quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Imensurável Mistério...

Na veia pulsante do sagrado,
em cada gotícula de orvalho um milagre
e no mágico voo do beija-flor
surge a mais perfeita jornada de mistério
onde a vida renasce de um minúsculo sugar...

O valor de uma amizade sincera
é imensurável 
O bom mesmo da vida
é quando aprendemos a conservar
 a boa relação de fronteira...

*.*.*.*

Beni Hala Öldürüyorsun...



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Medo e Preconceito: Mudar é Preciso...

... "Hoje, quando de trogloditas passamos a ditos civilizados, o medo se revela no preconceito e continua atacando, mas não para nossa sobrevivência natural; para expressar nossa inferioridade assustada, vestida de arrogância. Que mata sob muitas formas, em guerras frequentes, por questões de raça, crença e outras, e na agressão a pessoas vitimadas pela calúnia, injustiça, isolamento e desonra. Às vezes, por um gesto fatal.

Que medo é esse que nos mostra tão destrutivos? Talvez a ideia de que “ele é diferente, pode me ameaçar”, estimulada pela inata maldade do nosso lado de sombra (ele existe, sim).

No país da impunidade, necessitamos de punição imediata, severa e radical. Me perdoem os seguidores da ideia de que até na escola devemos eliminar punições, a teoria do “sem limites”. Não vale a desculpa habitual de “não foi com má intenção, foi no calor da hora, não deem importância”. Temos de nos importar, sim, e de cuidar da nossa turma, grupo, comunidade, equipe ou país. Algumas doenças precisam de remédios fortes: preconceito é uma delas.

“Isso não tem jeito mesmo”, me dizem também. Acho que tem. É possível conviver de forma honrada com o diferente: minha família, de imigrantes alemães aqui chegados há quase 200 anos, hoje inclui italianos, negros, libaneses, portugueses. Não nos ocorreria amar ou respeitar a uns menos do que a outros: somos todos da velha raça humana. Isso ocorre em incontáveis famílias, grupos, povos. Porque são especiais? Não. Simplesmente entenderam que as diferenças podem enriquecer.

Num país que sofre de tamanhas carências em coisas essenciais, não devíamos ter energia e tempo para perseguir o outro, causando-lhe sofrimento e vexame, por suas ideias, pela cor de sua pele, formato dos olhos, deuses que venera ou pessoa que ama.

Nossa energia precisa se devotar a mudanças importantes que o povo reclama. Nestes tempos de perseguição, calúnia, impunidade e desculpas tolas, só o rigor da lei pode nos impedir de recair rapidamente na velha selvageria. Mudar é preciso"... 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Quelqu'un m'a dit...



Amanhecer...

Deixei de sonhar
Não quero planejar
Evito desejar 
Dispenso as expectativas
Só espero que o Dia amanheça
E Nele a Vida aconteça...

Nenhuma descoberta científica inédita   
foi formulada 
Nenhum fenômeno aconteceu,
ninguém pediu
mas o Sol ressurgiu,
 o dia sorriu mais uma vez
a chuva caiu
e o jardim floriu...

*.*.*.*

domingo, 14 de setembro de 2014

'Ghost Stories': Minha Adorável Obsessão...

Talvez eu tenha mencionado várias vezes minha obsessão por música; insistentemente, gosto de repetir, para mim não importa o gênero nem o idioma, dependendo do momento: o importante é a sonoridade, pois é a música que justifica meu Mundo...  

Há tempos que eu não comprava um CD... Sem nenhuma condição de resistir ao efeito da sonoridade melódica do grupo Coldplay, comprei seu último lançamento: Ghost Storie, não consigo deixar de ouvi-lo, é sempre muito prazeroso degustar da boa música sob nosso próprio querer... Aqui tentarei registrar, parcialmente, o efeito enigmático desse álbum no meu imaginário, portanto trata-se de uma apreciação meramente pessoal; fica, dessa forma, desde já esclarecido... Gosto sempre de frisar que não habita em mim nenhuma habilidade ou sensibilidade para fazer análise sobre qualquer que seja a Arte, principalmente sobre música... Tenho plena consciência de que necessito estudar muito a respeito de teorias, sobretudo de produção artística universal... 

No entanto, sinto-me bastante estimulada em registrar a sensação proporcionada por aquele álbum... Apesar de eu evitar a expectativas enquanto espero os novos lançamentos de meus cantores favoritos, com este grupo foi bem diferente, pois sempre ouvia a música The Scientist no rádio, portanto ficava ansiosa em conhecer todas as produções, foi quando me surpreendi, na internet, com esse novo lançamento e já era sucesso nas paradas da música internacional... Nesse caso, surgiu uma súbita necessidade de comprar o álbum Ghost Stories, foi uma excelente aquisição... 

A começar pela arte que ilustra a capa do álbum, (clique): um par de asas recheados de outras representativas figuras simbólicas, onde configuram, para mim, um híbrido romantismo (por variação dos aspectos simbólicos), daí vem à completude na outra imagem: um pássaro que nos remete à liberdade... Diante do pouco que já ouvi, a força da interpretação do vocalista é formidável e encantador, principalmente nesse novo álbum, onde o tom da inspiração melancólica faz das músicas uma perfeita trilha sonora para toda ocasião... 

O lirismo, assim como em outros álbuns,  também é através de arranjos muito criativos e sensuais; neste novo álbum sinto que reforça a harmonia da orquestração rítmica numa cadência extremamente sentimentalista... Ainda falta-me domínio de sensibilidade mais apurada para descrever com detalhes sobre todas as faixas do álbum Ghost Stories, pois sempre pensei que música é apenas para ser sentidas e não para serem analisadas, entretanto o poder criativo e a qualidade polifônica desse grupo aguça meu desejo de falar com mais precisão sobre seu estilo (porém fica para outra ocasião)... 

Quanta a complexidade audiovisual dos videoclipes da produção Coldplay é-me uma incógnita, contudo todos os clipes, que posso apreciar através da internet, parecem-me retratarem momentos específicos duma vivências, seja ela familiar, sentimental, social ou política; como por exemplo nessa música Politik (li algures, em fontes não-oficial, que o grupo estava trabalhando no segundo álbum quando houve o ataque 11 de Setembro, e nesta composição reflete o impacto daquela tragédia)... 

Enfim, tenho por preferência deixar alguns clipes para um apreço mais subjetivo, e eu sairei em busca de mais informações, para melhores comentários posteriores... Minha intenção, aqui, também é criar condições para formar um acervo (ao meu Mundo) dos clipes que me seduziram e vão despertando mais a minha curiosidade... Gosto do equilíbrio que demonstram todos os instrumentistas, assim como a dinâmica do vocalista no domínio  dos instrumentos em palco e seus movimentos cadenciais... 

Iniciarei com os videoclipes mais recentes, a seguir outros mais antigos... Clique aqui para ler a segunda parte da entrevista do diretor dos dois primeiros clipes, Jonas Åkerlund... Agora é só conferir:

Contigo...



Prurido da Imaginação...

A Cada dia sinto que fica mais longínqua
A diversidade que movimenta o Universo
Com efeito, afasto-me das lembranças 
Que formaram a unificação dessa percepção... 

Na coexistência duma efêmera partícula 
De singularização que formulou esta eminência
Retifico o prurido da minha tênue imaginação...

*.*.*.*

sábado, 13 de setembro de 2014

Wonderful Tonight...



Lamento da Gratidão numa Oração...

Fazei, Senhor, de mim
um Instrumento
de Tua Devoção...

Livrai-me
de toda aflição...

Usai-me sempre
na peregrinação incessante 
de Teu eterno e fiel encontro!...

Obrigada, Senhor, por tua 
Infinita Proteção
Amém!...

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

El radio esta tocando tu cancion...



*.*.*.*

El amor estuvo aquí...



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Segredos...

Somente os grandes mestres possuem o dom de fazer uma etnografia da alma com tamanha sensibilidade... deixo aqui uns parágrafos da deliciosa narrativa da fina escrita do escritor português J.  Rentes de Carvalho , onde a paisagem descrita, mesmo de um primeiro mundo distante de nossa realidade, reflete o ambiente da floresta acriana; e  'o medo, a pobreza, os segredos, as vergonhas' se confundem com a alma de nossa acrianidade

... "Encostas de luz e sombra, outeiros, montes escalavrados, um rio que mal se enxerga na estreiteza dos fraguedos.

Aquela paisagem pouco mudou e ainda hoje ilude, é cenário de teatro... O estranho que então por ali passasse veria carreiros, choupanas, casas toscas, sombras esquivas, anciãos imóveis, jericos amarrados, mulheres a puxar o bioco para a testa, espreitando num modo antigo pelos olhos em fenda.

Um largo, uma capela, duas ruas sem calçada, para o lado do rio a meia dúzia de palheiros onde moravam os "ciganos", que só o eram na alcunha e na estranheza do seu viver, gente a quem chegava a esmola e o que longe dali havia para roubar."

Do mais não daria conta, que povoados assim ignoram o mundo, fecham-se no medo e na pobreza, nos segredos, nas vergonhas de que se fala com rodeios e acenos, os olhares dizendo o que as palavras temem"... 

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Imagem: AJ2 Fotografia, daqui


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Para Reviver...

Jamais  necessitei ser outra
Para reavivar meu Eu...

Nele existo quando não me conheço
E vivo enquanto sou rocha...

Desconheço-me nas batalhas dos dias
Sem memória...

Refaço-me no desconhecido
De cada flor solta ao vento...

Reafirmo-me nos fragmentos de areia
Levados por correnteza do passado
Sem esperança...

Reforço-me com o vão encanto
Em cada mágico milagre
No fluir da vida...

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Pintura (daqui) : Alexander Averin

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Cântico II...

 ... "Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontem...
não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu"...

*.*.*.*

Em Harmonia com os Bandolins...

Ao som dos bandolins 
Afino meu cavaquinho
Ouvindo a canção 
Que a vida tocou pra mim
Como num perfeito acorde
Para dissonar a harmonia
Assonando a beleza da natureza 
Em fina sinfonia...

*.*.*.*

How Can You Mend a Broken Heart...



sábado, 6 de setembro de 2014

Reinvenção do Cansaço...

Reinvento meu cansaço e reescrevo todos os dissabores do dia a dia transformando em cores e odores duma suposta alegoria; a esperança e a fé jamais seriam suficientes sem a sinergia das palavras...

As pessoas mais ignorantes são aquelas que mais ignoram as diferenças ou sentem prazer em fazer críticas sem fundamentos, quanto as blasfêmias contra a minha pessoa, se é por inveja ainda não me revelaram; digo isto por experiências sentidas na pele perante tudo a que venho sendo submetida desde a minha tenra infância, pois é carma de família...

Já não guardo mágoas e nem tristezas das decepções, apenas rememoro; por isso adoro fazer meus relatos sob o uso das metáforas..., elas dão o suporte adequado à proteção de minha pessoa, já que não sei fingir nem agradar àqueles só porque pertencem ao mesmo espaço geográfico que eu... Gosto de 'dá, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus'...


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Prélude à L'après-midi d'un faune...



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A Razão além da Paixão: Meu Eu Unilateral...


... "Adoro as coisas simples... Elas são o último refúgio de um espírito complexo"... Assim como Oscar Wilde, eu aprecio muito a simplicidade das coisas e das pessoas; por outro lado, fico nauseada com a insensibilidade de alguns supostos seres humanos diante do sofrimento das pessoas pobres e humildes... Para um bom entendedor: aqui não será necessário fazer uma etnografia da alma, muito menos fazer uma descrição ou apresentação dos problemas mesquinhos do dia a dia, porquanto e contudo é sempre útil exigir o raciocínio de nossas mentes pouco criativas e muito lentas na elaboração de pressupostos lógicos sobre as misérias dos abutres sem asas... rastejem-se, rastejem-se e ponham vossas cabeças para pensarem!... 

Por vezes me cansam os clichês das redes sociais, tipo aqueles a falarem que na vida o mais valioso é a esperança e a fé, pois estas são a fundamental receita para perseverar e vencer todos os obstáculos políticos e emocionais, como se as normas sociais que prevalessem fossem e valessem para todos e todas com a mesma igualdade de valores... Outra constância é ler pensamentos nas redes com o sentido mais ou menos assim: é um grande erro exigir da cabeça um pensamento correto sobre aquilo que não vem do coração... Ora, onde está a relação entre as entrelinhas desta frase com a teoria em questão, no vídeo?... Bem, a resposta é simples, além disso, pode ser retirada dos parágrafos abaixo, por isso não entrarei nos meandros da razão... Talvez já tenha ficado explícito no título sobre a unilateralidade daquilo que diz respeito  as minhas opiniões, certo?...   

As ideias sobre "A Razão além da Paixão", do psicólogo Paul Blom, devem ser bastante esclarecedoras para quem já traz em si o poder do equilíbrio interior, infelizmente não tenho domínio do inglês para uma compreensão mais profunda sobre o que ele discorre em relação à paixão e a razão... Mas bem sei que a complexidade do Eu de cada um ainda é um mistério a ser desvendado, para que as regras ou teorias sejam aplicadas a cada pessoa com a mesma eficácia... Talvez fosse necessário sabermos como o DNA afeta o metabolismo dos indivíduos na formação da moral, do mesmo modo sabermos como as influências externas, da cultura por exemplo, colabora na formulação dessa moral em cada pessoa com suas peculiaridades... 

Perante o comentário, a seguir, em Fronteira do Pensamento , percebe-se que, para o psicólogo Blom, os impulsos não sofrem influências externas (ou seja, da cultura, educação etc.) concordo que é uma ideia limitada, vejamos o que nos é esclarecido: 

“Um aspecto fundamental das nossas vidas morais vem de fábrica... É produto da evolução, não da cultura... Mas, esses sentimentos morais iniciais, acredito, são tragicamente limitados... E a forma pela qual nos tornamos pessoas totalmente morais é através de outros fatores... É através da nossa compaixão, da nossa imaginação e do nosso extraordinário poder de raciocínio... É possível deixarmos de lado o que sentimos ao avaliarmos uma situação?... É possível não sermos influenciados por nossas trajetórias, identificações e desejos particulares ao julgarmos o que seria moralmente justo?... 

“Em vídeo exclusivo e inédito, o psicólogo canadense Paul Bloom explica o poder das emoções sobre as decisões e argumenta que temos capacidade racional suficiente para construirmos estruturas externas que controlem nossas paixões individuais... Bloom esclarece que a sociedade é construída com base nessas estruturas... Para ele, a moralidade humana oriunda da evolução é limitada e cabem à imaginação, à compaixão e ao raciocínio desenvolver meios para que os direitos sejam aplicados a todos, não apenas àqueles com quem nos identificamos ou que preferimos”... E a pior ou mais grave das consequências dessas identificações e preferências na aplicação dos direitos é no campo social e político... É aí o território de todo o caos da governabilidade planetária: o Estado e seus mentores, que nos governam... 

Provavelmente, para a maioria das pessoas é possível uma existência de capacidade racional na construção das estruturas externas que controlem suas paixões individuais - para mim ainda é uma árdua tarefa... 

Superficialmente, falando sem detalhamento ou sem uma etnografia dos problemas, também concordo que a moralidade humana passe por evolução onde esta seja limitada e que a sociedade é constituída a partir dessas influências... Entretanto tais questões trazem ou submergem ao processo de evolução cientifica e humana, nos submetendo a uma compreensão mais delicada e profunda de nossa própria estrutura psicológica... 

Seria irrelevante expor meu ponto de vista sobre razão e paixão, na formulação da moral, logo daria uma tese científica... Grandiosas são a complexidade e densidade de perfis como elementos necessários para uma arqueologia da moral, portanto daqui para o futuro postarei mais filmes como tentativa de aprimoramento sobre a compreensão emocional... Afinal, temas científicos sobre a complexidade humana fazem parte do itinerário do meu outro Blog Por entre Trilhas Acriana e Global

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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O...

A Lírica Coldplay na Arte de Representar...

Além do estilo melódico e recheado por pura poesia de algumas músicas do grupo de rock alternativo britânico Coldplay, muito me encanta os videoclipes produzidos por esta Banda... Os dois últimos, aqui já registrados, foram dirigidos pelo famoso diretor sueco Jonas Akerlund (clique)... Para ele, o vocalista do Coldplay, Chris Martin (clique), é um grande ator... Eis um talento que Chris expressa muito bem no palco..., sua voz é um primor ao se complementar com sua suprema arte de interpretar... 

Deixo aqui  a entrevista, do diretor dos vídeoclipes das músicas Magic  e True Love, bastante esclarecedora sobre o que representa expressar uma música através das imagens em movimentos...

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Nuvole Bianche...



Diante do que Sou: A Arte e o Amor...

Perante a constante batalha de manter o equilíbrio entre o meu Eu e todas as cargas externas as quais são impostas para me desviarem daquilo que realmente sou, reafirmo-me refletindo nesta simples frase de Ralph Waldo Emerson: "Ser você mesmo em um mundo que está constantemente tentando fazer de você outra coisa é a maior realização"...

E se 'a arte é um privilégio de todos', o amor é mais ainda; por isso, também, realizo-me aprendendo a amar e a contemplar toda forma de arte, pois fascinante é ver o Amor acoplado à Arte: aí está uma combinação perfeita!...

Enfim... enquanto me permito acompanhar meu eterno ritual de passagem ser processado lentamente, sinto a ternura da mudança das estações do destino acontecerem, portanto vou sonhando com a suavidade da climatização do meu frágil coração: envelhecer, doces sempre serão os frutos desta densa estação...

Seja sempre bem-vindo eterno setembro das aquarelas do entardecer de caloroso verão... Já neste instante, aprecio pela primeira vez a densidade do clima quente do cerrado...

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Vicente Romero Redondo(55x40 cm, pastel sobre papel Ingres montado en cartón), aqui...

domingo, 31 de agosto de 2014

Sorry...



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sábado, 30 de agosto de 2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Minha Música está Tocando no Rádio...

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Foi assim, não exatamente como na brisa da preamar, que, na lapidação sádica daquele sofisticado sorriso, desfiz todas as minhas dúvidas..

Há dias que eu estava tentando entender sobre meu diversificado gosto por música... Fiquei aqui pensando sobre meus instintos naturais, que para uns pode ser ainda parte dum estado primitivo, mas sou conhecedora da minha condição cultural (espaço geográfico, família, sociedade e educação), portanto tenho o mínimo cuidado de procurar saber como ocorreu e vem se desenvolvendo o processo civilizatório... 

Como estava a dizer, eu, sob esse efeito contemplativo da naturalidade, lembrei-me sobre a variedade dos gostos musicais, não só os meus; quão diversificados os são e o quanto a música popular moderna atende a essa diversidade de gostos musicais; pensei: qual o motivo das pessoas optarem por este ou aquele gênero ou estilo musical? Quais influências de suas identidades culturais existem nessas escolhas/gostos?...

E de repente, não mais que de repente, ao ler meus blogs favoritos, vejo este comentário dum ilustre escritor português, J. Rentes de Carvalho: "No que respeita a música popular o meu gosto e preferências são simples: parei nos Beatles, Budy Holly, Elvis Presley e todos os que desde então vieram esqueci, à música pop fecho os ouvidos... Contudo, sempre me preocupou a minha incapacidade de apreciar o que encanta e apaixona tantas centenas de milhões"... Para ler o blog Tempo Contado, do escritor J. Rentes de Carvalho, aqui...

E com esse esclarecimento ao ilustre de gosto diversificado, fiz minhas conclusões: "A música pop faz constantemente o mesmo, repete os esquemas de acordes, repete os ritmos e as melodias, ao contrário da música clássica, a qual, além de muito mais descritiva, regularmente utiliza mudanças drásticas (dos ritmos, das melodias e dos esquemas de acordes)"... Acredito que aí responde os meus porquês e faz-me entender o motivo pelo qual nós latinos americanos, de vida monótona, gostarmos das repetições rítmicas e mélodicas da música pop... Dentre a diversidade e a monotonia, esta também é critério por um gosto à diversidade musical...

Pois foi daí que tirei minhas considerações sobre o gosto que não se discute, além de pensar que por cultura não se faz opção: "apreciam uns a monotonia" por suas vidas fazerem parte e terem um ritmo monótono..., "outros preferem a diversidade" de acordes, ritmos e melodias por terem sido educados sob o efeito sofisticado da civilização e por assim não aceitarem ou compreenderem a diversidade cultural...

Enfim: alguns seres humanos clássicos fazem da música clássica a trilha sonora para seu viver, como alguns  seres populares fazem da música pop uma trilha sonora para a vida... Por exemplo, eu aprendi apreciar música a partir daquelas que tocavam no rádio da minha infância, aí está um dos motivos para meu gosto musical ser tão diversificado e monótono, acredito... Simples é assim, no meu entender, claro!...

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sábado, 23 de agosto de 2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Doce Colibri...

Mas que grande espetáculo é a vida
Dentre tantos choros e risos
Encontrei  uma melhor saída
Assim, para sempre, ao teu lado quero ficar... 

Te espero, Colibri,
Enquanto sugas os doces néctares 
De teus dourados caminhos...

Bem sei
 Que de dentro das pedras do caminho
Surgem, com teu brado gemido, 
Belas flores com aroma de mel...

Tu não és mais somente olhar
És o ávido movimento de mãos carinhosas
E nas buscas por transmutação
És a magia da minha comoção...

Vem se apropriar da minha solidão
Ensina-me a dançar conduzida por mão afetuosa,
Chega devagarinho para invadir meu Mundo
Faz dele o território de teu total domínio...

Delimita as fronteiras do meu coração
E homologa a ilimitada geografia
Da minha imaginação...

Vem, domina toda essa emoção
E faz dela a tua maior paixão
Por ti, meu Senhor, 
Viverei eternamente na escravidão...

Vem sem delonga
Legalizar todo esse sentimento...

Ratifica-me dentro de ti
Te esperarei até o fim...

Ah, doce colibri, amor meu 
E eterno senhor si!...

terça-feira, 19 de agosto de 2014

The Lady Of Shalott...



The Lady of Shalott...

... "De ambos os lados do rio se encontram
Longos campos de cevada e de centeio,
Que cobrem a planície e encontram o céu;
E pelo campo a estrada corre
Para a Camelot de muitas torres;
E as pessoas vão para cima e para baixo,
Contemplando onde os lírios flutuam,
Há uma ilha mais abaixo,
A ilha de Shalott.
...
Salgueiros embranquecem, álamos tremem,
Ligeiras brisas, crepúsculo e calafrio
Pela onda que corre eternamente
Pela ilha no rio
Boiando até Camelot.
Quatro paredes cinzentas, e quatro torres cinzentas,
Negligenciam um espaço de flores,
E a ilha silenciosa cobre de sombras
A Lady de Shalott.
...
Somente ceifeiros, ceifando cedo,
Por entre a cevada suportada
Ouve-se uma canção que ecoa alegremente
Do rio que venta claramente
Até a elevada Camelot;
E ao luar, o ceifeiro cansado,
Empilhando maços em planaltos arejados,
Escutando, sussurra "esta é fada"
A Lady de Shalott".
...
Lá ela tece dia e noite
Uma teia mágica com cores vistosas,
Ela ouviu um sussurro dizendo,
Que a maldição cairá sobre ela se continuar a
Olhar para baixo, para Camelot.
Ela não sabe o que a maldição pode ser,
E assim ela tece continuamente,
E outro pouco cuidado tem ela,
E movendo-se através de um espelho claro
Que pende diante dela todo o ano,
Sombras do mundo aparecem.
Lá ela vê a estrada se aproximar
Ventando sobre Camelot;
E às vezes através do azul espelho
Os cavaleiros vêm cavalgando dois a dois.
Ela não tem nenhum cavaleiro leal e verdadeiro,
A Lady de Shalott.
...
Mas em sua teia, ela ainda contempla
As mágicas visões do espelho,
Frequentemente pelas noites silenciosas
Um funeral, com plumagens e luzes,
E a música foi para Camelot;
E quando a Lua pendia do alto,
Dois jovens amantes tardiamente se casam.
"Estou meio enjoada das sombras", disse
A Lady de Shalott.
...
Em uma disparada do pequeno quarto dela,
Ele cavalgou por entre os maços de cevada,
O sol veio ofuscante por entre as folhas,
E ardeu por sobre as canelas despudoradas
Do ousado Sir Lancelot.
Um cavaleiro de cruz-vermelha, eternamente ajoelhado
Para uma senhora em seu escudo,
Que brilhava no campo amarelo,
Ao lado da remota Shalott.
...
Sua clara sobrancelha brilhou à luz do sol;
Em cascos polidos, seu cavalo de guerra trilhou;
Debaixo de seu capacete fluiam
Seus cachos negros como carvão enquanto cavalgava,
Conforme cavalgava para Camelot.
Da margem e do rio
Ele apareceu no espelho cristalino,
"Tirra lirra", pelo rio
Cantou Sir Lancelot.
Ela deixou a teia, ela deixou o tear,
Ela deu três passos pelo quarto,
Ela viu o lírio aquático florescer,
Ela viu o elmo e a plumagem,
Ela olhou para Camelot.
Para fora voou a teia, flutuando para longe;
O espelho rachou de lado a lado;
"A maldição caiu sobre mim", chorou
A Lady de Shalott.
...
O tempestuoso vento leste forçando,
Os pálidos bosques amarelos estavam minguando,
O amplo riacho em suas margens reclamando.
O baixo céu chovendo fortemente
Por sobre a dominada Camelot;
Ela desceu e encontrou um barco
Sob um flutuante salgueiro partido,
E em volta da proa, ela escreveu
A Lady de Shalott.
...
E descendo o extenso e turvo rio
Como algum vidente ousado em transe,
Vendo toda sua própria miséria -
Com um semblante paralisado
Ela olhou para Camelot.
E ao fim do dia
Ela soltou as correntes e deitou-se;
O amplo riacho levou-a para longe,
A Lady de Shalott.
...
Ouvido um hino, pesaroso, sagrado,
Cantado ruidosamente, cantou humildemente,
Até que o sangue dela fosse lentamente congelando,
E seus olhos ficassem completamente escurecidos,
Voltada para a elevada Camelot.
Antes que com a maré ela alcançasse
A primeira casa da costa,
Cantando sua canção, ela morreu,
A Lady de Shalott.
...
Sob a torre e a sacada,
Do muro do jardim e da galeria,
Um vulto cintilante, ela flutuou,
Uma palidez morta dentre elevadas casas,
Silencio pairando em Camelot.
Do distante cais, eles vieram,
Cavaleiro e burguês, lorde e dama,
E em volta da proa, eles leram o nome dela,
A Lady de Shalott.
...
Quem é esta? O que faz aqui?
Com o palácio iluminado nas proximidades
Morreu o som da real celebração;
E eles se cruzaram por medo,
Todos os Cavaleiros de Camelot;
Mas Lancelot refletiu por um tempo,
Ele disse, "ela tem uma face adorável;
Deus em Sua clemência empresta graça a ela,

*.*.*.*

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

domingo, 17 de agosto de 2014

sábado, 16 de agosto de 2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

terça-feira, 12 de agosto de 2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

domingo, 10 de agosto de 2014

sábado, 9 de agosto de 2014

Perdóname...



No Deserto da Epiderme...

Na tentativa de proteger meu miocárdio
Entreguei-te a epiderme d’alma
E no deserto da minha pele
Floriu encantos mil...

O Sagrado
Provavelmente 
 É espaço do meu imaginário

Mas foi com a harmonia
Na tônica de diversas sinfonias 
Que senti o sutil batimento cardíaco
Do acorde que predominou nessa emoção...

Sim, somos todos pérfidos anjos decaídos no afã de viver
Para sobreviver aos desejos das paixões desmedidas
Ah, sagrado desfalecer nessa ânsia de se salvar   
  

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Paradise...



Atlantic City...



Saudade da Chuva no Quintal...

Eu quero a trilha das estrelas, e voar num jardim de borboletas; feito criança quero brincar com a Lua e me perder por entre o aroma mágico das nuvens... Eu só quero é ser feliz para sonhar tranquilamente com a floresta onde nasci!...

Ao contrário do que alguns exalam e outros insistem nas dúvidas: eu luto muito para não ser o que fizeram comigo (ou tentaram me transformar), mas sim para ser o que é possível daquilo que desejo...

Assim, enquanto aspiro ao amor pelos caminhos da liberdade, trafego no intolerável pelas avenidas da crueldade... Para mim é tudo muito simples - penso que se existe ética: existirá sempre o Belo em qualquer estética... Eis-me aqui em valores rítmicos para impulsionar a rima do meu estilo... Bendito seja o acaso que insiste em me surpreender e bem-vinda seja todas as benevolências do destino...

Enfim, hoje meu sonho de felicidade é pôr meus pés na lama, cair e rolar na grama para sentir o cheiro da liberdade no verde da mata molhada... Ah, quanta saudade da chuva no meu quintal... Obrigada, Senhor, por esse imenso universo de bondade que a mim é concedido!...

*.*.*.*

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014

Meigo Refúgio...

 Da meiguice de teu olhar
Eu fiz o meu penar
Ah, triste refúgio!, 
Que de tanto  querer ficar
Sob o brilho do teu mirar
Transpus a inconveniente ausência secular
Em travessia para os dias de glória...

*.*.*.*

sábado, 2 de agosto de 2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Rebento de Prazer...

Tua boca é um frenesi em exaltação
Nela me perco por labirintos
De variar com tanta imaginação
Sobre o sabor ardente da tua língua...

Por ela sou a louca 
Em rebento das milhas de excitação
Hesito em ti, por ti dentro de mim...

Tua boca me consome em ritmo de fazer
Do prazer que abala
O âmago impetuoso de renascer
E dos teus lábios de mel
Faço o meu céu...

Feito broto que revigora na ânsia de viver
Desejo-te, assim, aqui e além... 

Quero oferecer-te sempre a infinita primavera
Das flores paradisíaca da minha paixão...  

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