sábado, 21 de abril de 2012

No Templo do Tempo...

Desejo imensamente
Que o Vento nunca duvide
Da ternura serena dos meus anseios...

Porque na telúrica ventania do  querer saber
Uma brisa suavizou os dias
Pois voar voei e sobrevoei...

E na travessia dos rios da memória
Com a correnteza da desmesurada vida,
Por sobre o tempo,
Planeei na fascinante água da história...

Ultrapassando as fronteiras daquela memória
Encontrei o Templo Sagrado da Paz
Em escritas da escritura temporal... 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Último Abraço...

O Início do Fim...

... "Você quem assim quis
Não vou te procurar
Eu vou embora, vou ser feliz
Sigo sozinha o meu caminho

As ondas quebram lá no mar
 As coisas mudam de lugar
undo gira
E não precisa de você pra girar"...

(Jammil)
O mundo gira
E precisa de você pra girar”...

(Jammil)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Kutoja: The Last Knit...

Conseguirei, eu, viver sem certas leituras?...

"Kutoja – The last knit é um curta-metragem em animação, escrito e dirigido pela finlândesa Laura Neuvonen. Com a leveza típica dos desenhos animados, apresenta uma mulher que tricota compulsivamente.


Tricota até o último novelo de lã. Seu comportamento vai tornando-se tão disfuncional que o próprio produto de seu tricotar puxa-a para baixo, para o abismo. Curiosamente, parece ser também a obsessão que a mantém viva.


Conseguirá ela libertar-se de suas agulhas? E se conseguir, será isso o bastante?"...


Fonte:...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Requiem...

Nada compreendo sobre música  clássica, por isso nada tenho a declarar sobre esta; devo ser frugal de agora em diante... Mas ela (esta sinfonia) remete-me à necessidade de parcimônia; também nem sei o porquê, porém é um sentimento que me pede mais calma em tudo: menos sofrimento, menos dor  e desânimo, pois  tudo isto  invade meu ser: nesse momento de profunda angústia e total falta de esperança...

Somente as lágrimas aliviam tal sentimento, o pior que elas (as lágrimas, claro!) ficam mais intensas quando ouço a tua melodia sinfônica... Tempos de marasmo e imobilismo me anestesiam: sinto que estou condicionada à tua escritura...      

E as labaredas de tantas veredas invadiram as chamas do meu desejo: tudo que me restou foi um fogo congelado, que nada aquece e nem cinzas produzem... Estou morta: sem vida na própria Vida... Será o início do fim?...    

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Érase una vez.... Yo bien que tenté...

..."Vos, me viniste a buscar
 Para encontrar este lugar
 Un paisaje y un campo azul
 Viento del sol
 No seré pobre por tanto amor
 Tanto sol, tanto mar
 Tanta verdad

Una chispa de eternidad
 Felicidad"...

Não há nada de errado e não há nada certo...

..."Há uma batalha interior,
Que eu nunca vou ganhar.
Porque é isso que eu sou contra.
Porque é o meu coração, contra o senso comum"...

Foi para Ti...

Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que falhei
o sabor do sempre 
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só olhar
amando de uma só vida.

(Mia Couto)

sábado, 7 de abril de 2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ave Maria: em Nome da Paz!...

Laços do Abraço...

Diante do vazio da noite solitária, decidi ir espreitar meus rascunhos, daí encontrei uns fragmentos do meu desejo... E através deles percebi que gosto mesmo é do cheiro de verde molhado; da água amarela dos rios da minha cidade; das estradas de barros; da chuva, do sol,  da lua iluminando e compondo a paisagem dos meus desejos...   E nos Laços do Abraço:
Sob a força do teu Ser
Dissolvo-me de desejos
Sobrevivo com teus beijos
Língua na língua de Línguas
Solúvel sensação
Envolvendo-nos na paixão

Em firmes movimentos
Teu corpo é uma ilha de prazer
Aquecendo minha pele com emoção

Por isso, vivo minha ínfima imaginação
E sou  dissolvida por desejos
Deslizando por entre teus dedos

Agarro-me nas tuas mãos
E transcendendo por entre tuas pernas
Afirmo-me
Entrelaçada dentro de teus braços

Em Infinita criação
Que me vem do coração
Sinto tua excitação...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Da Cegueira Colectiva à Aprendizagem da Insensibilidade...

O escritor Mia Couto faz parte daquela Coleção de escritores que não contempla  a arte apenas como uma obra para simples análise literária, e tudo que ele escreve é uma lição de vida, assim como este trecho do pensamento dele (que acabei de ler), eu também acredito que o valor do professor está naquilo que ele ensina “para além da matéria escolar”, este é o principal papel do professor...

Quiçar haja algum dia, na educação escolar, uma discisciplina sobre a Ética da Sensibilidade... Segue uma parte do texto de Mia Couto:

 ... “Durante anos, fui professor. E quando digo isto há uma emoção fortíssima que me atravessa. Eu não sei se há profissão mais nobre do que a de ensinar. E digo ensinar porque existe uma diferença sensível entre ensinar e dar aulas. O professor no sentido de mestre é aquele que dá lições.

Os professores que mais me marcaram na vida foram os que me ensinaram coisas que estavam bem para além da matéria escolar. (...)

Deixem-me falar de Mandela. Este homem, que agora está doente e cansado, viveu encarcerado durante vinte e sete anos. Vinte e sete anos são mais do que o tempo de vida da maior parte dos presentes nesta sala. Vinte e sete anos de prisão é tempo suficiente para criar raiva, ódio e insuperáveis ressentimentos. Contudo, este homem converteu esse potencial negativo em força construtiva e reconciliadora. Um dos motivos de inspiração de Mandela foi ter encontrado num poema que se chama "Invictus". Vou ler esse poema.

Do ventre da noite que tudo cobre
Negra como o fundo da cova escura
Agradeço aos deuses de todos os céus
Por quanto a minha invencível alma perdura

Ante as garras do cruel acaso
Nem eu tremi, nem o medo me turvou
Sob o peso da ameaça e da desumana violência
Eu sangrei mas a minha alma nunca se curvou

Não importa se a passagem é estreita
Não importa quantos castigos devo penar
Eu sou o dono do meu destino
Eu sou o capitão da minha alma”...
Aqui para uma leitura completa...

terça-feira, 3 de abril de 2012

La Memoria de Mis Pulgares...

Eduardo Galeano publica nuevo libro de relatos breves...

... "Desde la historia de la primera escritora, que escribía en tablillas de barro, hasta relatos sobre los indignados, los desaparecidos, Los Beatles o Mark Twain, todos pueblan "Los hijos de los días", la última obra del uruguayo Eduardo Galeano presentada el martes en Montevideo.

En el tradicional teatro Solís colmado con cerca de 1.000 personas, el escritor y periodista leyó fragmentos de su nuevo libro, una suerte de calendario que relata 366 historias -una para cada día del año- de hombres y mujeres, célebres o anónimos, y diversas anécdotas que el autor rescata del olvido.

"Hoy no es el primer día del año para los mayas, los judíos, los árabes, los chinos y otros muchos habitantes de este mundo. La fecha fue inventada por Roma, la Roma imperial, y bendecida por la Roma vaticana, y resulta más bien exagerado decir que la humanidad entera celebra este cruce de la frontera de los años", afirma el escritor en el relato del 1 de enero"...

Forte do artigo: aqui...

domingo, 1 de abril de 2012

Eduardo Galeano lança novo livro na forma de um calendário...

"A cada dia, nasce uma história em “Os filhos dos dias”; trata-se de 366 textos que, segundo Galeano, são histórias de invisíveis que merecem ser contadas...

Por que este título: Os filhos dos dias?

Segundo os maias, nós somos filhos dos dias, ou seja, o tempo é que estabelece o espaço. O tempo é nosso pai e nossa mãe e, como somos filhos dos dias, o mais natural é que a cada dia nasça uma história. Somos feitos de átomos, mas também de histórias"...

Origem da Entrevista: aqui...

sexta-feira, 30 de março de 2012

sábado, 24 de março de 2012

Lágrimas de Chuva...


Nos teus Ramos sem raízes
Fui o constante adubo

No teu Jardim sem flores
Fui  Lágrimas de chuva 

Em cada passo teu,
Na escuridão,
Nunca fui ausência

Sim, a dança na Luz do Sol
Foi plena  revelação: no deserto
Fui a sombra que te segue

E num Tempo parado
O teu Olhar desfez o silêncio
Como Fecha me despertou do sono

Num Coração de cinzas
As Chamas  se acenderam
Aí a solidão foi magia em canção...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Amor a lo Diminuto...

Hablo sobre pequeños detalles, sobre los re
fl ejos del miedo,
sobre el guiño añadido que alivia y la sonrisa que todo lo
aclara,
sobre preguntas equivocadas, sobre lo aleatorio, sobre la
incertidumbre
en un mundo de normas, sobre lo sutil y su hermano tonto
el denso,
sobre la palabra de más, sobre la fuerza de lo intangible,
sobre la pieza que se perdió por el camino,
sobre la hora de sueño que me falta,
hablo sobre amores que conducen sobre línea discontinua,
sobre agricultores de vida sin receta ni librillo,
hablo sobre meter los pies en el barro en un mundo asfaltado,
sobre verdades absolutas que mienten engaños,
sobre banderas que redibujan cada día sus trazados,
sobre lágrimas secas y sobre egos de ombligo con dorados
bordados,
sobre la edad inacabada, sobre la tecnología del girasol,
la espiral del caracol, sobre la duda tozuda que nada resuelve,
sobre guerreros sin espada y el a
filado labrador,
hablo sobre mí y los de mi raza,
no hablo de pieles sino de soñadores, devoradores animados
y metepatas,
hablo sobre mochilas en la espalda que pesan mucho y no
llevan nada,
hablo sobre el presente del paso, y la zancadilla del pasado,
hablo sobre lo minúsculo, lo diminuto, lo que aparentemente
no está,
pero al final es lo que decidirá hacia dónde se inclinará la balanza...



Amor a lo Diminuto...

Un libro valiente de un músico excepcional. Todos estos textos y fotos nacieron en trenes, aviones, coches, hoteles,… viajando y girando por España, Francia, Portugal, Brasil,  Mexico, Argentina y los campamentos de refugiados saharauis. En Amor a lo diminuto Dani Macaco nos hace partícipes de sus viajes y su vida urbana.

Eis a fonte para uma leitura completa...

sábado, 3 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Carmen Miranda: A Explosão Brasileira...

"Carmen Miranda trilhou rigorosamente os degraus que galgam o sucesso e costumam fazer as grandes estrelas. Ela abandonou os estudos aos 16 anos, teve vários empregos, e foi descoberta por acaso. Ela alimentava o sonho de ser artista e passou a fazer figurações em vários filmes da época. Onde quer que ela fosse trabalhar, vivia cantando e sua bela voz acabava chamando atenção dos clientes, que ficavam encantados. A grande chance veio em 1929 com um convite feito por uma cliente, para uma apresentação no Instituto Nacional de Música.

Apesar de Carmen não ser especificamente uma sambista – apesar do ter se atribuído a ela esse título – Carmen gravou mais de vinte canções entre Tangos (um de seus gêneros favoritos), Sambas, Foxtrote, Marchas e Lundu. Dos mais populares autores brasileiros, como Ary Barroso, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e Assis Valente. A carreira seguiria de vento em popa, Carmen excursionou por todos os estados do Brasil e começaria a fazer sucesso nos países da América Latina. Tendo ido a Argentina e o Uruguai várias vezes. Carmen também passou a estrelar vários filmes na época, ao todo ela fez sete filmes no Brasil – a maioria, perdidos. Ela passou a ser chamada de A Pequena Notável - por causa da estatura baixa."

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Rosa do Povo...

"A rosa do povo despetala-se,
ou ainda conserva o pudor da alva?
E um anúncio, um chamado,
... uma esperança embora frágil, pranto infantil no berço?
Talvez apenas um ai de seresta, quem sabe.
Mas há um ouvido mais fino que escuta,
um peito de artista que incha,
e uma rosa se abre, um segredo comunica-se, o poeta anunciou,
o poeta, nas trevas, anunciou”...

(Carlos Drummond de Andrade)

Fragile...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Toda uma Vida...

“Agora perco a vista na linha do horizonte, lá longe, num traço azul carregado, que separa o mar do céu. Olho insistentementepara o Sul, para o oceano, como se de lá viesse algum bem, ou qualquer boa surpresa.
Há muito mais de oitenta anos, quando vi o mar pela primeira vez, ele estava a Norte e nestas quase nove décadas de vida serpenteei até me confundir, até ver o mesmo oceano em dois pontos cardiais opostos, perdendo rastos da minha vida aqui e ali, levada por não sei que destino ou fado, nem por que vento ou estrada. Nem sempre me lembro do passado, mas ultimamente ele surge-me dentro da cabeça como se tivesse estado, todos estes anos, emboscado à espera da fragilidade do meu corpo de velha, tentando cobrar lembranças terríveis de tempos tão longínquos para mim quanto próximos na história.
Anos a fio, só muito raramente me vinham à cabeça essas recordações e, então, impunha-me um enorme esforço para não chorar de forma convulsiva, mordendo os lábios, as mãos, os braços, os livros que estava a ler ou, de noite, as almofadas da cama.
Agora já nem vontade de chorar, nem tão-pouco me chego a entristecer. Compreendo bem que a vida faz parte de um jogo cujo sentido ou importância jamais captamos, se é que ele existe; entendo que não foi a mim, especialmente, que me aconteceram estas coisas terríveis – eu sou apenas uma parte delas, a sua imagem viva, a sua recordação nos outros. Tudo nos aconteceu a todos; todos sofremos pelas mesmas razões que eu sofri e aqueles que viverem continuarão a penar por causa dos males de que eu fiz parte.

Agora já não choro. A morte transformou-se, para mim, em algo trivial e íntimo. A própria desgraça não passa, a meu ver, de uma fatalidade da história de cada um – que em conjunto faz a nossa história comum – e que afecta cada indivíduo de forma diferente, pessoal, quase intrínseca. Não há ninguém feliz, salvo os pobres em espírito, os loucos e os inconsistentes. Cada um de nós, pessoas banais e normais, carrega uma infelicidade muito própria, ainda que tenha, aqui e ali, lampejos de paixão, de alegria, de euforia, de satisfação"…

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Amar sem Razão...

"Eu amei contra a razão,
contra a promessa,
contra a paz,
contra a esperança,
contra a felicidade,
... contra todo o desencorajamento que existe"...

(Charles Dickens)

A Guerra da Paz...

                                                                                                                           Rio Purus - Arison
Quantas Guerras
teremos que enfrentar...
para, enfim..., encontrar
os laços da Paz?...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Coração de Ventania...

                                                                                                             Imagem rio Chandlles - Arison
E o Vento vai
O Vento vem...
Sem-fim!...
Apenas a Saudade
Esta Sagrada companheira
Das Fronteiras do Desconhecido...
Invade-me!...
E, insiste em perguntar-me...
Qual é a Dor duma Paixão?...
Ela não pode ser definida!...
... - “pensei, eu” - ...
Pergunto ao Sol
Ao Luar...
Ao Vento
E, aos rios que vão até ao Mar...

 - Paixão:
Por que essa Dor
Universal vem
Do Infinito do Coração?...

Dissolve-me...

E, sem nenhuma
Explicação...
Adormece-me!...

 Pulsando por Você!

Mia Couto fala sobre o Medo...

"O medo é um dos nossos primeiros mestres, admitiu o escritor moçambicano Mia Couto em um bonito pronunciamento realizado no ano passado, na segunda edição das Conferências do Estoril, em Portugal. Apesar do medo se fazer presente tão cedo, ele não é a nossa única opção. E, talvez, a superação desses medos seja o principal desafio do mundo contemporâneo. Afinal, “há neste mundo mais medo de coisas más, do que coisas más propriamente ditas”. Confira o discurso completo de Mia Couto:" acima...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

A Tua Outra Metade...

A Tua ausência, Amor, me transformou
A vida
Em metades divididas
 
 
 Perante tantas loucuras
A razão tornou-se
A própria desilusão,
Mas não em vão
 
 
E sob a luz do luar
Quis saciar
Todo o meu desejo em ti: lá...
 
 
  Passei a noite a nadar
Por águas de escuras turbulências
Levada por teu corpo
Frente e verso: muitas loucuras
 
 
E lê, lê, lê, lá, lá, lá...
Assim quero me afogar
 
 
 Quatro paredes de pura intimidades
Na cama vamos nos espalhar
Metade pra lá
Outra metade pra cá...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Atum Mediterrâneo...

Peixe é o meu alimento de todos os dias, encontrei esta substancial receita no FaceBook, mas substitui o atum por pirarucu: ficou, huuummm, muito bom... Façam gosto!
"O Ômega-3 é um ácido graxo que reduz a absorção do LDL (colesterol ruim) e estim...ula a produção do HDL (colesterol bom), prevenindo a obstrução das artérias e doenças cardiovasculares. Você encontra Ômega-3 em nozes, linhaça, no azeite de oliva extravirgem, salmão e atum. Para lhe estimular a consumir esta poderosa e saudável substância, o Azeite de Oliva Cardeal traz uma receita especial:
  
Atum Mediterrâneo.

Ingredientes
 
4 postas de atum fresco (1 kg)
5 colheres de sopa de Azeite de Oliva Cardeal 0,5% (acidez máxima)
Suco de ½ limão
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Para acompanhamento, sugerimos Ragu de Abobrinha:
4 colheres de sopa de Azeite de Oliva Cardeal 0,5%
½ cebola (pequena) picada
2 abobrinhas, sem o miolo central, picadas em cubos
2 tomates picados, sem sementes e pele
4 colheres (sopa) de vinagre balsâmico
4 colheres (sopa) de cebolinha picada
¾ xícara (chá) de nozes picadas
2 colheres (sopa) de alcaparras
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Folhas de manjericão frescas para decorar

Modo de Preparo
 
Atum: pré-aqueça o forno. Tempere as postas de atum com sal, pimenta-do-reino, 1 colher (sopa) de Azeite Cardeal e suco de limão. Embrulhe-os em folhas de alumínio e deixe nesta marinada durante 2 horas. Desembrulhe o atum e acomode-o em grelha ou frigideira com antiaderente, adicionada de Azeite Cardeal. Leve as postas para grelhar durante 10 minutos, virando-as na metade do cozimento. Retire assim que o peixe estiver cozido e mantenha-os aquecido no forno.
Ragu de abobrinha: em frigideira funda leve o Azeite Cardeal para aquecer. Adicione a cebola e deixe suar. Junte as abobrinhas e salteie por 3 minutos para que fiquem cozidas, mas crocantes. Adicione os tomates, o vinagre balsâmico e salteie por mais 1 minuto. Desligue o fogo, junte os demais ingredientes, tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto
Coloque o ragu de abobrinha sobre o centro do prato, deite a posta de atum por cima, decores com folhas de manjericão frescas e sirva imediatamente.

Rende: 4 porções
Ver mais"...

Fonte FaceBook de: Azeite de Oliva Cardeal

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O Arco-Íris duma Suave Manhã...

E numa serena  manhã
As Rosas se despetalaram

A Natureza em fascinação
Contemplou o espetáculo

Nossos risos de prazer
Jorraram alegria
Numa densa e suave satisfação

A cidade adormecida na dor
Declinou o solstício da sua trajetória
Numa órbita boreal
Em austral de cores, acordou

Cristalinas são tuas raízes
No aroma do verde molhado
Da Terra fertilizada com  Amor...    

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Sabor da Palavra...

Vivo em busca
De condimentos leves
que tempere as palavras...

E nesta vã tentativa
De encontrar um sabor certo
Encontrei o teu olhar
A degustar as líricas
Que me vêm da emoção...

Com o cardápio de poemas
Saboreio o teu coração
Encontro a comida da escrita na cozinha
Com metáforas de paixão...  

Temperando as Palavras
Sigo sempre o compasso da Vida
Sentada à mesa da composição...

Assim, como um aedo sem lira,
Divago num fogo literário sem fogão...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Biscoitinhos de Castanha do Brasil...

 
Hoje conheci um blog com umas receitinhas acrianas deliciosas... Amo de paixão a arte de cozinhar, mas não disponibilizo de tempo para escrever minhas receitas; fica aí a sugestão do Mesa na Floresta... Já experimentei os biscoitinhos de castanha, que acabaram de sair do forno huuumm, ficaram saborooosooos... Faça gosto!


 Ingredientes

1 xícara de chá de castanha crua, batida no liquidificador até virar uma farofa fininha (não bater demais, para não ficar oleosa)
1 xícara de chá de manteiga em temperatura ambiente (se estiver muito quente, resfrie-a um pouco na geladeira)
½ xícara de chá de açúcar refinado
½ xícara de chá de farinha de trigo
2 xícaras de chá de amido de milho
1 colher de sopa de linhaça (opcional). Você também pode usar passas, pedacinhos de chocolate etc
Açúcar de confeiteiro peneirado para passar nos biscoitos

Modo de fazer:

Amasse todos os ingredientes juntos até dar liga. A massa deve ficar macia para ser moldada em pequenas bolinhas, depois achatadas com o garfo, já na assadeira. Não manuseie demais a massa, pois ela ficará dura. Não é preciso untar a forma, pois o próprio biscoito já é amanteigado. Coloque em forno moderado, previamente aquecido, até firmar, por uns quinze minutos. Ao retirar do forno, espere alguns minutos para soltá-los, para não ter risco de quebrar. Passe delicadamente por açúcar de confeiteiro (não impalpável), espere esfriar bem e guarde em depósitos bem fechados.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Operária das Palavras...

Faz silêncio na escuridão da minha caminhada; dispenso os diálogos, qualquer contato: pairo por entre pensamentos, resisto aos movimentos, multiplico as sombras do passado e sinto o teu Olhar a condicionar os meus sentimentos...

Meu pensamento voa por entre amálgamas que me confunde e se misturam na confusão dos desencontros; mesmo assim busco, na solidão do ritual poético, as palavras certas para uma possível celebração ouvindo a canção da vida... 

Sou uma simples Operária das Palavras
Através delas
Bebo a dor da humanidade

Por tantas razões
Nas fábricas do desejo
Alimento-me das emoções
Que nos mobilizam

Deslizo...

E, como um raio de Sol
Danço a minha solidão
No compasso do Mundo
Ouvindo uma Canção de dor
Na voz dum coração ferido...

domingo, 8 de janeiro de 2012

La Chanson des Vieux Amants...

Peregrinos do Amor...

Contemplo o mundo sentada à porta de minha casa e  vejo as paisagens passando pelo retrovisor da janela, fico estagnada como a serenidade duma anciã que não mais consegue acompanhar a velocidade do Tempo... E, assim reflito sobre Todos os Sistemas e Leis que regulamentam e normatizam minha vida: não me dão chance, muito menos permitem que eu seja autêntica e verdadeiramente humana, pois tenho que impulsionar o Capital alimentador dos desejos e  luxurias dos vãos sentimentos: estou submetida à prisão eterna; sou incapaz de tirar a mordaça que me sufoca e limita minha vida...

E, quando a certeza vem inspirada de poesia, tudo fica mais sensível, pois é quando os sonhos se transformam em cartas assinadas, no seio do tempo, que o vento levou... Amo amar como a todo bom sonhador que se envolve mais com as estrelas do céu do que com o Universo... E assim:
Caminho por entre espaços
Jamais vistos
Vivo os desencontros
E, por entre corpos despidos
Ouço teus gemidos
De dores dos desvalidos
Sob a luz da ilusão
Busco sentidos
Pois loucos náufragos
Somos nós: peregrinos do amor
Como féculas do caos
Somos solúveis partes
Confundindo olhares
Que outrora inventou
O nexo do sexo
Em pleno mar de amor
Ah! Sentimento puro
Suave, Leve, Breve!...  

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A disciplina indisciplinada dos amantes...

“Estranho, sim. As pessoas ficam desconfiadas, ambíguas diante dos apaixonados. Aproximam-se deles, dizem coisas amáveis, mas guardam certa distância, não invadem o casulo imantado que envolve os amantes e que pode explodir como um terreno minado, muita cautela ao pisar nesse terreno. Com sua disciplina indisciplinada, os amantes são seres diferentes e o ser diferente é excluído porque vira desafio, ameaça.

Se o amor na sua doação absoluta os faz mais frágeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura. Os apaixonados voltaram ao Jardim do Paraíso, provaram da Árvore do Conhecimento e agora sabem”...
(Lygia Fagundes Telles)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!...

Feliz Olhar Novo...

"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história...

 O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA...

Claro que a vida prega peças... É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?... Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?...

Quero viver bem!.. Este ano que passou foi um ano cheio... Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal!... Às vezes a gente espera demais das pessoas... Normal!... A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou... Normal!...

O ano que vai entrar vai ser diferente?... Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a Natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí?... Fazer o quê?.. Acabar com o seu dia?... Com seu bom humor?... Com sua esperança?...

O que desejo para todos é sabedoria!... E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência!... Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado... Ele passou na sua vida... Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3... Ou mude-o de classe, transforme-o em colega... Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém...

O nosso desejo não se realizou?... Beleza!, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE!!!...

Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano... Não adianta lutar contra isso... Mas se a gente se entende e permite olhar o Outro e o Mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes...

Desejo para todo mundo esse Olhar Especial!...

O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso... Somos fracos, mas podemos melhorar... Somos egoístas, mas podemos entender o Outro... O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho!... Depende de mim, de você!... Pode ser... E que seja!!!

Feliz Olhar Novo!!! Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer...

Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles"!...

(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Um Bom Natal ao Rico e ao Pobre: que sejamos apenas um Coração...

A Fome do Natal...

                                                                  Veja a Imagem aqui...
 Neste momento eu gostava de encontrar uma maneira para romper com o Discurso Oficial do Natal sem me tornar insensata: eis uma sutileza, totalmente insustentável, da minha ruptura; então não me apetece mais nada, pois o discurso do luxo, do consumismo seria desconstruído e a ideologia oficial permaneceria, no entanto, mais legitimada...

Enfim, o prazer do Natal permanecerá ...sempre entre duas margens tênues: uns seguirão, excessivamente consumindo e sendo consumidos por suas hipocrisias; outros continuarão miseravelmente sentindo fome e sendo destruídos indiretamente... Ademais a solução para tais problemas supera medidas compensatórias e o êxito aqui poder ser reportado a todos que seguem fielmente Jesus Cristo, independentemente de Religião, credo raça ou cor...

Desejo mais ainda: encontrar uma maneira de acabar com a prática generalizada do desperdício e assumir, a cada ano, as angústias e tristezas; as alegrias e esperanças da gente sofrida, lesadas em seus direito de se alimentar; porquanto é impactante saber que existe alimento suficiente para todos e que a fome se deve à má repartição dos bens: o egoísmo e o individualismo...

No mais, eu também gostava de clamar por um desafio do princípio universal de dignidade humana, que fundamentasse o direito de todos à segurança alimentar e que se concretizasse em exigências éticas de defesa da Vida (de crianças, mulheres e homens)... Imbuída por um desejo de dever, compromisso e responsabilidade: quero me empenhar com eficácia e com ideias que possam me permitir a compreensão de atitudes que viabilizem a superação da miséria e da fome, para somente assim pensar num Natal pleno de Felicidade...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Liberdade do meu Desejo...

Vivo em busca duma definição (através das minhas leiturinhas, claro!...), que se adéque ao meu pensar, sobre liberdade; porém todas me levam ao mesmo caminho (conforme a citação adiante de Stuart Mill)... E até concordo com quem diz que liberdade tornou-se uma palavra desgastada, quando é utilizada por aqueles que não a compreende na prática do fazer cotidiano, pois ela (a liberdade) nos remete ao humanismo da humanidade reconstruída por seus sonhos, por seus desejos e paixões...

Sim, liberdade: o ‘humanismo da humanidade religada pelo reconhecimento assumido da liberdade enquanto uma unidade de desejos e necessidades múltiplas, sempre aberta à transcendências de suas formas imaginárias’ e vividas. Assim penso...

“A Natureza é comum a todos os seres humanos, mas cada um a usufrui e a realiza de modo diverso... Disto decorre o pluralismo de formas de vida, de busca de prazer, nas quais o ser humano pode encontrar a felicidade... Pois liberdade e felicidade são reciprocamente necessárias, não se complementam, uma não é o suplemento da outra, mas ambas devem conviver em níveis e padrões idênticos... Na liberdade a moral, a vivência política e social têm suas expressões máximas e se realizam na arte de viver, na sublimidade da vida que, por gênese e princípio, é livre...

Stuart Mill ressalta que a liberdade do cidadão é de capital importância para a construção não só de uma sociedade justa, mas sobretudo dum Estado justo, próspero e benéfico para o bem-estar de cada indivíduo respeitado em sua liberdade plena: suas liberdades peculiares e particulares...

A primazia da individualidade é um princípio intocável... O erro do Estado e da sociedade em intervir na liberdade individual é insustentável; só pode ser aceita a interferência desde que seja em ações para promover, desenvolver e proteger os interesses do indivíduo que procura os meios mais apropriados para realizar plenamente sua vida”...

(trechinho da Apresentação do Ensaio sobre a Liberdade, de Stuart Mill)