sexta-feira, 20 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Os Prazeres e as Sombras...
Este é o primeiro volume da trilogia Os Prazeres e as Sombras – completada com Onde os Ventos Mudam e Páscoa Triste
–, ciclo com o qual Ballester atesta a fecundidade da sua veia
narrativa, a sua capacidade para construir um amplo, denso e variado
microcosmos literário e o seu talento para definir os homens e as
mulheres que o habitam.
A uma cidade da Galiza – Pueblanova del Conde – regressa, após longa ausência, Carlos Deza, O Senhor, amante da liberdade e apologista do desprendimento e da pobreza, um dos últimos descendentes da família mais aristocrática da localidade, desafiada nas suas aspirações à hegemonia social por um burguês enriquecido, o plebeu Cayetano Salgado, O Patrão, para quem os ídolos supremos são o poder e o dinheiro. As tensões e os conflitos neste meio provinciano e o inapelável desmoronar da dinastia constituem a trama de todo o ciclo.
Na realidade, esta trilogia pode reduzir-se, na sua essência, à luta de morte entre dois mundos e dois homens. O velho mundo rural e piscatório tradicional dominado pela dinastia feudal dos Churruchaos, em decadência acentuada, vai-se desmoronando aos poucos. Face a ele, suplantando-o e destruindo-o em ritmo acelerado, emerge o novo mundo industrial, capitalista e proletário, liderado por uma família de burgueses novos-ricos, os Salgados.
Em torno desta rivalidade, o grande escritor galego traçou um quadro magistral entre o caciquismo aristocrático da Galiza feudal e o novo poderio económico do industrialismo nascente.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Edelweiss...
O que precisamos
saber em primeiro lugar, sobre a conhecida música Edelweiss, é que ela
não é austríaca e muito menos alemã; ela é americana, sua autoria é de
dois famosos músicos americanos; Richard Charles Rodgers, compôs a
melodia e Oscar Hammerstein II é o autor da letra. A conhecida versão
alemã não é tradução da letra americana.
Edelweiss
foi composta em 1959 para o musical THE SOUND OF MUSIC, que conta a
história verdadeira da família von Trapp oriunda de Salzburg na Áustria,
que emigrou para os Estados Unidos da América do Norte em setembro de
1938; fugindo do nazismo, que, em 1939, foi implantado na Áustria que
foi subjugada por Hitler. Continua aqui...
A Arte de Olhar...
... “A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um
martelo para forjá-lo"...
(Vladimir Maiakovski)
sexta-feira, 13 de julho de 2012
O Navegar da Intimidade...
Pressinto-te na escuridão do tempo
A penetrar por entre brisas
E ventanias
Nas nuvens, transforma-te em
luz de estrelas
Nas noites de luar, és o brilho a transladar
Impávido a seguir os raios
Que aquecem o meu tenebroso inverno...
O Sabor da pele, sinto
O tom da voz, ouço
O aroma do suor, aspiro
Em lugares que nunca frequentei
Nos filmes a que nunca assisti
Em noites que jamais escureceram
Assim, pois
Com a intimidade do coração
Navegarei
Na exatidão selvagem do teu olhar
A movimentar um clarão sem luar...
terça-feira, 10 de julho de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Draw The Stars...
... "While the people sleep, I lie awakeEncased in creams that carry meTo a distant sound, to undertakeI feel it's way
Even though I am helpless ofThe force aboveAnd even though I can't see far I hold on tighter and draw the stars
While the birds flyI sink belowInto the cloth and weeping willowsBinding me to the woodA shelter from a world of good
Even though I am helpless ofThe force aboveAnd even though I can't see far I hold on tighter and draw the stars
Upon my pageAnd while the wind blowsI open my arms And just let them go
Even though I am helpless ofThe force aboveAnd even though I can't see far I hold on tighter and draw the stars"...
Even though I am helpless ofThe force aboveAnd even though I can't see far I hold on tighter and draw the stars
While the birds flyI sink belowInto the cloth and weeping willowsBinding me to the woodA shelter from a world of good
Even though I am helpless ofThe force aboveAnd even though I can't see far I hold on tighter and draw the stars
Upon my pageAnd while the wind blowsI open my arms And just let them go
Even though I am helpless ofThe force aboveAnd even though I can't see far I hold on tighter and draw the stars"...
Difusa Fugacidade...
Em pleno continente das desvantagens
Algumas vantagens se transformam
Nos experimentos de discussões contemporâneas
Rarefeitas, líquidas, difusas e fugazes
Assim, sem perspectiva, difundo-me
Nos limites conceituais
Para transcender em prolixa tradição indissolúvel...
domingo, 8 de julho de 2012
No me he dao cuenta cómo han pasado los años buenos...
... "No me he dao cuenta cómo han pasado los años buenos,
A veces ha sido una lágrima,a veces ha sido una canción llorosa.
Me acuerdo completamente de cada momento de ellos,
Llevo su sal en los labios, llevo su amor tan dentro.
Dónde están esas flores con las que yo hacìa una corona pá su pelo?
A veces ha sido una lágrima,a veces ha sido una canción llorosa.
Me acuerdo completamente de cada momento de ellos,
Llevo su sal en los labios, llevo su amor tan dentro.
Dónde están esas flores con las que yo hacìa una corona pá su pelo?
Dònde está el manantial de las gacelas con ojos maravillosos?
Dónde están los pájaros, los árboles y las flores de mil colores?
Cómo hemos cogido la primavera de su pelo.
Todavìa me siento vivo en esos días si yo lo pienso.
Como si volviera la gloria de lo nuestro,
Todavía llevo su belleza metida dentro de mi corazón
Dónde están los pájaros, los árboles y las flores de mil colores?
Cómo hemos cogido la primavera de su pelo.
Todavìa me siento vivo en esos días si yo lo pienso.
Como si volviera la gloria de lo nuestro,
Todavía llevo su belleza metida dentro de mi corazón
igual que una flor blanca que he quitado de su ramo"...
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Baila Me...
..."Cuando sei Maria Dolores
Cuando sei quei mal d'amore
Cuando sei quei mal a su vera
Cuando sei me va al dottore
Baila Baila Baila Baila
Baila Baila Baila me
Esta rumba a ta gitana
Que yo siempre cantare
Pero yo siempre cantare
Pero yo siempre cantare
Esta rumba a ta gitana
Que yo siempre cantare
Que solo vivo enamore te
Que solo vivo enamore te
Me enamore de esta gitana"...
Cuando sei quei mal d'amore
Cuando sei quei mal a su vera
Cuando sei me va al dottore
Baila Baila Baila Baila
Baila Baila Baila me
Esta rumba a ta gitana
Que yo siempre cantare
Pero yo siempre cantare
Pero yo siempre cantare
Esta rumba a ta gitana
Que yo siempre cantare
Que solo vivo enamore te
Que solo vivo enamore te
Me enamore de esta gitana"...
Hani Hani...
..."Bir yürek ki yanmaz yürek denir mi ona
Sevmek haram yüreğinde ateş olmayana
Bir günü sevgisiz geçirdinse yazık
En boş geçen o gündür inan bana
Kandırdı kendini ondaki benim yorgunluğum bu
Savurdu küllerin bu gitmelerin bir sonu yok mu
Anlattım mı sana sana
Bana daha önce neler neler neler olduğunu ay
Bilmezdim senden önce ben
Zamanın böyle derin acımadan vurduğunu
Hani hani nerde hani nerde aşkın yolu
Kaybetti tenhada şaşkın
Sabırlı kuluyum ben Allah'ın
Çizgiyi aştı gözümdeki bir damla yaştı
Ne yazık ki ona inandım ama şimdi kalmadım
Kandırdı kendini ondaki benim yorgunluğum bu"...
Sevmek haram yüreğinde ateş olmayana
Bir günü sevgisiz geçirdinse yazık
En boş geçen o gündür inan bana
Kandırdı kendini ondaki benim yorgunluğum bu
Savurdu küllerin bu gitmelerin bir sonu yok mu
Anlattım mı sana sana
Bana daha önce neler neler neler olduğunu ay
Bilmezdim senden önce ben
Zamanın böyle derin acımadan vurduğunu
Hani hani nerde hani nerde aşkın yolu
Kaybetti tenhada şaşkın
Sabırlı kuluyum ben Allah'ın
Çizgiyi aştı gözümdeki bir damla yaştı
Ne yazık ki ona inandım ama şimdi kalmadım
Kandırdı kendini ondaki benim yorgunluğum bu"...
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Leveza Impetuosa...
No amanhecer da sensação à deriva
Minha alma começa a fluir,
Serenamente, sentimentos...
Diante de tantas inquietações
Tal foi o passado, assim pois
O presente aspira ímpetos de leveza...
E na correnteza do inesperado
O coração pulsa livremente
Em busca do inexplicável...
Com a jornada desse novo tempo
A sede deságua suavemente...
ou como queira:
S
U
A
=
V
Ê
=
M
E
N
T
E
Com Espinhos e sem Dor...
Não
foi por acaso que pisei em flores no caminho
Nem
tão pouco foi o acaso que me encaminhou
Por
entre pedras e espinhos...
E
tudo mais que do tempo restar
Guardarei
para ti
Sem
explicação, o Amor vive
Como
uma canção no meu coração...
terça-feira, 3 de julho de 2012
A Felicidade mora dentro de mim..
Óleo
s/ tela - Por entre os pinheiros, 1915 (Stanhope Alexander Forbes (Irlanda
1857-1947)
Após tantas viagens pelo infinito
do pensamento, agora consigo perceber que escolhi certeiramente a estrada do
percurso o qual se destina a
reconstrução dum novo prisma... Isto será o melhor exemplo da força de um Ser
para restabelecer tudo aquilo outrora destruído... Foi assim que iniciei meu
primeiro grito para ecoar até as ruínas do meu interior... Imbuída com a esperança de restabelecer os
fragmentos das desilusões passadas, reconstruo um projeto de Paz...
Durante as delongas das constantes partidas, sempre pressenti que seria
chegada a hora de harmonizar o
caos do entorno de tantas vidas pouco vividas; daí todas as trilhas que
delinearam esse viver foram simplesmente uma Missão, que se transformou numa
eterna canção de despedida... Enquanto somente as palavras têm o poder de
implicitamente expressarem alguma solução; porém tudo aquilo esquecido, nessa
possível história que o destino descreveu, só é possível rememorar para rescrever em forma de desatino, entretanto somente
assim reconstruo e reinvento outra vez o desejo de prosseguir por essa viagem
existencial...
Pois tudo é suave no meu viver: mesmo com as dores das calúnias e das acusações vis, sinto a força propulsora do meu interior a nortear o futuro... Os sussurros das maldades alheias é o que de mais desnorteante pode existir no dia-a-dia duma mulher convicta de seus ideais... Bem, é assim que sou originada no seio duma humilde família com traços indígenas (materna) e outra de raiz portuguesa (paterna)... Nasci e cresci sofrendo as consequências do sistema ditatorial, porém sempre fui uma pacifista cristã apaixonada pela história de vida de Cristo, e desde a infância fui exercitando o amor cristão; igualmente impressionada, cresci impactada com as marcas de tantas Ditaduras deixadas na memória de meus Pais e meus Avós materno... Essas marcas foram moldando meu Ser, meu viver, enfim: meu jeito de ser...Pois assim:
Somos os poucos passageiros
Que se destinam ao estrangeiro da humanidade
Nesse eterno movimento, na longa viagem humana,
O destino está para além das fronteiras geográficas...
Através do trem da vida, as passagens são apreciadas
Como novas paisagens das eternas paragens
Que vão formando um novo mapa
Para cada continente do meu interior...
Eis então,
A prazerosa miragem advinda do brilho do Sol
Com as límpidas águas
Que vão desaguando pela correnteza do corpo...
domingo, 1 de julho de 2012
Senhora do Tempo...
Estou perdida no tempo... e
pensando nele construí uma imagem: ao ler um texto qualquer, interpretei uma
escrita (este é o meu Tempo) que não me pertence; recolho-me, crio e recrio
vários significados... O Tempo então surgiu aí, não como uma dimensão do meu Mundo
exterior, mas como uma orientação significativa para meu ser...
Longe e muito longe do ser
exterior está o Tempo como criação duma realidade demasiadamente humana (creio
que não seja necessário dizer aqui que não se trata do Tempo Histórico)... Analisar o tempo é observar o ser
humano nas suas contradições: na tensão do ficar ou do ir; do fixo e do transitório;
da vida e da morte; do poder e da impotência; do mobilizador e do inerte...
No “Mito do Eterno Retorno”, o
teórico Mircea Eliade diz que os mitos
temporais organizam-se em grandes ciclos
que apresentam uma degradação e uma regeneração nos períodos do mundo histórico,
segundo ele: os Gregos, Hindus, Germanos
e Astecas contam que a humanidade passou por fases maravilhosas de
apogeus e áureas onde aos pouco foram escurecendo para chegar no tempo das trevas, assim haverá
o ressurgimento do paraíso primordial: aqui é apenas um enfoque tradicional do
tempo para compreender a percepção dele, mas questiona-se a consciência do
tempo vivido; durável; memorável e que
orienta o tempo social para situar o ser em sua historicidade!... Na tradição o
tempo é percebido como algo exterior ao ser, porém que para ele pode e deve de
ser manipulado em proveito próprio e mais tarde afirmar-se-á como o seu
Senhor...
Ainda informa Eliade: o tempo não existe como entidade, como
pressuposto anterior e exterior ao
homem... O tempo é apenas um ponto de
vista, numa perspectiva histórica... É uma direção irreversível para os indivíduos e as espécies... Não
somente os homens, como também os deuses, obedecem ao Tempo... Assim disse Prometeu a Zeus: “Quem forjou este homem que
sou, senão o Tempo todo-poderoso e o Destino eterno, meus amos, que são também
os teus?”... De acordo com Heidegger o
tempo situa-se “como horizonte da compreensão do ser, a partir da temporalidade
como componente do ser”... E assim, no “Mito do Eterno Retorno”, Mircea Eliade
acrescenta: “Somos devorados pelo tempo, não por nele vivermos, mas por
acreditarmos na realidade dum tempo”...
Voltando ao tempo mítico de nosso
interior - como superação da morte e da
redenção do sofrimento -, vivo um Tempo sagrado que assegura-me o acesso à
felicidade, dessa forma nego, com ele, a
impermanência, tornando-me irredutível (indomável, invencível somos o senhor do
Tempo)... Nosso tempo está no mundo da coexistência, definindo-nos como ser
social e de crescimento individual indo
ao encontro de Outros encontros... Por isso, envolvida de bons pensamentos e em
busca de ideias novas para uma vida melhor e harmoniosa: deixo, através dessas
palavras, um agradecimento pela portunidade (que teu Olhar me proporcionou)
de construir incansavelmente um caminho ao encontro sereno dos corações...
sábado, 30 de junho de 2012
Porta Entreaberta...
... "Quando você disse que bateu saudade, que queria me encontrar
Arrumei a casa, perfumei a cama, preparei um bom jantar
Separei um vinho, coloquei no gelo, desliguei meu celular
Fui pensando em coisas, fui armando um clima, pus um disco pra tocar
Arrumei a casa, perfumei a cama, preparei um bom jantar
Separei um vinho, coloquei no gelo, desliguei meu celular
Fui pensando em coisas, fui armando um clima, pus um disco pra tocar
Vem... Que eu deixei de propósito a porta entreaberta
Vem... Que eu fiz tudo a seu jeito, você vai gostar
Vem... Que a paixão me desperta!
É vontade de amar
Quando você chegar
Vem... Que eu fiz tudo a seu jeito, você vai gostar
Vem... Que a paixão me desperta!
É vontade de amar
Quando você chegar
Já deixei a sala só à luz de vela, que reflete o seu olhar
Pus rosa vermelha no centro da mesa, que sensualiza o ar
Botei nossa foto do primeiro encontro na estante sobre o bar
Me ajeitei no espelho, me sentei à espera no meu canto do sofá"...
Pus rosa vermelha no centro da mesa, que sensualiza o ar
Botei nossa foto do primeiro encontro na estante sobre o bar
Me ajeitei no espelho, me sentei à espera no meu canto do sofá"...
quarta-feira, 27 de junho de 2012
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