segunda-feira, 27 de junho de 2016

Gratidão...

Pouco me importa o que aconteceu
Mais vale saber que a vida sempre seguirá...

E sob a correnteza das nossas águas sagradas
que deságuam e levam todas as mágoas 
agradeço-Te pelo Dom da Vida!...

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

terça-feira, 14 de junho de 2016

Da Humildade...

Diante dessa indiferença moral
me refaço dos pedaços
da nação sem nacionalidade
pois perante a iniquidade dos bárbaros
que selam a virtude dos inocentes
alcanço-te na desumana assombrosa cicatriz
dos obcecados por vingança
vítimas de mim e de ti
todos seguem firmes
a louca e depravada ideologia do fim
foi ontem, é hoje
para sempre será assim
enquanto a barbarie não atingir
o  inútil enigma de quem governa
no vazio da corrompida razão
manipulando o humilde cidadão
que se deleita nas delícias
do pouco pão
E na pungência meticulosa do indubitável
transborda os estilhaços do pavor corruptível...

quinta-feira, 2 de junho de 2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sob o Sabor do Tempo...

Ao sabor do tempo 
Todo sentimento 
Se mistura ao vento... 

Assim nenhum de nós 
Ficamos a sós 
Pois em outras pessoas 
Estamos nós!...

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Imagem: eu em Brasileia...

terça-feira, 31 de maio de 2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ecrã da Vida...

Aqui, com a sensibilidade das palavras
Na possibilidade da compreensão verbal,
Sempre haverá um encontro
Por entre a serenidade dos possíveis 
Põe-se, assim, palavra após palavras 
A formalizar um produto da linguagem planetária...
A arte da conversa é a paixão numa sedução retórica
Enfim, aí encontramos a fertilidade comunicativa: 
Música...
Poesia...
Pintura... 
Cinema...
E, na tela da vida, 
Por entre o ecrã tátil das cores, 
Escreveremos nossas Histórias,
Numa dimensão fértil, 
Com a tinta da memória...

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Pintura: Peder Mork Monsted

quarta-feira, 4 de maio de 2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

Por entre Brumas e Ventos...

Em tempos de dúvidas e muitas incertezas, o fundamental é não forjar novos rumos, maquiar outros caminhos: é preciso muita sapiência para aprender a ouvir e ver somente o essencial...

Por entre brumas e ventos
Vou em busca de teu alento
Muitas vezes nem sinto
as pedras no caminho
pois somente vejo as flores
que transmitem teus sentimentos...

Pois foi quando tranformei
a melancolia em poesia
que você coloriu o alvorecer 
de todos os meus dias...

A vida é uma eterna viagem que apenas nos exige olhos atentos para apreciar a bela paisagem do caminho ou ouvidos afinados para sentir a harmônica sinfonia da Natureza...
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segunda-feira, 2 de maio de 2016

quarta-feira, 13 de abril de 2016

terça-feira, 12 de abril de 2016

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Desiderata Fragilidade...

Desideratamente o sol reflete a tua sinfonia
Em um ritmo sem as cores da primavera
Numa condição de desejos
Que busca um esclarecimento pra hoje...

Olhos em flor a refletir o brilho
Dos expoentes daquele desejo
Que exalou o suor de tuas mãos nervosas
A procurar as ondas dum corpo sem sabor....

Exaltando uma visão incompleta 
Vivemos atroz esses mistérios desumanos
Com a insegurança estimulando os conflitos
Sem convívio estreito com a fragilidade humana...

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sábado, 9 de abril de 2016

Degredo...

Num sorriso fluído 
Os pés vacilam de insegurança
Enquanto o olhar distraído
Mergulha na magia do luar...

Insolúvel é a temida
Realidade do agora 
Invadindo meus medos
Dissolvendo segredos....

Atravesso a distante 
Intimidade do desejo
Que Ilumina os contornos 
Da imagem desse degredo...

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sexta-feira, 8 de abril de 2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Sobre a Insustentabilidade Política e Humana

Enquanto isso, vou me distraindo com minhas últimas aquisições teóricas... E no intuito de continuar como observadora do mundo, apenas deixo as sugestões de leitura sociológica os livros de Zygmunt Bauman: Cegueira Moral: A perda da Sensibilidade na Modernidade Liquida e Amor Liquido: Sobre a Fragilidade dos laços Humanos... 

Sem nenhuma intenção de apresentar soluções para os conflitos atuais, ficam aí os conceitos, como probabilidade de pensar formas inovadoras de práticas para o fazer politico, que possam fazer ressurgir também o desejo de reinventar as ciências, a sociedade, a arte e intensificar a sensibilidade do vivenciar a própria vida recriando vínculos afetivo com a sociedade...

Fica também por aqui, como possibilidade de possíveis esclarecimentos, a abordagem de Luiz Fugantide sobre Mil Platôs e Esquizoanálise: Micropolítica e o Uso dos Afetos de Gilles Deleuze e Félix Guattari: 

"Assim como os modos de usar a linguagem podem capturar, assujeitar e controlar o pensamento dos homens ao inseri-los em regimes discursivos, e produzir cadeias coletivas de expressão incorporais ou semióticas e os modos de usar a sensibilidade podem capturar, submeter e organizar as forças do corpo no seu acoplamento com um regime dominante de luz e sombra de uma rede microfísica de modulação de movimentos constitutiva do corpo da sociedade... 

Assim também os modos de usar os afetos, isto é, os usos que se faz daquilo que acontece ao desejo nos encontros que experimenta e que o preenchem (afetos paixões/ações) e que exprime uma variação da capacidade de existir podem ou capturar (por estagnação ou fixação passional), fabricar a falta e gerar demandas moralizantes por objetos e formas de empoderamento (impotência como vontade de poder/desejo como falta de objeto), acoplando-se a uma rede de poder que constitui o Juízo, enquadra a vida, esmaga as singularidades, violenta as diferenças e promove o triunfo de uma política do ódio e dos juízos morais como gosto generalizado pelos devires reativos...

Ou então, ao contrário, promover uma micropolítica dos afetos cujos outros usos podem pôr em movimento devires ativos, investindo uma ética da potência pautada nas alegrias ativas, na invenção de si e de modos libertadores de existi... 

O que pode comandar afinal a vida humana? Em que sentido podemos exercer efetivamente a liberdade de nossa vontade, no contexto do capitalismo mundial integrado?...

Quem, no contexto do nosso presente, em nós ou fora de nós, decide em última instância nosso destino e o de nossas sociedades?"...

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quarta-feira, 6 de abril de 2016

terça-feira, 5 de abril de 2016

Sem Nenhum Temor...

Por vezes, aprendi a não mais temer as lágrimas que ainda insistem em inundar meu rosto, bem sei que elas estão abrindo espaço para que um sincero sorriso possa surgir com mais entusiasmo...

Mesmo cansada, sempre visualizo um novo horizonte em busca de forças e coragem para permanecer na caminhada, na certeza de que não posso evitar a melancolia de agora, pois ela representa, com mais intensidade, a felicidade de amanhã...


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