terça-feira, 31 de julho de 2012

Aroma do Desejo...


Sei que o orgasmo
É um instante sem dor

Loucuras e desejos
Em sedentos movimentos

Mãos que seguram
E tudo escapam

Corpos que são o encontro
Da  turbulência de dois rios

Introduzi meu desejo
Em teu corpo

Derramei minha carência
Por sobre ti

Escorri por entre
Tuas pernas

Essa foi minha única saída
Sob o teu líquido
Que me banhou

Curei-me no teu hálito
Que habitou
A pátria do meu desejo

E, embriaguei-me
Com teu cheiro forte de prazer

Nós saímos da Real...

Laços do Abraço...


Sob a força do teu Ser
Dissolvo-me de desejos
Sobrevivo com teus beijos

Língua na língua de Línguas
Solúvel sensação
Envolvendo-nos na paixão

Em firmes movimentos
Teu corpo é uma ilha de prazer
Aquecendo minha pele com emoção

Por isso, vivo minha ínfima imaginação
E sou  dissolvida por desejos
Deslizando por entre teus dedos

Agarro-me nas tuas mãos
E transcendendo por entre tuas pernas
Afirmo-me entrelaçada no laço de teus braços

Em Infinita criação
Que me vem do coração
Sinto tua excitação...
  

Dia do Orgasmo...

O dia do orgasmo foi criado na Inglaterra para incentivar o debate sobre prazer sexual feminino... Nesta terça-feira (31) comemora-se o Dia do Orgasmo. A data foi criada em 1999 por diversas redes de sex shops britânicas para aquecer as vendas dos produtos eróticos e incentivar debates sobre prazer sexual feminino. Para ajudá-la a comemorar a data em grande estilo, o Terra consultou especialistas e reuniu 17 curiosidades sobre o orgasmo feminino... Confira:

Diga-me onde Dói e eu te direi Por quê...


Acima de qualquer dúvida, sinto-me parte duma grande família humana em constate formação ou transformação, como queira, totalmente, predisposta a aprender a fazer tudo de Novo... Imbuída por esse pensamento vivo livre das prisões disciplinares (Academias Científicas, Medicina Convencional, Teorias Religiosas etc.) sempre à procura de explicações ou sugestões que me levem ao autoconhecimento, como tentativa de encontrar um abrigo seguro para todas as inquietações do meu Ser Interior, as quais possam também proporcionar um diagnóstico das dores do meu Corpo... Pois quando abrimos a Porta desse Interior é natural sentirmos a fruição da Vida a respirar e inspirar mais vida saudável, que impulsiona sempre nosso Caminhar ao Devir...

Eis que perante minhas constantes buscas encontro mais um excelente livro com profundas explicações sobre as doenças psicossomáticas: “Diga-me onde Dói e eu te direi Por quê”, de acordo com o autor: “Os gritos do corpo são as mensagens das emoções... O corpo humano fala... No entanto, é preciso saber ouvi-lo”...

Aí segue uma breve apresentação deste livro, feita pelo Doutor Thierry Médynski, (e o link para download) para quem se aventurar a fazer essa Viagem ao Interior através duma profunda leitura online; isto é o que estou a fazer... A ver vamos se aprendo a ouvir a voz do meu corpo, rsrs: ;)

... “Na medicina oriental, a doença é testemunha de um obstáculo para a realização do Caminho da Vida... Assim, a consciência exprime, por meio de problemas ligados à energia que geram doenças, os entraves ao seu desenvolvimento pleno. Parece, então, mais lógico compreender os mecanismos psicoenergéticos que estão por trás da doença a fim de recobrar a saúde...

Por esta razão, este livro representa um manual prático perfeito para o uso de todos aqueles que procuram a chave para decodificar a linguagem do corpo. Graças à leitura, aprenderemos talvez a ver a doença não como um episódio do acaso ou da fatalidade, mas como uma mensagem da nossa consciência, do nosso ser interior. Seremos capazes talvez de descobrir por trás de determinado sofrimento uma doença 'criativa’ um meio de progressão na nossa evolução...

Na medicina ocidental, determinado terreno genético predispõe a determinada doença. Esta predisposição pode ser congênita (ALH - Antígenos dos Leucócitos Humanos) ou adquirida (mutação cromossômica). No Oriente, a doença é testemunha de um obstáculo para a realização do Caminho da Vida. Assim, a consciência exprime, por meio de problemas ligados à energia que geram doenças, os entraves ao seu desenvolvimento pleno...

Essas duas visões não são necessariamente incompatíveis, sobretudo quando sabemos que no camundongo, por exemplo, as experiências em que o estresse é provocado podem gerar alterações cromossômicas... É por isso que, apresentando exatamente o mesmo terreno genético, um indivíduo manifestará a doença enquanto outro permanecerá são... Na ausência de manipulações genéticas complexas e ousadas, parece-nos mais simples, mais lógico e menos dispendioso (nesta época de orçamentos restritos) compreender os mecanismos psicoenergéticos que estão por trás da doença a fim de recobrar a saúde...

Ao nos revelar clara e simplesmente os mecanismos psicoenergéticos que regem a organização do macrocosmo e do microcosmo segundo a abordagem taoísta, o autor nos guia em uma descoberta do sentido em função da localização do sintoma... Ele nos apresenta o fruto da sua Experiência em relação ao delicado problema da lateralidade dos sintomas... Para mim, esta questão foi, durante muito tempo, um assunto vasto, cheio de interrogações que eram raramente abordadas ou que eram mesmo obscurecidas por conclusões contraditórias... A resposta que este livro trouxe tomou mais clara a minha experiência com a doença como paciente, como se ela pudesse oferecer um guia precioso no exercício da medicina... Parece-me muito mais justo que ela esteja de acordo com a visão das tradições ocidentais assim como foi mostrada, por exemplo, por Annick de Souzenelle...

No entanto, essa iniciativa tem um preço, pois nos custa crescer e adquirir nossa responsabilidade e nossa liberdade. É a esse preço que a vida ganha todo o seu sentido, mas para isso é necessário que renunciemos a nos refugiar atrás da imagem todo-poderosa do médico "salvador-curador"...

Este livro também pode ser útil para os médicos que desejam ampliar seu campo de consciência para além de uma simples abordagem mecanicista do homem para, então, guiar todo ser no entendimento e na realização do seu caminho... Como o objetivo maior do século XXI reside na reconciliação dos opostos, talvez possamos sonhar com o dia em que medicina alopática, homeopatia, acupuntura, abordagem psicossomática e medicina oriental (ou pelo menos os princípios filosóficos subjacentes) convivam harmoniosamente”...

(Doutor Thierry Médynski: Médico homeopata e psicossomata, é co-autor de Psychanalyse et ordre mondial)

sábado, 28 de julho de 2012

sexta-feira, 27 de julho de 2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um Mês Sagrado...

... "É o mês sagrado do Islã. Neste período, o livro sagrado do Alcorão foi revelado a Maomé. No Alcorão, aqueles que não estão doentes ou em viagem honram a Deus nestes 29/30 dias. O Ramadan afeta e altera a vida diária nos países muçulmanos como a Turquia.

Como já tinha citado em outra postagem vou deixar o link durante todo o Ramadã, para que vocês possam ver ao vivo aos redores da Mesquita Azul, e toda a movimentação dos muçulmanos durante o  Ramazan"...

Amor Selvagem...

 ... "Quando os corações dos puros amam
Cala a imensidão, o espaço
E a eternidade ergue seu véu

Todas as coisas vivas se aquecem
Todos os olhos se iluminam
Com a luz de um outro céu

Corações selvagens
Quando batem de paixão
Acorda toda natureza
Fazem a vida renascer

Florestas que queimaram
Voltam a se vestir de verde e flor
E as fontes que secaram
Ressuscitam ribeirões

Corações selvagens
Quando ardem de paixão
Incendeiam a noite, o tempo
E cegam sóis

Estrelas são as lágrimas dos anjos
A chorar
Por não terem o corpo e a vida
E não saberem o que é amar"...



Au Café des Délices...

terça-feira, 17 de julho de 2012

Os Prazeres e as Sombras...

Este é o primeiro volume da trilogia Os Prazeres e as Sombras – completada com Onde os Ventos Mudam e Páscoa Triste –, ciclo com o qual Ballester atesta a fecundidade da sua veia narrativa, a sua capacidade para construir um amplo, denso e variado microcosmos literário e o seu talento para definir os homens e as mulheres que o habitam.

A uma cidade da Galiza – Pueblanova del Conde – regressa, após longa ausência, Carlos Deza, O Senhor, amante da liberdade e apologista do desprendimento e da pobreza, um dos últimos descendentes da família mais aristocrática da localidade, desafiada nas suas aspirações à hegemonia social por um burguês enriquecido, o plebeu Cayetano Salgado, O Patrão, para quem os ídolos supremos são o poder e o dinheiro. As tensões e os conflitos neste meio provinciano e o inapelável desmoronar da dinastia constituem a trama de todo o ciclo.

Na realidade, esta trilogia pode reduzir-se, na sua essência, à luta de morte entre dois mundos e dois homens. O velho mundo rural e piscatório tradicional dominado pela dinastia feudal dos Churruchaos, em decadência acentuada, vai-se desmoronando aos poucos. Face a ele, suplantando-o e destruindo-o em ritmo acelerado, emerge o novo mundo industrial, capitalista e proletário, liderado por uma família de burgueses novos-ricos, os Salgados.
Em torno desta rivalidade, o grande escritor galego traçou um quadro magistral entre o caciquismo aristocrático da Galiza feudal e o novo poderio económico do industrialismo nascente. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Edelweiss...

O que precisamos saber em primeiro lugar, sobre a conhecida música Edelweiss, é que ela não é austríaca e muito menos alemã; ela é americana, sua autoria é de dois famosos músicos americanos; Richard Charles Rodgers, compôs a melodia e Oscar Hammerstein II é o autor da letra. A conhecida versão alemã não é tradução da letra americana. 

Edelweiss foi composta em 1959 para o musical THE SOUND OF MUSIC, que conta a história verdadeira da família von Trapp oriunda de Salzburg na Áustria, que emigrou para os Estados Unidos da América do Norte em setembro de 1938; fugindo do nazismo, que, em 1939, foi implantado na Áustria que foi subjugada por Hitler. Continua aqui...

Tango Flamenco: Tudo é Sonho!

A Arte de Olhar...

... “A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo"...

 (Vladimir Maiakovski)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

The look of love is saying so much more than just words could ever say...

O Navegar da Intimidade...


Pressinto-te na escuridão do tempo
A penetrar por entre brisas
E ventanias

Nas nuvens, transforma-te  em luz de estrelas
Nas noites de luar, és o brilho a transladar
Impávido a seguir os raios
Que aquecem o meu tenebroso inverno...

O Sabor da pele, sinto
O tom da voz, ouço
O aroma do suor, aspiro

Em lugares que nunca frequentei
Nos filmes a que nunca assisti
Em noites que jamais escureceram

Assim, pois
Com a intimidade do coração
Navegarei
Na exatidão selvagem do teu olhar
A movimentar um clarão sem luar...

terça-feira, 10 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Draw The Stars...

 
... "While the people sleep, I lie awakeEncased in creams that carry meTo a distant sound, to undertakeI feel it's way
Even though I am helpless ofThe force aboveAnd even though I can't see far I hold on tighter and draw the stars
While the birds flyI sink belowInto the cloth and weeping willowsBinding me to the woodA shelter from a world of good
Even though I am helpless ofThe force aboveAnd even though I can't see far I hold on tighter and draw the stars
Upon my pageAnd while the wind blowsI open my arms And just let them go
Even though I am helpless ofThe force aboveAnd even though I can't see far I hold on tighter and draw the stars"...

Difusa Fugacidade...


Em pleno continente das desvantagens
Algumas vantagens se transformam
Nos experimentos de discussões contemporâneas
Rarefeitas, líquidas, difusas e fugazes
Assim, sem perspectiva, difundo-me
Nos limites conceituais
Para transcender em prolixa tradição indissolúvel...

domingo, 8 de julho de 2012

No me he dao cuenta cómo han pasado los años buenos...


... "No me he dao cuenta cómo han pasado los años buenos,
A veces ha sido una lágrima,a veces ha sido una canción llorosa.
Me acuerdo completamente de cada momento de ellos,
Llevo su sal en los labios, llevo su amor tan dentro.

Dónde están esas flores con las que yo hacìa una corona pá su pelo?
 Dònde está el manantial de las gacelas con ojos maravillosos?
Dónde están los pájaros, los árboles y las flores de mil colores?
Cómo hemos cogido la primavera de su pelo.

Todavìa me siento vivo en esos días si yo lo pienso.
Como si volviera la gloria de lo nuestro,
Todavía llevo su belleza metida dentro de mi corazón
 igual que una flor blanca que he quitado de su ramo"...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Baila Me...

 
..."Cuando sei Maria Dolores
Cuando sei quei mal d'amore
Cuando sei quei mal a su vera
Cuando sei me va al dottore

Baila Baila Baila Baila
Baila Baila Baila me
Esta rumba a ta gitana
Que yo siempre cantare
Pero yo siempre cantare
Pero yo siempre cantare
Esta rumba a ta gitana
Que yo siempre cantare

Que solo vivo enamore te
Que solo vivo enamore te
Me enamore de esta gitana"...

Hani Hani...

  
..."Bir yürek ki yanmaz yürek denir mi ona
Sevmek haram yüreğinde ateş olmayana
Bir günü sevgisiz geçirdinse yazık
En boş geçen o gündür inan bana
Kandırdı kendini ondaki benim yorgunluğum bu

Savurdu küllerin bu gitmelerin bir sonu yok mu
Anlattım mı sana sana
Bana daha önce neler neler neler olduğunu ay
Bilmezdim senden önce ben
Zamanın böyle derin acımadan vurduğunu

Hani hani nerde hani nerde aşkın yolu
Kaybetti tenhada şaşkın
Sabırlı kuluyum ben Allah'ın
Çizgiyi aştı gözümdeki bir damla yaştı
Ne yazık ki ona inandım ama şimdi kalmadım
Kandırdı kendini ondaki benim yorgunluğum bu"...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Leveza Impetuosa...

 No amanhecer da sensação à deriva
Minha alma começa a fluir,
Serenamente, sentimentos...

Diante de tantas inquietações
Tal foi o passado, assim pois
O presente aspira ímpetos de leveza...

E na correnteza do inesperado
O coração pulsa livremente
Em busca do inexplicável...

Com a jornada desse novo tempo
A sede deságua suavemente...

ou como queira:
S
U
A
=
V
Ê
=
M
E
N
T
E


Com Espinhos e sem Dor...

Não foi por acaso que pisei em flores no caminho
Nem tão pouco foi o acaso que me encaminhou
Por entre pedras e espinhos...

E tudo mais que do tempo restar
Guardarei para ti
Sem explicação, o Amor  vive
Como uma canção no meu coração...

terça-feira, 3 de julho de 2012

A Felicidade mora dentro de mim..

Óleo s/ tela - Por entre os pinheiros, 1915 (Stanhope Alexander Forbes (Irlanda 1857-1947)
Após tantas viagens pelo infinito do pensamento, agora consigo perceber que escolhi certeiramente a estrada do percurso o qual se destina  a reconstrução dum novo prisma... Isto será o melhor exemplo da força de um Ser para restabelecer tudo aquilo outrora destruído... Foi assim que iniciei meu primeiro grito para ecoar até as ruínas do meu interior...  Imbuída com a esperança de restabelecer os fragmentos das desilusões passadas, reconstruo um projeto de Paz...  

Durante as delongas das  constantes partidas, sempre pressenti  que seria  chegada a hora de harmonizar  o caos do entorno de tantas vidas pouco vividas; daí todas as trilhas que delinearam esse viver foram simplesmente uma Missão, que se transformou numa eterna canção de despedida... Enquanto somente as palavras têm o poder de implicitamente expressarem alguma solução; porém tudo aquilo esquecido, nessa possível história que o destino descreveu, só é possível rememorar para rescrever em forma de desatino, entretanto somente assim reconstruo e reinvento outra vez o desejo de prosseguir por essa viagem existencial...         
Pois tudo é suave no meu viver: mesmo com as dores das calúnias e das acusações vis, sinto a força propulsora do meu interior a nortear o futuro... Os sussurros das maldades alheias é o que de mais desnorteante pode existir no dia-a-dia duma mulher convicta de seus ideais... Bem, é assim que sou originada no seio duma humilde família com traços indígenas (materna) e outra de raiz portuguesa (paterna)... Nasci e cresci sofrendo as consequências do sistema ditatorial, porém sempre fui uma pacifista cristã apaixonada pela história de vida de Cristo, e desde a infância fui exercitando o amor cristão; igualmente impressionada, cresci impactada com as marcas de tantas Ditaduras  deixadas na memória de meus Pais e meus Avós materno... Essas marcas foram moldando meu Ser, meu viver, enfim: meu jeito de ser...Pois assim:
Somos os poucos passageiros
Que se destinam ao estrangeiro da humanidade
Nesse eterno movimento, na longa viagem humana,
O destino está para além das fronteiras geográficas...

Através do trem da vida, as passagens são apreciadas
Como novas paisagens das eternas paragens
Que vão formando um novo mapa
Para cada continente do meu interior...

Eis então,
A prazerosa miragem advinda do brilho do Sol
Com as límpidas águas
Que vão desaguando pela correnteza do corpo...

domingo, 1 de julho de 2012

Senhora do Tempo...


Estou perdida no tempo... e pensando nele construí uma imagem: ao ler um texto qualquer, interpretei uma escrita (este é o meu Tempo) que não me pertence; recolho-me, crio e recrio vários significados... O Tempo então surgiu aí, não como uma dimensão do meu Mundo exterior, mas como uma orientação significativa para  meu ser...

Longe e muito longe do ser exterior está o Tempo como criação duma realidade demasiadamente humana (creio que não seja necessário dizer aqui que não se trata do Tempo Histórico)... Analisar o tempo é observar o ser humano nas suas contradições: na tensão do ficar ou do ir; do fixo e do transitório; da vida e da morte; do poder e da impotência; do mobilizador e do inerte...

No “Mito do Eterno Retorno”, o teórico  Mircea Eliade diz que os mitos temporais  organizam-se em grandes ciclos que apresentam uma degradação e uma regeneração nos períodos do mundo histórico, segundo ele: os Gregos, Hindus, Germanos  e Astecas contam que a humanidade passou por fases maravilhosas de apogeus e áureas onde aos pouco foram escurecendo  para chegar no tempo das trevas, assim haverá o ressurgimento do paraíso primordial: aqui é apenas um enfoque tradicional do tempo para compreender a percepção dele, mas questiona-se a consciência do tempo  vivido; durável; memorável e que orienta o tempo social para situar o ser em sua historicidade!... Na tradição o tempo é percebido como algo exterior ao ser, porém que para ele pode e deve de ser  manipulado  em proveito próprio  e mais tarde afirmar-se-á como o seu Senhor...

Ainda informa Eliade:  o tempo não existe como entidade, como pressuposto  anterior e exterior ao homem... O tempo é apenas um ponto  de vista, numa perspectiva histórica... É uma direção irreversível  para os indivíduos e as espécies... Não somente os homens, como também os deuses, obedecem ao Tempo... Assim disse  Prometeu a Zeus: “Quem forjou este homem que sou, senão o Tempo todo-poderoso e o Destino eterno, meus amos, que são também os teus?”... De acordo com Heidegger o tempo situa-se “como horizonte da compreensão do ser, a partir da temporalidade como componente do ser”... E assim, no “Mito do Eterno Retorno”, Mircea Eliade acrescenta: “Somos devorados pelo tempo, não por nele vivermos, mas por acreditarmos na realidade dum tempo”...

Voltando ao tempo mítico de nosso interior -  como superação da morte e da redenção do sofrimento -, vivo um Tempo sagrado que assegura-me o acesso à felicidade, dessa forma  nego, com ele, a impermanência, tornando-me irredutível (indomável, invencível somos o senhor do Tempo)... Nosso tempo está no mundo da coexistência, definindo-nos como ser social  e de crescimento individual indo ao encontro de Outros encontros... Por isso, envolvida de bons pensamentos e em busca de ideias novas para uma vida melhor e harmoniosa: deixo, através dessas palavras, um agradecimento pela  portunidade (que teu Olhar me proporcionou) de construir incansavelmente um caminho ao encontro sereno dos  corações...