação de impossibilidade física e econômica, deixo um poema, de Emily Dickinson, no ensejo de repensar sobre nossas fragilidades e condição de sermos livres ou uma forma de pensar sobre nossa liberdade de escolha apenas como possibilidades... 

...  "Habito a Possibilidade
Casa melhor que a Prosa 
De Janelas mais pródiga 
Superior — em Portas —
Cômodos como Cedros 
Impermeáveis ao Olho 
E por Eterno Teto
Os Dosséis do Céu 
De Visitantes — o mais justo —
Por Ofício — Isto —
Só as asas destas parcas Mãos
Para o meu Paraíso”...

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domingo, 1 de março de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Resistir para Existir...

Para vencer
Perdi o plano dos doces sonhos...

Embriagada de esperança
Passei a renegar a fé...

De tudo provei
Na agonia de peregrina...

Com a alma escancarada
Encontrei-me com a visão de águia...

E eu, que me senti a vencida,
Chorei
Com os espinhos cravados nos pés...

Ergui-me no esplendor 
De calma da alvorada...

Encontrei, sem anseio,
A serenidade
Que me embala
Com a paz das crianças...

Para quê mudar e perder de vista
No outro dia
Aquilo que quero Ser?...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A Escuridão dos Sonhos Estilhaçados...

Bem, não consigo ser leve igual ao vento para voar com o tempo... Evidentemente, por alguns instantes, evitarei descrever a escuridão das estradas dos sonhos estilhaçados por alguns humanos gentis e sinceros... Porque estranho é o triste riso de quem olha e não ver ninguém além... Mas, para variar, compreendam alguns esnobismos das maluquices das várias ‘marias’ sem sobrenome, sob os lençóis, como um pavoroso descompasso de tudo que por elas foi construído desastrosamente... 

Para tanto, eu prefiro ficar atenta, como bom exemplo dessa versatilidade do vazio, à certos delírios de nobreza sem valor... Infelizmente a comicidade dos discursos técnicos sustentaram o desdobramento das arquiteturas do estilo inútil da política moderna; o desagradável é que o resultado sempre será a angústia que domina uma falsa busca de identidade... Mas, levando em consideração a nítida solidão explicitada por falta de raízes (conduzida talvez pela condição do caos que essa política impõe), convém repensar sobre o ofício assumido por elas: enquanto mulheres escravizadas por um sistema que consome a essência individualizante de cada ser...

Nada, na vida social, é definitivo, e, perante certas comicidades da simulação por sobrevivência, essa nobre aparência fixa no semblante uma angustiante sensação de quem está se afogando no Pacífico sem ninguém e nenhuma esperança à vista: uma mulher só, que está afundando no nada da Plenária vazia; é o próprio vazio da não-existência... 

Finalmente, diante do ai, ai das 'marias' de tantas dores de partos nos descompassos das vidas desmedidas, não serei eu a querer me sufocar nessa lama insignificante constituída pela insensatez da velocidade de quem tudo faz e quer conquistar sem os bons critérios/princípios os quais regem o respeito pelos Outros: bem que eu tento evitar aquelas que gostam de atrapalhar e pouco compreendem o nosso caminhar na Fé... ‘Ave Maria cheia de Graça bendita sois vós entre as mulheres’...

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Imagem...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Um Agir Desejável: 'Silêncio Amoroso'...

Mas, para se ter uma vida digna de ser reinterpretada, os poetas sugerem que se tenham experiências verdadeiras, porque viver também é permitir-se descobrir os segredos das estrelas...

Por vezes, entre as experiências falsas e as verdadeiras não existe o agir e o falar separadamente, ambos usufruem dos mesmos mecanismos de persuasão, no entanto situamos (eu e os poetas) o discurso verdadeiro numa relação de referência preciosa e desejável: é a pura expressão da arte... Enquanto o discurso falso é aquele que está meramente ligado ao exercício do poder: é a simples expressão da falácia... 

Vejamos se o poeta Affonso Romano de Sant’anna consegue aduzir o que tentei convencer: “Eu olho os que olham... Portanto, não olho ingenuamente... Quem só olha, vê e esquece, mas quem olha e escreve o que olhou, na verdade, está olhando duplamente... 

Preciso do teu silêncio
cúmplice sobre minhas falhas...
Não fale!...
Um sopro, a menor vogal pode me desamparar.
E se eu abrir a boca minha alma vai rachar.
O silêncio, aprendo, pode construir... É um modo
denso/tenso - de coexistir...
Calar, às vezes, é a fina forma de amar"...

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Pintura: Vicente Romero Redondo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Pirâmide do Tempo...

Nem palácios, nem ruínas 
Farão a nau dos sonhos zarpar
Do cais da esperança...

Somente a dança,
Aquela que alegra e fascina 
A triste sina,
Sairá em busca da sombra
Que ilumina
Essa ânsia de em ti ver
A tempestade que anuncia
Os ventos da fina alegria...

Soterro
 Sob a pirâmide do tempo
Os versos
Que elevaram tua presença...

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Vuelve...



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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um Despertar para Rede...

Às vezes, surpreendo-me preocupada em como enfrentar certas adversidades dessa vida, onde tudo se consome num instante; daí digo a mim mesma: ‘concentre-se naquilo que você já tem de melhor’... Pois é, o que já tenho de melhor é um tesouro tão valioso que nem sempre devo mencionar, no entanto tenho outro tesouro (o plano B) que deixei de valorizar, mas que ontem fui convidada a recorrer a eles: meus livros... Nesse domingo, fui obrigada a folhear os exemplares que tenho do sociólogo espanhol Manuel Castells para compreender melhor o sistema informacional do qual estamos submetidos... 

Entretanto, levei algum tempo para me dar conta de que só tenho dois volumes duma trilogia, desse sociólogo, que são leituras obrigatórias para compreendermos as discussões atuais sobre as transformações sociais desse início de século: o volume II, O Poder da Identidade, e o volume III, Fim de Milênio... Falta-me o primeiro da trilogia, volume I: A Sociedade em Rede, baseado em pesquisas sobre a era digital, onde ele analisa a dinâmica social e econômica na era da informação, para compreender as transformações que as novas tecnologias estão produzindo em nossas vidas... Enfim, propus-me um desafio, para 2015, que será ler o possível, desse primeiro volume, na tentativa de responder as seguintes questões: “as tecnologias de comunicação estão a serviço de que, ou de quem?... Que mudanças são trazidas por essas tecnologias à vida do homem e à sociedade?... O que desencadeou todo esse processo?...  E mais:  o que pode ser apreendido dessa relação humana mediada por máquinas?”,  daqui.... 

Vamos lá ao que importa: a difusão informacional como uma diferença específica em cada sociedade global (brasileira ou acriana) é um estudo que exige a minuciosidade da nossa atenção, desejo de aprender e muita disciplina, mas, com as teorias do sociólogo Manuel Castells, é um privilégio sair em busca desse conhecimento... Para nos explicar com mais afinco, peço emprestada as palavras do político português Jorge Sampaio: “Parar para pensar, de preferência na companhia dos que estão mais preparados para reflectirem, com fundamentos teóricos e empíricos sólidos, sobre o devir social, torna-se, nestas condições, uma exigência de bom senso elementar... 

Reflectir, mais uma vez, sobre os constrangimentos e oportunidades ao alcance da sociedade portuguesa no contexto global de construção de sociedades em rede, foi o que decidi fazer, tendo para isso contado com o apoio — que considero um verdadeiro privilégio — do Professor Manuel Castells, sem dúvida um dos mais brilhantes e reconhecidos teorizadores da mudança social na era digital”... Aí ele se interroga "sobre a natureza e direcção do movimento que interliga informacionalismo, economia do conhecimento e sociedade em rede... Para onde nos está a levar?... Que exigências coloca aos agentes económicos e aos decisores políticos?... De que modo interfere ele no quotidiano e na definição dos horizontes existenciais dos cidadãos?"... 

Para esclarecer dúvidas como estas vale a pena se dedicar às leituras... Portanto, finalizo com uma entrevista feita com o próprio Professor Manuel Castells: "Por que os movimentos sociais estão crescendo e se alastrando?... Eles dão certo por uma razão: porque são movimentos autônomos, constroem um espaço de autonomia fora dos condicionamentos dos partidos políticos, do Estado, das empresas – e constroem suas redes próprias sem líderes... É quanto atuam a cultura e a tecnologia em uma sociedade... 

O fenômeno mais importante na sociedade atual é a autonomia, a capacidade de a pessoa decidir a sua própria vida, para todo mundo... O que mais nos importa é decidir nossa vida – com nossas limitações... A internet é uma tecnologia velha – ela foi criada em 1969 -, mas o importante é que ela é também um produto cultural... Foi organizada a partir de valores como liberdade e autonomia... Portanto, o tipo de tecnologia em rede e o tipo de padrão cultural baseado na autonomia coincidem... 

Hoje qualquer mensagem que se quer livre e autônoma não passa por um partido ou por um jornal... Se há uma mensagem que se conecta com outras mentes conectadas na rede, então essa aceitação dá início a um movimento... Os atores são coletivos, sem burocracia, sem hierarquia, sem líderes", daqui...

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Sobre a Natureza III: O que é a Vida?...

Afinal, o que é a Vida?... Antes de adentrarmos mais uma vez na subjetiva compreensão sobre a simplicidade de viver, é de pleno valor fixar: os passos que delineamos para a liberdade e a satisfação pessoal não se enquadram naquelas pessoas cuja ambição material é a mola propulsora para atingir seus ideais... Porém, considerando os fins culturais, sociais e individuais, cada um, em seu próprio domínio, precisa buscar as virtudes e os benefícios naturais dos quais usufruímos, enquanto vidas passageiras, sem o reflexo fugaz do egocentrismo destruidor da vida alheia; isso já seria um bom princípio para um mundo mais humano e sustentável... 

Dentre os vários fatores de mudanças promovidos pela simplicidade, está assegurada a felicidade como oportunidade de garantir a plena saúde física e emocional... Ficar em silêncio, olhar e ouvir tudo que nos envolve ou que estar em nossa volta é prestar atenção aos elementos naturais que nos compõem e dos quais fazemos parte... 

Aprender a observar ou contemplar a pureza das crianças, das plantas ou dos animais, a correnteza dos rios ou as ondas do mar, as chuva ou a trovoada, as tonalidades de cores das nuvens ou a limpidez do azul celeste, o sol, o brilho da lua ou das estrelas, é aprender a ficar atento a tudo que não tem a intervenção racional do Homem, assim estamos saindo duma prisão que nos consome... Aí descobrimos a essência da Natureza quando sentimos a calma da Paz que necessitamos para entender os outros que ainda não conquistaram a Luz necessária para uma compreensão mútua do viver...

Dependemos da Natureza para sabermos coordenar nossos conflitos internos e cotidianos, humor: nossas tristezas e alegrias, angústias e melancolias, bem como para buscarmos sempre a autoestima e a serenidade, porque isto são fatores fundamentais para nos firmarmos enquanto seres humanos livres e de plena consciência planetária (ou do sistema em rede, conforme seu domínio  de conhecimento)... Encontro-me nessa incessante busca... Segundo a sábia experiência dos Sensíveis Mestres do Conhecimento, isso é apenas um dos fabulosos caminhos para saber o que é a Vida e como conquistar um Mundo melhor para se viver... 

Nos próximos passos, apresentarei o prazer da leitura infantil e juvenil como descoberta do mundo que sonhamos... 

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Sobre a Natureza II: Passo para a Liberdade...

Dando continuidade nossa exposição de motivos para uma vida sustentável, sem querer fugir da estética poética do natural, devemos considerar sempre que nossa formação de cidadãos pensantes tem como base o letramento, da brasileira sociedade, sob imposição; onde em nossa memória ficaram cravadas a cruz e a espadada... A cruz como símbolo da imposição religiosa; e, como condicionante à imposição do poder de conquista, a espada...

Todavia, há de se convir: por mais intransponível que seja a distância entre Deus e os humanos, sem escravidão, nós dependemos duma Divindade, sim: Ela é a Natureza... Precisamos aprender a servir à Natureza, assim como Ela nos serve... 

Algumas religiões submetem os humanos a um Deus que escraviza e exige o sacrifício da natureza: da nossa, da fauna e da flora... Ao Criador, devemos um ritual de celebração da Vida: festejos, cânticos, danças, banquetes, mas, no jogo da gratuidade agradável, de agradecimento pela beleza da Natureza; pois é Dela que dependemos, e, acompanhando esse ritmo de harmonia, encontramos o prazer de viver...

A dependência que temos da Natureza não é apenas uma questão de sobrevivência fisíca; precisamos Dela para fazer a manutenção ativa da alma, nessa constante dependência, Ela nos aponta o caminho da liberdade e do Ser interior... De modo que, basta fazermos uma caminhada em um ambiente natural para sentirmos o efeito imediato, no corpo e na alma, do ar que inalamos... Prosseguiremos... 

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Sobre a Natureza...

Mas talvez nosso receptor, embora não queira concordar com a exposição de certas ideias, há de compreender que é sempre de bom tom pensar nas pessoas que por ventura ainda não atingiram a essência da problemática apresentada por mim... Por outro lado, é necessário (o receptor) deslocar-se com algumas objeções e interrogar-me sobre a palavra escrita na formulação das tais ideias... Pois não?...

É simples!... Então cá estou: não somos nós que controlamos nossa respiração, é a necessidade de inspirar  e expirar que nos eleva a esse impulso... E o ar que respiramos é a mais pura natureza... 

Aqui não é uma questão de contexto social ou cultural; ao que estamos submetidos, não há por trás transformações de interesse próprio e nem variação de adaptação de conduta, mas, em si mesmo, permanece a necessidade do ar, isto é universal ou planetário, como queira... Assim, não se trata apenas de termos nariz, ouvido, olho ou boca, mas sim da forma que queremos usá-los: qual o ar que queremos respirar?; qual o odor que desejamos inalar?; qual a sonoridade precisamos ouvir?; qual sabor nos faz bem degustar?; com qual olhos desejamos ver a lua ou ler tudo que está ao nosso entorno?... 

A qualidade daquilo que consumimos estar aquém de tudo o que a sociedade, a indústria e o comércio nos oferecem... E isso também urge a necessidade de aprender e ensinar... A minusiocidade sobre as problemáticas que ocorrem em nossa realidade não convém descrever, por enquanto... 

Contanto que fique esclarecido sobre a insustentabilidade da atual vida moderna, e ao caos climático do qual estamos submetidos: crise d'água, enchentes etc.; deve-se levar em consideração também o caráter inflexível de quem apenas aprecia a curta distância dum findo horizonte, com certeza esses jamais terão o Céu como limite, muito menos a Natureza como fonte de energia pura... Para aqueles do coração de aço não existe nenhum passo para a liberdade: a prisão da artificialidade é a sua natural essência, assim como a ‘guerra’ é o seu alimento favorito... Para entender melhor basta ler outras postagens nos dias vindouros com textos Sobre a Natureza II e III...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Da Psicanálise: O Aquém é um Bom Lugar...

Nessa vida de compreensão delineada conforme aquilo que se percebe a um metro do próprio horizonte de quem visualiza, pouco me interessa a minuciosidade dos detalhes... Portanto, da galeria dos estudos modernos, adentro naquelas séries das quais enquadram a alma de quem delineia... Do mesmo modo que permaneço a nutrir o desejo de expelir tudo aquilo que me incomoda, adoro saber sobre o labirinto que construíram dentro de ti e de todos os outros: aí estar a cura para todos os males seculares, não somente individual, porém muito mais social... 

Logo, existe, em todo caso, uma singularidade com a perversão desumana: manter a ordem do caos que alimenta a indústria de toda e qualquer forma de consumo ou dependência; por isso, enquanto tu alimentares o teu e a todos os vícios, eu sustento o meu... Mas também não se trata de banalizar a ordem vigente, mas sim seguir por uma trilha pouco trafegável; é bom sentir a calmaria de quem aspira a salubridade do infinito; cansa-me a mesmice de quem só vive a correria de pensar o agora... 

Entretanto, no limite daqueles do curto horizonte, é visível e previsível o presente da ilusão passageira, posto que se vive o homem pelo homem na reconstituição perfeita dos historiadores dos fatos de aço: a inflexibilidade... Ao contrário, na flexibilidade da alma, haverá sempre vastos mundos a serem desvendados... 

Isso posto, qual seria a tarefa a ser cumprida perante a calmaria da salubridade do ser infinito?... Certamente não seria somente descrever tudo aquilo que está além dos próprios olhos ou para além do nosso horizonte: o aquém também é um bom lugar... É vantajoso sempre frisar: eu não faço parte da Industria da Moda, pois sou apaixonada e fissurada pelas descobertas científicas inovadoras... 

O Dr. Allen Frances tem algumas boas reflexões sobre alguns aspectos daquilo que esbocei, assim como apresenta simples propostas para frear a velocidade de um dos veículos que conduz fragmentos da loucura dessa auto-estrada que a grande maioria dos humanos amam trafegar... Basta ler aqui e aqui...


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sábado, 31 de janeiro de 2015

Gratulação...

Agora a chuva cai lá fora, no quintal da minha casa, ela não é mais saudade, é a suavidade emergindo os dias vividos em Águas Claras, assim transbordam as emoções que refrigeram a alma... Em nossa jornada nada é perda, mas sim um eterno Movimento para outros conhecimentos...

Assim como nem toda partida tem uma finda despedida, nem toda chegada é uma eterna morada... Com isto expresso minha gratulação a Brasilia, em especial a Águas Claras, pela preciosa acolhida e por todas as maravilhas a mim ali proporcionadas: novos aprendizados e significativos conhecimentos, os deliciosos momentos em família, o novo nascente, o novo poente, a nova gente e as boas amizades que lá conquistei...

Agradeço ao Criador também por algumas preciosas pedras que alguns me oferecem para elevar o degrau de minha evolução, conforme esta frase de Jack Penn: "Um dos segredos da vida é fazer degraus com as pedras em que tropeçamos"... Isto é bem verdadeiro: até o mais belo dos caminhos tem uma pedrinha para nos impulsionar...

E, em cada pedrinha que eu tropeçar, haverá de ter uma flor brotando por todo caminho que eu trafegar...

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

De Volta a Casa...

Tento evitar quem é munido de certezas e verdades, tenho preferência por ideias das quais me auxiliam a nutrir a esperança e a satisfação interior... Em outro sentido, por mais arbitrária que possa parecer as curvas de nossos caminhos, elas remetem a ideia de que uma casa é a melhor proteção para nossos sonhos...

Lar, meu doce lar
amo você
do jeitinho
que você estar...

Não via a hora
para dentro
de você voltar
e assim bem leve
 poder ficar...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Um Dia de Domingo...



Acre: Da Origem à Foz...

Sim, é de origem
a imensa saudade 
do rio da nossa Rio Branco...

Acre, doce Rio da minha terra 
como muitos rios
que não veem o mar, 
ele tem o mágico poder
de me encantar
com sua forte correnteza
que deságua logo ali
aonde posso chegar...

Desemboca
origem do fim...

Boca do Acre, foz 
onde tudo começou
Tão perto, tão distante!...

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Link da fotografia...

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

Fina Euforia...

Protege-me dos tabus de minha terra
Impulsiona-me no êxtase de ti
Insufla-me na dolência das milongas
dos teu doces dias...

Com a majestade das águias 
sobrevoarei por sobre teu solo sagrado
e louvarei a epiderme crua 
que transpira tua fina euforia...

Por um instante mágico
o caos do Universo pairou 
para aspirar 
a pureza do teu suor...

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sábado, 17 de janeiro de 2015