sábado, 17 de janeiro de 2015

Amor à Mãe: Do Útero que me Gerou...

E na bagagem vou carregando
todos os aromas
na ternura dos encontros...

Levo os suaves acontecimentos
que me mobilizaram...

Recordo da primeira casa
que me acolheu 
e visível permaneceu na memória...

(Dos livros em presentes de semente) 

Vou ao quintal e desbravo as árvores 
que brotaram todos os meus sonhos...

Da cozinha, através da fumaça no fogão
sinto o sabor de café, das 5:00, ao amanhecer...

Mergulho no baú da saudade 
que abrigou todas as minhas vestes...

Envolvo-me nos braços de minha Mãe
e finalmente chego ao seu útero de amor
que sempre me protegeu...

Por Amor a minha Mãe
Viva a Vida!...
 M. Eunice: *08/01/45
In Memória+18/10/94   *.*.*.*.*
Pintura: Vicente Romero Redondo

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sobre a Delicadeza do Teu Corpo...

Quero a delicadeza das delicias
que me fazem sentir o prazer
de saborear teu corpo nu...

Mesmo se assim for proibido
consumirei toda nudez
desse território inexplorável
e viverei perdida como fugitiva 
em busca do teu gozo sem Lei...

Eis minha única saída
para o melhor prazer de viver
 aquilo que ainda não foi planejado
e sublimemente aconteceu...

Fuga do caos que  habito!...

*.*.*.*.*

Sum...


*.*.*.*.*

Fado ou Destino?...

O que acontece quando uma história nos sensibiliza tanto que se transforma numa comoção indescritível?... Eu também não saberia responder, porque seria a minha própria História!... Infelizmente, ainda não aprendi a amar a inveja dos algozes...

Diante às adversidades lidas e percebidas através de difíceis realidades, absorvo-me na mesma introspecção de sempre e sou conduzida a uma profunda viagem à infinita consciência de mim mesma...  Assisto ao meu trailer e vejo um pedaço de mim em cada drama de filmes que retratam realidades de épocas remotas; assim como revivo fatos dos quais leio em alguns bons romances realistas que expressam o determinismo das sociedades positivistas... Mudam-se os hábitos, passam-se os anos e as épocas, porém a violência, os preceitos e preconceitos dos hipócritas arrogantes permanecem os mesmos, mas com uma roupagem bem sutil ou perversa, e com máscaras (na hora certa elas caem) impossíveis de serem dilaceradas...

Não sou provida de subsídios para afirmar que cada escolha é uma perda, talvez nem mesmo os filmes dos quais assisti ou as as leituras, feitas a qualquer custo, tive opção de escolha... Quanto àquelas escolhas de vida jamais foi-me possível fazê-las também; na realidade onde vivo, nem todos os seres viventes têm o direito de escolher  isto ou aquilo: impor é a Ordem...

Mas que grande confusão!... Tudo isso somente para tornar a repetir que, mais um ano se passou, ainda não descobri o que o destino tem reservado para mim... E se destino for o desígnio de que falam os doutos e os dicionários, devo permanecer com meu fado sempre em busca doutra direção, sobretudo refletindo sobre certas incógnitas contidas em pensamentos como este que segue de Jean de la Fontaine: “Muitas vezes encontramos o nosso destino na estrada que tomamos para evitá-lo”...

A única certeza que em mim permanece é esta: satisfaço-me e realizo-me ao saudar o Sol de cada manhã!... E alimento-me de sonhar para reavivar a magia que me faz evoluir...

*.*.*.*.*
Pintura: Vicente Romero Redondo

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Para Celebrar um Novo Dia...

Nada de Novo aconteceu
Apenas o Sol de novo nasceu
É o milagre de mais um dia
Que nos convida para amar...

Felicidade  também é saber 
Esperar o Sol raiar
Porque o poder de amar
É uma incansável
Saudação ao milagre da vida!...

*.*.*.*.*

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

AVATAR...


Para manter alguns  desapegos, e sem mais delonga, dou continuidade às postagens cinematográficas com outro excelente filme: Avatar, eis aí alguns fragmentos duma excelente resenha deste link...

... "Nesta requintada produção, que em termos de bilheteria já ultrapassou o ex-campeão Titanic, o diretor retrata a tentativa desesperada de dominar Pandora, um dos satélites do Planeta Polifemo – curioso perceber a escolha dos nomes destas esferas cósmicas, não por acaso originários da ancestral mitologia grega -, com o objetivo de extrair de seu solo os recursos naturais  esgotados na Terra.

Próspera companhia multinacional, a RDA financia a permanência de equipes militares e de cientistas nesta esfera alienígena, de olho justamente nestas riquezas minerais, as quais detêm o potencial de gerar lucros colossais. Sob o comando do Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang, vivendo um vilão perfeito), fuzileiros navais se convertem em mercenários, lutando contra os humanóides que aí habitam, as tribos Na’vi.

Enquanto os humanos ambicionam o tesouro escondido nas florestas, os nativos se esforçam para manter a integridade de seu território, principalmente dos recantos sagrados, e a própria existência. Neste jogo estratégico, o ex-fuzileiro naval Jake Sully, representado por Sam Worthington, é uma peça fundamental.

Um mero soldado, ele se vê na iminência de substituir o irmão gêmeo, cientista morto recentemente, pouco antes de completar a experiência denominada Avatar. Como ambos têm o mesmo genoma, Jake é convidado para concluir este projeto, no qual um organismo geneticamente modificado, meio humano, meio humanóide, é produzido a partir do mapa genético do humano que lhe dá origem. Com este corpo é possível se relacionar com os nativos.

Confinado a uma cadeira de rodas e a uma esfera desconhecida, Jake é obrigado a enfrentar a hostilidade inicial da supervisora do projeto Avatar, Doutora Grace Augustine, a sempre genial Sigourney Weaver, e também os desafios quase intransponíveis de seu novo meio ambiente.

Acidentalmente, em uma de suas primeiras visitas ao território dos Na’vi, Jake fica preso na floresta, sendo assim obrigado a enfrentar uma terra perigosa e desconhecida. É quando ele conhece a nativa Neytiri (Zoë Saldaña), princesa do clã Omaticaya, filha de Mo'at, líder espiritual do clã, e de Eytucan, rei desta tribo"...
*.*.*.*.*

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A Menina que Roubava Livros...


A Menina que Roubava Livros é um daqueles filmes que vale a pena assistir quantos vezes for necessário para entender a crueldade duma guerra e a sagacidade duma menina que faz do prazer de ler (e escrever num livro em branco, fazendo dele seu intimista diário) a fuga para tantas adversidades! Este filme é baseado no romance do escritor australiano Markus Zusak ... como de costume, tenho preferência por apresentar as impressões de outros apreciadores de cinema mais sensíveis:

... "A Menina que Roubava Livros é uma história ambientada na Alemanha nazista, e nela conhecemos Liesel Meminger, uma menina doada a uma família de alemães por sua mãe, que a deixou para trás por proteção, por ser comunista. Liesel era muito jovem quando entrou em uma casa totalmente nova e desconhecida, com novos pais igualmente desconhecidos, e tudo o que lhe restava era acostumar-se àquele ambiente e àquelas pessoas. Ou fugir. Porém, esse objetivo nunca foi concretizado, e Liesel, com o tempo, aceitou que aqueles estranhos eram seu novo pai e nova mãe
", daqui...


... "Sua saga como ladra de livros inicia-se no breve enterro de seu irmão. O coveiro deixa cair um livro, que é logo surrupiado por Liesel. Curiosamente, são poucos os livros que ela realmente rouba dali em diante. O foco principal da trama passa a ser os relacionamentos da garota, como ela muda as vidas ao seu redor e vice-versa.

Rudy (Nico Liersch), seu melhor amigo, apoia Liesel na escola e em casa. Sua personalidade mais aberta e expansiva ajuda a menina a não ser tão fechada. Ao conhecê-lo, ela passa a compartilhar mais sobre si mesma e entende o valor de uma verdadeira amizade. Hans (Geoffrey Rush), seu pai adotivo, é o primeiro par de braços a acolhê-la após ser deixada pela mãe biológica; já sua esposa Rosa (Emily Watson), forte e dura, passa disciplina e respeito.

Também são presentes na vida da menina Max (Ben Schnetzer), um judeu fugitivo que encontra refúgio no porão de Hans e Rosa; e Ilsa (Barbara Auer), a esposa do prefeito. Ambos, assim como Hans, incentivam a leitura da garota - mas não têm impacto tão profundo quanto os três primeiros. O desenvolvimento de personagens, principalmente de Max e Ilsa, é superficial e deixa a desejar, causando um grande desfalque na trama do filme, que se apoia principalmente nisso", daqui ....

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domingo, 4 de janeiro de 2015

Valtari...


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Trópico de Capricórnio...

Trópico de Capricórnio faz parte daquela lista de livros que desejo ler, mas ainda não foi possível comprá-lo, enquanto isso vou me contentando com os comentários pescados no Google:  "Como cenário, a Paris entre guerras; como definição, as palavras do próprio autor: 'Isto não é um livro... É libelo, é calúnia, difamação'…, como prefácio, uma declaração de Ralph Waldo Emerson simplificando: 'Estes romances cederão lugar, pouco a pouco, a diários ou autobiografias… E assim a vida se transforma em arte nas letras do pai da geração beat, Hanry Miller ... 

Nascido no Brooklyn em 1891, Henry Valentine Miller representa um ponto de virada na literatura mundial, uma influência para autores como Allen Ginsberg, a geração hippie, beatnick e sua obsessão por liberdade sexual, viagens e boemia'... Henry influenciou esses poetas 'marginais' até na forma autobiográfica de escrever já que em seus livros ele é o personagem principal, mas suas histórias não são totalmente reais, são uma mistura de ficção e realidade num tipo de Bukowski mais elaborado e surrealista"... 

A História dos Meus Infortúnios...

Muitas vezes o coração dos homens e das mulheres é excitado, assim como confortado, nos seus desgostos, mais pelo exemplo do que pelas palavras... Portanto, porque também conheci algum consolo graças a conversas tidas com alguém que foi disso testemunha, estou agora decidido a escrever acerca dos sofrimentos originados pelos meus infortúnios, para os olhos de alguém que, embora ausente, é em si mesmo e sempre um consolador... Faço-o para que, ao comparardes os vossos desgostos com os meus, possais descobrir que, em verdade, os vossos não são nada, ou no máximo são insignificantes, e assim consigais suportá-los mais facilmente...

No trolley ovariano...

Uma vez entregada a alma, segue-se tudo com uma certeza infalível, mesmo no meio do caos... Desde o princípio nunca foi outra coisa senão caos: era um fluido que me envolvia, que eu aspirava através das guelras... Nos substratos, onde a Lua brilhava firme e opaca, o ambiente era suave e fecundante; por cima disso, reinavam a selva e a desarmonia... Não tardei a ver em tudo o oposto, a contradição, e entre o real e o irreal a ironia, o paradoxo... Era o meu próprio pior inimigo... Não havia nada que desejasse fazer que me importasse de não fazer... Já em criança, quando não me faltava nada, queria morrer: queria render-me porque não via sentido nenhum em lutar... Sentia que nada seria provado, comprovado, acrescentado ou subtraído pelo facto de continuar uma existência que não pedira...

Todos quantos me cercavam eram falhados, ou, se não eram falhados, eram ridículos...Especialmente os bem-sucedidos. Os bem-sucedidos chateavam-me ate às lágrimas. Era compreensivo até ao exagero, mas não era a compreensão que assim me tornava... Era uma qualidade puramente negativa, uma fraqueza que desabrochava à simples vista da miséria humana... Nunca ajudava ninguém coma esperança de que isso servisse para alguma coisa; ajudava porque não era capaz de proceder de outro modo... Querer mudar o estado das coisas parecia-me vão, inútil; estava convencido de que nada mudaria, a não ser que se verificasse uma mudança de intenções, e quem poderia modificar o coração dos homens?... De vez em quando, um amigo convertia-se, o que me causava vómitos... Tinha tanta necessidade de Deus como Ele de mim, e costumava dizer para comigo que, se havia Deus, me encontraria com Ele calmamente e Lhe cuspiria na cara...

O irritante era que, ao primeiro rubor, as pessoas costumavam tomar-me por bom, amável, generoso, leal e fiel... Talvez possuísse essas virtudes, mas se possuía era por ser indiferente: podia me dar ao luxo de ser bom, amável, generoso, leal, etc., porque estava isento de inveja... A inveja era a única coisa de que nunca tinha sido vítima... Nunca invejei nada nem ninguém... Pelo contrário, só senti compaixão por tudo e todos...Desde o princípio que me devo ter treinado para não querer nada com muita veemência...

Desde o princípio que fui independente, de uma maneira falsa. Não tinha necessidade de ninguém porque queria ser livre, livre para fazer e para dar só de acordo com os meus caprichos. Mal esperavam ou exigiam alguma coisa de mim, recusava e daí não arrancava... Foi essa a forma que a minha independência assumiu... Por outras palavras, fui corrupto, fui corrupto desde o princípio...

(...) Mais tarde, quando já era crescido, ouvi dizer que tiveram um trabalhão para me tirar do útero... Compreendo perfeitamente que assim fosse. Incomodar-me para quê? Para quê sair de um lugar agradável e quentinho, de um nicho acolhedor, onde tudo me era oferecido gratuitamente?...

A minha mais antiga recordação é do frio, da neve e do gelo nas aletas, da geada nos vidros das janelas e do suor gelado das paredes verdes da cozinha... Porque vivem as pessoas em agrestes climas das zonas temperadas, como erradamente lhes chamam?... Porque são naturalmente idiotas, preguiçosas, naturalmente cobardes...

Até cerca dos dez anos nunca imaginei que existissem países «quentes», lugares onde não era preciso suar para ganhar a vida nem tremer de frio e fingir que isso era tónico e revigorante... Onde há frio há pessoas que se esfalfam a trabalhar e que, quando têm filhos, lhes pregam o evangelho do trabalho - o que, no fundo, não é mais do que a doutrina da inércia (...) Perfilhavam todas as ideias erradas que jamais têm sido expostas... Entre elas contava-se a doutrina do asseio, para já não falar da da honradez (p. 11): Daqui...

sábado, 3 de janeiro de 2015

Anna Karenina...


Normalmente não consigo cumprir aos desafios os quais proponho para meu Mundo, como, por exemplo, relatar minhas percepções acerca dos livros que li ou reli, do mesmo modo ainda não consegui selecionar os filmes que se adéquam a esse Mundo, nem escrever análises sobres aqueles bons filmes a que assisto ocasionalmente, mesmo assim: contínuo  com o propósito de arquivar, aqui, leituras que me atraem e a sugestão de alguns  filmes... 

Volto, nesta postagem, a fazer dois registro: primeiro um belo filme (adaptação do romance de Leo Tolsttoy) que acabei de assistir, com um trecho da resenha deste link... segundo, deixo neste link  o próprio romance Anna Karenina  de Leo Tolsttoy...  

... "Joe Wright, que tem bons filmes em seu currículo como Desejo e reparação, Orgulho e preconceito, e que mais recentemente dirigiu o filme de ação Hanna; faz deste filme uma obra de arte em termos de técnicos, como figurino e cenários, mas não parece ter uma direção certa para ir como em seus filmes anteriores. Apesar de ser corajoso na forma em que adapta o filme, ainda assim não consegue fugir das convenções do gênero.

Ele é corajoso por seguir uma linha diferente do que já havia feito. Várias vezes, vemos as cenas se desenrolando como se fosse um teatro (eu diria que pelo menos metade do filme foi realmente rodado em um teatro), com trocas de cenários e tudo o mais. Mas ao mesmo tempo, não é um teatro. Ele mistura as linguagens de forma a fazer uma coisa diferente. Não temos um filme convencional e não temos um teatro. É uma pena que esse coragem estética não tenha sido acompanhada de uma coragem literária de realmente nos surpreender.

Anna Karenina é uma mulher que comete adultério e se apaixona verdadeiramente por seu amante. Ela não abandona somente seu status perante a sociedade para ficar com ele, ela abandona seu filho, se torna a principal fonte de intriga e fofoca entre seus iguais (que já não mais a consideram iguais), e paga um alto preço por sua paixão. Seus sentimentos são verdadeiros, mas ainda assim não há espaço para quem comete um "erro" desses. Suas escolhas são inaceitáveis perante a sociedade.

Karenina (Keira Knightley) se apaixona por Vronsky (Aaron Johnson), que não parece conhecer muito do que pode acontecer quando se tem um caso com uma mulher casada. Seu marido é Karenin (Jude Law), que parece perceber o romance e apenas pede para que a mulher seja discreta. Mas ela é apaixonada demais para discrição, o que a leva à ruína. O romance, paixão ou mesmo a atração podem ser passageiras, mas a fama que ela adquiriu ficará para sempre.

O filme é muito extravagante e bonito, mas a produção acaba se sobrepondo à história"... 

*.*.*.*.*

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Bem Aventurados os Mansos...

Brindemos a nós mesmas, à vida, às paixões, ao amor, à poesia, à diversidade!... Um brinde também ao poder do silêncio, enfim: um brinde ao lazer de escrever pelo simples prazer de juntar palavras!... Sim à Arte de Viver!... Fiquei encantada com 'Os Bem Aventurados' do Obvious:

... "Sou pelo bem comum.
Pelo dar um passo atrás para que todos possam dar um passo em frente.
Sou pelo 'se faz favor', pelo 'com licença' e pelo 'obrigado'.
Num mundo que se atropela, que grita, que vive ao segundo, que reage e que partilha, sou pelo silêncio.
Num universo em fast-foward, sou pelo pause.


[borbulho. agito-me. fervo . inspiro. acalmo. continuo]

Gelo fino protegendo o mundo da corrente da água, a mansidão faz-se em camadas.
Ao longo do tempo. Ao longo da vida.
É uma maratona, não um sprint.
É uma opção de vida, não uma fraqueza. É caráter, não ausência dele.

Bem Aventurados os mansos, porque um dia herdarão a terra.
É que até lá, os outros - os agitados, os sôfregos, os belicosos...
... já terão perecido todos"...

*.*.*.*.*

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Bem-Vindo 2015!...

Sem exaustão 
e com muita satisfação 
saúdo o novo dia do início de mais 
um movimento de translação... 

Que toda graciosidade da vida
seja renovada
nos dias vindouros...

Mesmo se o silêncio dominar
para nos fazer refletir
que a verdade e a felicidade seja
nossa melhor companhia...

Seja a arte nosso doce conforto
nos momentos de solidão...

Que a paz de um sorriso sincero
venha sempre nos visitar 
em 2015...

E que seja sempre bem-vindo
todo Novo Ano... Amém!...

Feliz 2015!...




terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Viva 2014: Feliz Novo Ano!...


Acima de tudo, 2014 foi um ano maravilhoso!.. Necessito relembrar: sem música seriam muito exaustivos todos os meus dias de sobrevivência... Também seria quase que infinita uma  lista com canções que encantaram e fizeram a alegria de alguns lindos momentos desse ano... Então, para agradecer as dádivas alcançadas por chegar nesse último dia, quero oferecer a música do ano que me impulsionou em mágicas inspirações: A Sky Full Of Stars...

Através dessa agradável composição, apresento-me em sinceras gratulações pela existência de todos que fizeram de 2014 um Mundo melhor e a todas as amizades com as quais fui levada a fazer novas descobertas e adquirir saudáveis experiências... Especialmente, quero agradecer às pessoas que me fizeram conhecer a  Banda Coldplay, cujo álbum Ghost Stories foi - para mim - a melhor trilha sonora desse ano que se encerra...

Que o próximo ano nos entorpeça com novas músicas de paz e esperança, que 2015 nos proporcione sempre mais paixão e amor num prazeroso seguir em frente, com a paixão da disposição possamos sempre superar todos os desafios que a nós forem proporcionados... E que não falte o alimento na mesa dos necessitados, que possamos sempre unir as mãos num gesto de solidariedade por àqueles que ainda lutam por  uma vida digna ou por mais saúde...

Em emulsão de gratidão, entrego-me ao Universo por todas as maravilhas que vivenciei com a família e amigos(as), bem como por todos os novos e saudáveis contatos que me fizeram evoluir!... 

Grata a todos que amam nosso Planeta e lutam para fazer Dele um Mundo melhor para viver!... Que o próximo ano venha pleno de saúde e boas surpresas... Obrigada, Senhores(as)!... Sucesso Sempre a Tod@s!... 

Feliz 2015!...
*.*.*.*   

sábado, 27 de dezembro de 2014

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Efêmeras Pegadas dum Breve Instante...

Por todas as efêmeras ou significativas pegadas ao longo desse ano, de 2014, agradeço a todos que colaboraram para eu estar vencendo mais uma etapa existencial!... Vou além, ao ficar conhecedora dos caracteres elementares que me compõem, pouco me incomodam as expectativas que alguns nutriram erroneamente de minha pessoa… Já bem disse Clarice Lispector: “o que não me faz bem, não me faz falta”… Pois sou regida por uma fina sinfonia... Aleatoriamente, quero - a seguir - esclarecer algumas dúvidas... 

Em tudo aquilo que me diz respeito, ainda não me percebi com nenhuma razão sedimentada sobre o amor ou qualquer ideia que possa alimentar o senso comum sobre a “ordem e progresso”… Afinal, discordo totalmente de que cada escolha é uma renúncia... Talvez ainda devo reconsiderar isto... 

Mas é claro que existirão outras considerações interessantes!… Julgo-me sempre desconhecedora das doutrinas que regem o lema do bem-servir… Em se tratando de evolução, encalhei na fase dos impulsos: atitudes inconscientes me ajudaram a seguir sem medo; defesa contra os ataques inimigos, não os adquiri, mas aprendi a esquivar-me com toscas palavras… Minhas afinidades cósmicas são efêmeras, aprecio por demais as pegadas no chão… Não, nunca vivi uma relação íntima com intensidade, as responsabilidades domésticas e os compromissos maternos roubaram-me o prazer de usufruir os corpos vazios das mentes insanas… Os sentimentos vividos foram a química do momento… 

A sério, escapei das batalhas sem cartel… Ao contrário do que muitos julgam, a mente humana é estranhamente assustadora, e o corpo é, ao mesmo tempo, fascinante e fraco perante o poder dela... Ora, pois, o corpo é quem sofre as consequências diante aos ataques invisíveis da miraculosa mente… Portanto: o mundo está doente, assim conduz pessoas doentias… O melhor seria dizer: somos governados por um Sistema doente!... Creio que seja desnecessário falar sobre o individualismo predominante no 'statu quo res erant ante bellum'...

Não só fui como sou fraca!... E aprecio por demais andar devagarinho… No entanto evitar às doenças sociais tem sido uma árdua batalha… Talvez essa minha resistência aos prazeres mundanos me transformou numa pessoa fria e insensível, pois jamais cedi aos impulsos acelerados da sedução nem dos sedutores… Por isso nunca estou disponível para os momentos de ilusões, nem para as competições subjetivas: sou profundamente conhecedora dos limites territoriais da geografia do meu corpo... Volto a reconsiderar isto aí também… 

Sem mais delonga, concordo com quem me diz que devo sair das palavras e passar para o agir concreto e seguramente papável… Apesar de eu ter passado toda a minha vida na práxis e conquistado tudo aquilo que tenho com meu próprio suor, só quero voltar a agir, contundentemente, depois de ter a certeza que sairei ilesa, e, a curto prazo, garantir que devo continuar minhas buscas sem nenhuma preocupação com aquilo que te incomoda… Ademais, evito julgamentos, portanto não estou em busca da perfeição, mas sim de compreensão, também não sei o que é certo nem errado, porém sei que cansa tentar conquistar um espaço sob o sol sozinha... Perdoe-me a rudeza e não considere minhas dúvidas desejos de justificar... Por vezes o cansaço domina em meio a tanta gratidão...

Ufa!... Foi quase um plágio!... Permita-me ser outra por um instante!... Adorei a tua intervenção...

Boas Festas!...
*.*.*.*

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz Natal!...

Divinas foram todas as horas passadas sob o sabor do amor e da paixão de viver... Com as mão calejadas pelo tempo, sinto o sopro da vida a reconsiderar os novos dias... Com efeito, a turbulência dos pensamentos invade o sossego dos instantes de meditação, assim, as ausências aumentam e intensificam os sentimentos: é o ano velho que já vai acabar para o Novo vim me ensinar a recomeçar...

Em todo recomeço de ciclo, os novos sonhos expulsam as dores do passado; pensando desse modo, percebo: não, não houveram perdas, tudo foram conquistas e belas descobertas... Dessa forma, aflora a capacidade de tolerar os desumanos... Todas as dívidas para com o mundo humano desaparecem, e transformam-se em singela congratulação... A razão se dilui em pura emoção: é o transbordamento do coração na plena gratidão pelos instantes vivenciados ao longo desse ano... As centelhas divinas foram sempre a luz desses momentos de dádivas pisadas sob o firmamento... 

Apesar do meu profundo respeito aos ensinamentos cristãos, dispenso as comemorações religiosas do Advento... Aprendi com as Lições de Jesus Cristo: o fundamental é o amor ao próximo e o respeito mútuo por todas as diferenças... Se cada um de nós temos o que merecemos, sou grata pelo que tenho... Desejo continuar a fazer da sensível e eterna fragilidade mais trilhas para novas buscas e conquistas; por isso permaneço a abrir as portas e janelas para a serena felicidade entrar...

Reconsidero os risos e as lágrimas, simplesmente agradeço, com fina humildade e satisfação, por mais essa maratona temporal: seja sempre bem-vinda toda generosidade de mais um novo ano... Por fim, o mais importante em nossa corrida atemporal - para mim - é continuarmos com saúde e disposição, nessa que é uma infinita caminhada: existir... E que venham sempre todas as maravilhas dos ensinamentos das novas jornadas!... Obrigada a todos que fizeram parte desse ano!...

Então, Feliz Natal!... E Boas Festas!...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Burbujas De Amor...



Amor De San Juan...



Refluir...

Esvanece o grito
ao penetrar na alma
que acalma a euforia 
da falsa alegria...

É o avanço
da resistência
que, no refluxo
da tua luz,
me auxilia...

Sou apenas uma
 simples mulher nua
sob a lua...

E sem afeto, sem caricia
apresento-me em desencantos
para os encantos das estrelas... 

*.*.*.*

domingo, 14 de dezembro de 2014

Love Story...



A Curva dos Teus Olhos...

... "A curva dos teus olhos dá a volta ao meu peito 
É uma dança de roda e de doçura. 
Berço nocturno e auréola do tempo, 
Se já não sei tudo o que vivi 
É que os teus olhos não me viram sempre. 

Folhas do dia e musgos do orvalho, 
Hastes de brisas, sorrisos de perfume, 
Asas de luz cobrindo o mundo inteiro, 
Barcos de céu e barcos do mar, 
Caçadores dos sons e nascentes das cores. 

Perfume esparso de um manancial de auroras 
Abandonado sobre a palha dos astros, 
Como o dia depende da inocência 
O mundo inteiro depende dos teus olhos 
E todo o meu sangue corre no teu olhar"... 

*.*.*.*
Paul Eluard, daqui...

sábado, 13 de dezembro de 2014

The End...



*.* Letra *.*

Aşk...

*.*Letra *.*

O Vale da Inquietude...

... "Dantes, silente vale sorria. 
Era um vale onde ninguém vivia. 
Haviam todos partido em guerra, 
deixando os doces olhos de estrelas 
noturnamente velarem pelas 
flores formosas daquela terra, 
em cujos braços, dia após dia, 
a luz vermelha do sol dormia. 
Não há viajante que, hoje, não fale 
sobre a inquietude do triste vale. 
Lá, agora, tudo é só movimento, 
exceto os ares, pesando, adustos, 
nas soledades de encantamento. 
Ah! nenhum vento move os arbustos 
que vibram como as ondas geladas 
em torno às Hébridas enevoadas! 
Ah! nenhum vento essas nuvens guia, 
murmurejantes, nos céus insanos, 
e que se arrastam, por todo o dia, 
sobre violetas, que alguém diria 
serem milhares de olhos humanos, 
e sobre lírios, de haste pendida, 
chorando em tumba desconhecida, 
tremendo; e sempre caem, com o perfume, 
gotas de orvalho do flóreo cume, 
chorando; e desce, nas hastes frias, 
um pranto eterno de pedrarias"... 

*.*.*.*

Edgar Allan Poe
Imagem...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

19 Dias Y 500 Noches...

Luna, Rosa con Espina...

... "Del dia a la noche
existe tanto derroche,
como horas perdidas...
Yo os aconsejo la noche
un punto de oscuridad
que tiene algo de tu ser.
Tu partida.

Partiendo de lo opaco
yo me llamo Paco 
y os regalo este escrito
Un punto de luz
a esta noche que nos espera.
Un trozo de prisma
que según la mano que lo mece
sera arcoiris, de mieses.
Un otro eclipse de primavera.
Rosa con espinas.

Pues paseaba la señora luna
entre chorros de estrelllas
iluminada como ninguna
Bella...
Simplemente bella.
Luna de cuna.

Por asomo a mi ventana
descubrí una cometa
que me llenó de olvidos
y me llevó con ella.

Por casualidad
se despertó mi sueño
y mira si era pequeño
que en una brisa se llenó.

Ya quiero volver
quiero despertar
quiero ser uno más
De esos que iluminan el mundo
Esos caminantes de atajos
que siempre tiene un acertijo
en la mano de su sino.
En tus brazos.

Yo quiero ser
siempre hijo.
Una hoja de luna
convertida en un abrazo.
Que contamina
y crea lazos.
Uno mas de los de menos
Un punto sin trazo"...

 *.*.*.*

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Somos Luz...



*.*.*.*

A Arte da Paz...

Amor, arte e paz 
palavras que comungam
não tão somente 
no seu sentido semântico
mais ainda
na sua execução prática...

Por uma realidade feliz
por um Brasil justo
pelas Américas unidas
por todos os Continentes prósperos
por um Mundo melhor
Arte, paz e amor...

Arte para despertar a criatividade 
de quem padece no silêncio....

Amor para saciar a sede solidária
dos que sentem fome na miséria...

Paz para cessar o sangue das guerras
que alimentam a luxúria
dos construtores de inúteis impérios...

Paz, Amor e Arte 
para toda e qualquer forma de injustiça 
e na profusão da solidariedade
a todos que sofrem
mas sabem nutrir a esperança
de um Viver Digno...

*.*.*.*

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Ave Maria...


*.*.*.*

Servidão...

Quando me desdobro por servidão
sirvo a todos os irmãos
sem racismo ou negação
na aventura
de cumprir uma missão
assim sendo é a fé 
a romper todas as fronteiras
da escuridão 
construindo um projeto
de formação na gratulação
ao repaginar meu ser
por um amor Cristão...

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domingo, 7 de dezembro de 2014

A Whiter Shade of Pale...



Tropeçando nos Pensamentos...

Porque aprendi que, independente da idade, a prova de amor perpétuo é amar a si próprio... E isso tem sido minha vida: ficar bem largada, e, às vezes, perdida por entre a desordem de casa...  Por vezes tropeço na explosão de pensamentos e atravesso milhas e milhas de distância em poucos passos; revitalizo os sonhos quando desabo a relaxar na rede... Também me sinto contemplada com as palavras de Martha Medeiros:

... "Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo... Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia... Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto... Linda!"... 

Existe aí uma pequena diferença:  minhas roupas são também uns trapos de tão rasgadas, além disso adoro ficar com as pernas escancaradas e toda despenteada... Mas eu me amo!...  

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sábado, 6 de dezembro de 2014

Conversation...



Com o Teu Perfume...

De que adianta tanto querer
se tu já fazes parte do meu ser?...

Quando fecho os olhos 
vejo-te no céu a dizer
que somos o próprio horizonte
para vencer...

Se abro a janela
vem-me o vento
a sussurrar:
quanto é adorável
o amor que temos para doar...

Quando o aroma do teu perfume
me envolver sem querer
serei eu a te dizer...

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Üşürken...



Na Sutileza do Vento...

Quando a sutileza
da saudade
insiste em te querer
deságua um rio de lágrimas
do aperto no peito
quando dar
um desejo danado
de te abraçar...

Espreito pela janela do tempo
e só encontro o vento
ouço ele a me dizer
 que vai te buscar...

Onde você está?...

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Volver a los 17...



Sorrindo sem Motivo!...

Vai felicidade, vai
voa bem alto e diz a ele
que as lágrimas derramadas
foram para formar a correnteza
que nos leva adiante...

Vai felicidade segue em frente
e contagia todos 
com a formosura do inocente sorriso
que transborda a graça da harmonia...

Eu só quero a paz
de um sorriso sem motivo!...

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Llorandole Debajo del Agua...



Inundação...

Enquanto a chuva inunda o quintal das recordações, os olhos vão revelando a linguagem de todas as dores, o corpo tenta esconder as cicatrizes das múltiplas torturas; terce-se assim os dias sem fim... Insistentemente, volto a relembrar: os excessos emitem o mais ardente grito, eis uma forma bem segura de proteção... 

Com efeito, o livre espírito sai ao encontro de ascensão, e, no voo da alma, reescreve-se o idioma da liberdade... Assim, sob o escombro da melancólica memória, reencontro a velocidade dos dias cinzas... 

Permaneço, por entre os vagões do trem das horas, encostando a fadigante cabeça no confortável pensamento do amanhã... Novamente, a insustentabilidade do estado de vigília pode ser a doce fuga que ameniza essa agonia: somente a delicadeza do sono acalma a passagem das longas estações sem calor... 
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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Tempestade...

Zomba de mim o destino
desfaz-me e me refaz
em mil pedaços de ser...

E, como folhas perdidas do verão,
que,  quando chegam no inverno,
 se encharcam de adubo no chão,
implodo-me de tesão...

De raios e trovão estremece o coração
Com as avalanches, desabo-me
nos barrancos da vastidão... 

Perante essa tempestade, desapareço
no horizonte da conspiração
enquanto fundamento
 toda essa transpiração...

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Espelho de Outra Água...