sábado, 30 de abril de 2011
Código Florestal, o equilíbrio possível...
Fazenda São Bento
Bem, sobre as alterações no Código Florestal, duas questões me preocupam: primeiramente, tenho minhas dúvidas sobre as regras de compensação das reserva legal - RL e das áreas de preservação permanente - APP, pois o Projeto de Concessão de Floresta Pública contraria totalmente a rigidez dos compromissos de proteção da vegetação nativa e dos recursos hídricos; o segundo detalhe: pasto é necessário, já que falta carne de boi no mercado, tento entender melhor aqui: "O acordo possível pactua concessões de parte a parte, mediadas pelo princípio de favorecer a consolidação das áreas atualmente em uso pela agropecuária em troca de preservação. As regras de recomposição e compensação de reserva legal (RL) e de área de preservação permanente (APP) serão mais amplas, ao tempo em que continuarão rígidos os compromissos de proteção da floresta, da vegetação nativa e dos recursos hídricos"...
Mas para este engenheiro agrônomo, Alceo Magnanini, ''A reforma da lei ambiental foi preparada por leigos, visando o lucro: Na minha opinião de ecologista, que teve 50 anos de experiência após elaborar o código, a lei deve ser mais restritiva. Agricultura e pecuária não precisam de novas áreas, têm de aumentar a produção, mas não às custas de novas áreas. O Brasil precisa diminuir suas áreas agrícolas e de pecuária e fazer a intensificação dos processos."
Mas para este engenheiro agrônomo, Alceo Magnanini, ''A reforma da lei ambiental foi preparada por leigos, visando o lucro: Na minha opinião de ecologista, que teve 50 anos de experiência após elaborar o código, a lei deve ser mais restritiva. Agricultura e pecuária não precisam de novas áreas, têm de aumentar a produção, mas não às custas de novas áreas. O Brasil precisa diminuir suas áreas agrícolas e de pecuária e fazer a intensificação dos processos."
Sobre a Defesa da Beleza...
O que eu sei é que muita gente por aí sente o que eu sinto. Eles concordam comigo que a beleza importa, que a profanação e o niilismo são crimes e que deveríamos encontrar um modo de exaltar nosso mundo e dotá-lo de uma significação mais do que mundana.
Para o bem e para o mal, eu sou identificado pelas elites britânicas como a pessoa com quem se pode contar para defender o indefensável e que se pode permitir defender o indefensável, mesmo em uma televisão estatal (quer dizer, a BBC), desde que a defesa seja suficientemente diluída por outros defendendo o óbvio. No código oficial, "indefensável" quer dizer "conservador", enquanto que "óbvio" quer dizer "liberal-esquerdista". Assim sendo, quando a BBC me pediu para participar de uma série de televisão sobre a beleza, esperava-se que eu sustentasse que uma tal coisa realmente existe, que não é só uma questão de gosto, que ela está ligada ao nobre, àquilo que se deve aspirar e ao que há de sagrado em nossos sentimentos, e que a cultura pós-moderna, que enfatiza a feiúra, o desalento e a profanação, é uma traição a um chamado divino. Então, foi isso o que eu disse, já que, afinal de contas, era para isto que eles estavam me pagando. Para alcançar o equilíbrio que a BBC é obrigada por seu regimento a apresentar, dois outros programas foram encomendados, reafirmando as ortodoxias. Eles afirmaram que a arte não tem a ver com a beleza, mas com a originalidade e a originalidade quer dizer você se exibir com a língua (ou algum outro órgão apropriado) para fora.
Em "Por que a beleza importa", eu falei um pouco sobre arte, mas estava mais preocupado em chamar atenção para o lugar da beleza na vida cotidiana -- nas maneiras, nas roupas, na decoração de interiores e em edifícios vernaculares comuns. Eu critiquei tanto a arquitetura funcional de concreto e vidro, que destruiu cidades em todo o mundo, quanto as maneiras egocêntricas que fizeram o mesmo com a vida doméstica. Tentei explicar por que os filósofos do Iluminismo acompanharam Shaftesbury ao colocarem a beleza no centro do novo código de valores seculares. Para Shaftesbury, Burke, Kant, Schiller e seus seguidores, sugeri eu, a beleza era o caminho de volta para o mundo que eles estavam perdendo, com a perda do Deus cristão -- o mundo do sentido, da ordem e da transcendência, que deve ser constantemente emulado neste mundo se quisermos que nossas vidas sejam verdadeiramente humanas e verdadeiramente plenas de significado. E afirmei em seguida que desde as piadas pueris de Marcel Duchamp, repetidas reiteradas vezes em toda mostra de faculdade de graduação em artes na Grã-Bretanha, um hábito de sarcasmo e profanação tinha se apoderado do exercício das artes visuais.
Por isso, os artistas britânicos de hoje - pelo menos os reconhecidos pela cultura oficial - não têm muito mais a nos mostrar além do quanto são repulsivos. Me parecia óbvio que a pintura de Delacroix mostrando sua cama por fazer, na Maison Delacroix, em Paris) era uma verdadeira obra de arte, que mostra algo sobre a condição espiritual humana, enquanto que a famosa cama de Tracey Emin, na galeria Tate Modern, em Londres) é só uma cama desarrumada. Podemos deduzir, pela visão desta cama, um bocado a respeito da pessoa que a desarrumou, mas isto não a distingue de nenhum outro entulho deixado no rastro de uma vida humana. O sentido superior que é a meta da arte -- o sentido que mostra por que a vida importa -- é algo que esta cama não alcança nem tem como meta.
Eu recebi mais de 500 e-mails de telespectadores, todos eles, exceto por um, dizendo: "Graças a Deus alguém está dizendo o que é preciso ser dito," metade deles acrescentando, "mas como é que deixaram você dizer isso na BBC?" Enquanto isto, os colunistas juntaram-se em bandos para lamentar o caráter triste, anômalo e reacionário do pobre Scruton, e agradecer à BBC por mostrar o absurdo e o anacronismo das opiniões do professor, já bem idoso. Waldemar Januszczak, que fez um outro dos filmes da série sobre a beleza, preparou um verdadeiro libelo para assassinato de caráter no Sunday Times, a fim de aconselhar a seus leitores, antes da exibição de meu filme, a desconsiderarem o que quer que eu pudesse tentar lhes dizer.
O episódio foi, para mim, revelador e instrutivo a respeito de meu país e sua cultura. Eu não digo que meu filme tivesse qualquer outro mérito além de sua honestidade. Mas ele gerou provas esmagadoras de que sua visão da arte e da estética é compartilhada por muitos espectadores britânicos e que a cultura oficial não está só divorciada destas pessoas, mas é profundamente hostil ao que elas acreditam, o que elas sentem e ao que elas aspiram. A arte niilista de nossa época é repassada ao povo britânico como uma reprimenda, que ele deve aceitar com toda humildade e em um espírito de desculpas por ter querido algo de "superior." Não há nada de superior , esta é a lição a ser aprendida com a Arte Jovem Britânica, e com as pilhas de lixo sem nexo que ela manda para nossos museus e galerias. Só podemos entender a condição humana, ela nos diz, se adotarmos uma postura de grosseria e confrontação e se pusermos a língua para fora.
Continuação aqui....
Música e filosofia: Roger Scruton em sua melhor forma...
Roger Scruton está frequentemente certo, mas costuma ser irritante na mesma frequência. Em Culture Counts, por exemplo, em meio a bons argumentos sobre a importância da alta cultura, defende que o ensino e transmissão dela não têm como fim o benefício do indivíduo que a recebe. Quem é o beneficiário visado, então? Resposta inicial: a própria cultura. É curioso que ele veja uma dissociação entre o bem do estudante e o bem da cultura, mas até aí tudo bem; é defensável em alguma concepção ultra-platônica da ordem das coisas, o que é respeitável. Só que em breve fica claro o real sentido dessa estranha posição: o bem visado não é nem o do receptor e nem da cultura considerada como uma entidade abstrata; é o bem da sociedade. No mínimo ultrajante; pois é óbvio que, embora toda a sociedade (os fazendeiros, os comerciantes, os acadêmicos, os músicos, as donas de casa, as empresárias) se beneficie de que pessoas transmitam e contribuam com a cultura, nem por isso é ela (ou seja, os membros que não transmitem e contribuem) a finalidade do processo. Se minha meta fundamental é ajudar os outros, vou socorrer os desabrigados das enchentes no Rio (um fim nobre, diga-se de passagem), e não estudar em minúcias as concepções de intelecto agente em Vital de Furno e Mateus de Aquasparta. Qual a causa de cegueira tão grande em Scruton? Parece-me que é a rejeição a qualquer coisa que cheire a individualismo, que perpassa toda a sua obra com efeitos em geral deletérios.
Enquanto minha mente faz essas considerações, contudo, a leitura segue indolente e chega a passagens em que Scruton analisa peças musicais. E aqui me deparo com um gigante inigualável. Sua exposição não só deixa claro o domínio do autor sobre o tema, mas é também capaz de torná-lo palatável a alguém como eu, analfabeto musical.
Neste texto do começo de 2010 para a The American, temos Scruton em sua melhor forma tratando do seu melhor tema. O artigo é muito similar a um publicado na The American Spectator na mesma época (linkado aqui no site meses atrás), mas com uma grande vantagem: uma análise detalhada de várias obras, tanto clássicas como populares, com vídeos delas anexados. Scruton não apenas fala, mas mostra onde, como e por quê certa música é construtiva ou destrutiva do espírito, o que faz a boa e a má música pop, e porque a erudita está num patamar destacado. O grande mérito dele é decantar seu profundo conhecimento musical de tal forma que um leigo absoluto possa ler e – acredito – entender pontos sobre a estrutura musical de uma peça e o que ela representa em termos sentimentais e filosóficos. Não é pouca coisa, dado que tanto do que se lê por aí oscila entre o técnico impenetrável e o vulgar mais boçal. Beneficio-me muito do amor de Scruton pela música; e bem sei que não sou eu e nem outros como eu a finalidade desse amor.
Fonte: Aqui...
As Vantagens do Pessimismo...
Na argumentação deste livro - provocadora e apaixonada - Roger Scruton defende a ideia de que o maior perigo e a maior ameaça adveio sempre dos que defenderam o idealismo ou o optimismo, fossem eles de esquerda ou de direita. E que chegou o momento de substituir a exuberância irracional pelo pessimismo humano.
Scruton demostra que as tragédias e os desastres da História europeia foram consequência do falso optimismo e das falácias que daí derivavam. Enquanto rejeita essas falácias, Scruton constrói uma defesa robusta tanto da sociedade civil como da liberdade, e mostra que o verdadeiro legado civilizacional não é o falso idealismo, que quase nos destruiu - com o fascismo, o nazismo e o comunismo. Temos, pelo contrário, de proteger a cultura do perdão e da ironia dos que se sentem ameaçados por estes valores.
As Vantagens do Pessimismo é um convincente argumento em favor da razão e da responsabilidade, escrito numa época de profunda mudança.
Fonte: Aqui...As Vantagens do Pessimismo
Para os que se interrogam como é que o “aluno exemplar da Europa” se converteu em “lixo” em tão poucos anos, o filósofo Roger Scruton explicará que “a verdade moral fundamental [...] é que o crédito depende da confiança, que a confiança depende da responsabilidade e que, numa economia de crédito, em que as pessoas procuram desfrutar agora e pagar depois, a responsabilidade está constantemente a diminuir”.
Quando Scruton ataca os vendedores (e compradores) de “ilusões monetárias” não está a pensar no rectângulo luso. O seu alvo é universal e intemporal e os “optimistas inescrupulosos” têm muitos rostos. Mas, em todas as situações, argumenta Scruton, “a esperança, desligada da fé e sem ser mitigada pela evidência da História, é uma coisa perigosa” e o pessimismo informado é a arma mais eficaz contra a falsa esperança e a auto-ilusão.
Embora o livro abarque muitos dos grandes problemas do mundo actual, não é espesso, pois Scruton é conciso: as utopias políticas, o multiculturalismo, o anti-americanismo, o terrorismo islâmico, a fúria normativa da União Europeia, os visionários que prometem admiráveis mundos novos graças aos progressos da cibernética e da engenharia genética, a ruína do sistema de ensino às mãos dos pedagogos herdeiros de Rousseau que decretaram que a “educação não tem a ver com obediência e estudo mas com auto-expressão e recreação”, a obsessão com a ruptura e o desdém pela tradição que entregou as artes a “embusteiros incompetentes”, há balas para todos.
Nem todas são certeiras. Os argumentos de Scruton, explanados com admirável clareza, não estão acima da discussão e alguns são débeis ou falaciosos. Um exemplo: atribui a culpa da “erosão da família” ao Estado. Isto é ignorar que a “solidez” da família tradicional era conseguida à custa da subalternização da mulher, é não perceber as consequências da prevalência do “casamento por amor” e da emancipação da mulher, é não admitir que a família tradicional do século XIX, numerosa, multigeracional, de fronteiras porosas e envolta numa densa e complexa rede de relações, pouco tem a ver com a claustrofóbica família “tradicional” do século XXI, reduzida a um casal com um/dois filhos e barricada na solidão de um apartamento num prédio onde ninguém conhece os vizinhos.
Scruton é conhecido pelas posições conservadoras e pelo gosto pela polémica. Mesmo quando não se concorda, lê-lo é desafiador e intelectualmente estimulante. Se é entusiasta de “causas fracturantes”, vigie a tensão arterial durante a leitura.
Fonte: Aqui...
sexta-feira, 29 de abril de 2011
A Morte é a Curva da Estrada...
A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
Fernando Pessoa
Aqui
terça-feira, 26 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Saudade de meu Pai...
A saudade de você, meu Pai
é um vazio de não saber caminhar
é um vazio de não saber caminhar
nas trilhas da vida
Na dor de tantas feridas
com suas histórias
eu sabia sempre
para onde seguir
mesmo que a estrada
não tivesse fim
Sua ausência
a cada dia
Dói mais em mim...
Eu também não sabia
Que doía tanto assim
a solidão das suas palavras
Feliz Aniversário lá onde o Sono é Eterno!
domingo, 24 de abril de 2011
Rio Douro...
Régua, a hora da melhor luz. Fotografias de José Alfredo Almeida
Na Paixão do meu Olhar:
O teu rio
Tem a densidade
Das correntezas da memória
O teu rio
Tem o fluxo
Franco e sereno da Saudade...
Fonte: Aqui...
Soneto...
Resuelta en polvo ya, mas siempre hermosa,
sin dejarme vivir, vive serena
aquella luz, que fue mi gloria y pena,
y me hace guerra, cuando en paz reposa.
Tan vivo está el jazmín, la pura rosa,
que, blandamente ardiendo en azucena,
me abrasa el alma de memorias llena:
ceniza de su fénix amorosa.
¡Oh memorïa cruel de mis enojos!,
¿qué honor te puede dar mi sentimiento,
en polvo convertidos sus despojos?
ermíteme callar sólo un momento:
que ya no tienen lágrimas mis ojos...
ni conceptos de amor mi pensamiento.
Aqui
Desconfianza de sus versos...
Los que en sonoro verso y dulce rima
hacéis conceto de escuchar poeta
versificante en forma de estafeta,
que a toda dirección número imprima,
oíd de un caos la materia prima,
no culta como cifras de receta,
que en lengua pura, fácil, limpia y neta,
yo invento, Amor escribe, el tiempo lima.
Éstas, en fin, reliquias de la llama
dulce que me abrasó, si de provecho
nu fueren a la venta, ni a la fama,
sea mi dicha tal, que, a su despecho,
me traiga en el cartón quien me desama:
que basta por laurel su hermoso pecho.
sábado, 23 de abril de 2011
Dia Mundial do Livro...
Óleo sobre tela, Prazeres silenciosos - Gustave Max Stevens ( Bélgica, 1871-1946)
Diante de um deus da escrita as Palavras se curvam... Eis aqui o que o escritor Franscico José Viegas nos diz sobre o Dia Mundial do Livro: Este é o nosso dia, o princípio de todos os dias... Que existam, pois, bibliotecas, livros, autores, capítulos e fragmentos, sonetos, odes, histórias, episódios, esquecimentos, caminhos perdidos no meio das florestas ou desfeitos pela luz do mar, contos, novelas e números, fórmulas, apêndices e rostos amados. Que tudo exista. Porque todos nós somos leitores...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Soneto do amigo...
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes
Fonte: Jansenista...
Como dizia o poeta...
Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Vinicius de Moraes
Fonte: Jansenista...
O Poder da Identidade...
Imagem do blog Estradas e Caminho
Decidi desistir das leituras linguísticas e fui dá uma olhadinha nos meus livros prediletos, daí encontrei entre os três volumes do Manuel Castells, um dos que eu acho o melhor, mas como tudo já existe gratuitamente na internet, resolvi expor o que está mais fácil, aqui: O século XXI está imerso no processo de explosão informacional, das novas tecnologias de informação e comunicação e do ciberespaço, do mercado globalizado, do uso da comunicação digital e da Internet. Do mesmo modo, e pelos mesmos canais, nossa vida é afetada por crises econômicas, pelas transformações radicais no modo de trabalho, pela busca de uma nova identidade e construção da cidadania. A sociedade que nos absorve na velocidade da luz é a mesma que nos ofusca os olhos e nos deixa cegos.
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