terça-feira, 27 de junho de 2017

Tratado sobre a Inveja...

Depois de ler um texto sobre uma tal “inveja branca”, senti um imenso desejo de esboçar minha opinião sobre a Inveja, que pode ser considerada “branca e preta, sem preconceito de raça ou religião; mas claro que será para contrariar a autora do texto citado... E por que seria uma ideia contrária àquela que li?... 

Primeiramente, porque, assim como a autora do texto que considerou ter sido um dia invejosa, eu fui, sou e sempre serei uma invejosa; segundo, porque não considero a inveja um mal nocivo à saúde do invejado nem do invejoso, muito menos um mal que cause uma desordem nas sociedades humanas... Pelo contrário, uma pitada de inveja é necessária para que possamos superar nossos limites... Ao logo do texto, esclarecerei os motivos pelos quais me fizeram pensar que a inveja é o mal necessário... 

A delonga cá será necessária, pois, ao esboçar uma opinião sobre os benefícios da inveja, terei que falar sobre a inveja que sinto; também terei que expressar nossa necessidade de ser tolerantes em todas as circunstâncias nos caminhos da vida... E para falar de intolerância lembrei do “Tratado sobre a Tolerância”, de Voltaire... De acordo com os estudiosos deste Pensador, obra esta onde ele trava um combate pela liberdade e sobre a intolerância fanática religiosa, e dada a nossa realidade, é uma lição universal do século XVII que vale para os nossos dias atuais... Vamos aos ensinamentos dos iluministas?, vamos "mermo", mas somente na próxima semana, pois um tempo será importante para entender ou interpretar os 3 parágrafos acima...

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Pintura de George Dunlop Leslie...

domingo, 18 de junho de 2017

sábado, 10 de junho de 2017

Crônica duma Breve Viagem: Adorável Lisboa

Na busca da fecunda subjetividade humana, expressa o belo na simplicidade da criação e da realização: a arte... Não, não é uma consciência transcendental... Sim, pode ser uma representação contemplativa... Evito designar uma projeção da verdade; cá o bailado é a presentificação da ideia na consciência de si...

Adiante, com a necessidade de reflexão, a cabeça nas nuvens, o coração sugando o brilho das estrelas, porém com os olhos fixos nos pés firmes nesse chão da mãe-terra que sustenta nossas realizações: é uma saudação à mãe-amada que nos pariu; solo fértil de inesgotável bonança... 

Adorável é a visão da estética que não busca a qualidade do meu desejo... Breve foram os dias gris no teu sagrado chão, do vento suave da tua Torre de Belém, do horizonte melancólico do teu Castelo de São Jorge... Sob o império do Sol, continuei a caminhar, para te conhecer, envolvida num universo de sensações que conduziram a expressão do meu sentir: não ousei invocar as ninfas Tágides do teu rio Tejo; no entanto consegui lembrar do tempo de Camões: ó Lusíadas, da heróica epopéia do Vasco da Gama... Foram gloriosos teus heróis, Don Sebastião... 

Agora, passado e presente se entrelaçam, sobre tua gente contemplativa, relembro o Hino de tantas vitórias: “Sobre a terra, sobre o mar... Desfralda a invicta Bandeira... À luz viva do teu céu! Heróis do mar, nobre povo... Nação valente e imortal, Levantai hoje de novo, o esplendor de Portugal!”... O hoje - tempo que já designava a percepção de tanta saudade do belo - da tua gótica tardia arquitetura manuelina, dos bancos na praça do chiado ou da praça Luís de Camões, dos históricos monumentos, do intimista sotaque que deu sabor à minha audição; folhas soltas ao vento, leve brisas de tantas sensações... No museu do fado, não consegui ouvi, com Amália Rodrigues, 'o povo que lava no rio', mas, no Mosteiro dos Jerónimos, li o Fernando Pessoa e me senti "Sê toda em cada coisa", entendi o que é pôr quanto és no mínimo que fazes... Assim compreendi a Lua do teu céu, “que em cada lago ela toda brilha, porque alta vive”... 

Subi ao Distrito de Castelo Branco, foi em Covilhã que conheci o cinza do inverno português, mesmo sem conseguir quebrar o gelo, na Serra das Estrelas, me envolvi plenamente com a intensa neve; o clima de lá me fez relembrar o ditado que diz: “o que cá se faz, cá se paga”... Não fui surpreendida por mistérios, no auge do improviso a chuva caiu pra pulverizar todo encanto, na auto estrada, de volta a Lisboa, a 120 por hora, o rádio do automóvel tocou:

“Ondas sagradas do Tejo
Deixa-me beijar as tuas águas
Deixa-me dar-te um beijo
Um beijo de mágoa
Um beijo de saudade”...

Dois meses passaram-se e tudo isso já continha o panorama generoso das saudosas lembranças das luzes de Lisboa... Etimologicamente a palavra adorável vem do latim: adorabillis, esqueço quem abrilhantou seu poder de seduzir; talvez tenha sido Diderot Lessing, em algum trecho sobre o iluminismo francês, na sua Obras Completas III, isso não importa, ela também se encaixa em mim... Adoravelmente, também esqueço a realidade, em um acordo entre o pensamento e a disposição das recordações, onde a inclinação natural invoca a magia das origens lusitana, e por não saber nominar a especialidade das minhas sensações, repito: a ti, Lisboa, a impressão sempre será adorável... Adorável é a tua expressão de pura arte... Volto pra casa sentindo a ausência da voz do fado, ouço este: 

“É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra...

Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que a recebi...

E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar”...

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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Viajante sem Direção...

São olhares sem horizontes, presos ao  deserto das desconstruções, que ferem o prazer de reviver... Mas não existem desespero, não... quando a poesia encontrou um lugar na minha vida, do vazio desabrochou sonhos que sinalizaram um lugar feliz pra viver em paz...

Enfim, nas estradas da liberdade, não existem becos sem saídas, ali a dor não faz morada... Também, ali não precisa dominar as emoções, grito ao vento e sinto a direção de outras pegadas, com a paciência na mente e a gratidão no coração, a alma não segue em vão, não é necessário mudar os ideais pra encontrar outra direção...

Penso que aquilo que não funciona é o medo de perder, e para sempre tentar mais uma vez até fazer tudo acontecer, mas vale lembrar que só aprende o caminho para o futuro quem se perde nas veredas do hoje, assim viver cada segundo para não desperdiçar o que pode ser proveitoso...pois é o movimento quem determina a vitória... 

Aprendi com as canções
que as pedras do caminho
devem ficar sempre para trás,
e que é na certeza das crianças
que os sonhos se concretizam... 

Escapando da incerteza
do desconhecido,
ouço o sol cantar
em todo alvorecer, 
mas se um dia
o sentimento me surpreender, 
viajante me torno
do teu nobre prazer...

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Imagem google
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sem Escolha...

Depois de ficar calada
Por não saber escolher
A delicada palavra 
Onde tudo pode acontecer
Ou talvez onde nada pode preceder...

Girei em torno de ti...

Não consegui deixar fluir 
Quando em seguida te despertaram
Para interromper a palavra
Onde o silêncio se fortaleceu
Com o que foi possível aprender
Para te esquecer...

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terça-feira, 6 de junho de 2017

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Sem Diálogo...

Não permita que a vida normal
Decida o sentimento
De uma verdade sem conversação...

Mergulha no universo da sensação
Na qual o coração tem o dom
De revelar...

Aproxima-te dos caminhos
Que nos fazem olvidar
A prisão do reviver...

Eu não posso
Mas você vai saber entender...

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domingo, 4 de junho de 2017

sábado, 3 de junho de 2017

Um Universo de Gratidão...

Novamente, como um súbito desejo, invade-me uma imensa necessidade de agradecer ao Universo por está me conduzindo nesta enigmática embarcação: a Vida!... Viver, muitas vezes para mim, representou – frente à crise em que, atualmente, se encontra a humanidade, e, em particular, a prática das relações humanas – uma busca constante ao passado... 

Entretanto, tornava-se difícil – para mim – perceber que as angústias e conflitos são então necessários à dialética do existir e que isto não implica deixar de lado o presente para voltar ao passado como refúgio aos conflitos internos... 

Agora é assumir a vida-presente e compreender os fundamentos da existência como contínua superação das tensões entre o meu eu-sujeito e o meu eu-objeto...
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Insano Pensamento...

Tentando fugir da minha própria vida, eis que encontrei uma saída... Não é necessário falar de segredos absolutos, nem mesmo de paixões que impulsionam a arte de viver... 

O tempo essencial é estranho àquilo que chamo de liberdade; daí eu indago: quais são as consequências da falta de responsabilidade com a ética e as políticas de ações que têm como meta proporcionar a felicidade dos entes na pólis?...    
Sem pisar na escura fenda da paisagem
Por mim ainda posso oferecer
E desfrutar
Do despertar de um tempo
Que se reconstrói e nos reinventa...

Sem rancor, sem perdão
Incidirei ao lado teu
Para suplantar o vazio
ancorar a singularidade
No cais eterno da liberdade....

Mesmo que o brilho amargo da vida
Queira sucumbir a felicidade
Sempre haverá a luz da eternidade
Porque a âncora do amor é a pluralidade...

Voando contra os sentimentos da verdade
Presa à sombra da vontade
Permito alcançar-me pelos pensamentos
Que guardam os suspiros da insanidade...

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

domingo, 14 de maio de 2017

Zamba de amor en vuelo...



Aguda Fragilidade...

Por que meu coração dilacerado arde na saudade?...

Faço disso prantos da fragilidade
E estremeço na ansiedade 
De uma intensa ausência da verdade...

Em um instante afluente de vontade
Sigo a densidade do rio da serenidade...

Estou indo, aspiro a melancolia da tranquilidade 
Pois quando ouço a flauta sonora
Do prelúdio da saudade
Sinto a sensação de um interlúdio solar 
Nas sombrias horas interlunar...

Mas quem suspeita do teu olhar na escuridão?....

Desenhos no deserto de sonhar
Desfiguram a porta aberta de além-mar!...

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terça-feira, 9 de maio de 2017

segunda-feira, 8 de maio de 2017

domingo, 7 de maio de 2017

Suave Turbulência...

Para além dessa sensação sideral
e essa condição de constelação infinita
nesse estado de alfa e ômega
sem princípio e sem fim
vivo em ti...

Mesmo que a velocidade 
dos ventos da mais alta altitude
possibilite a mais severa turbulência
viverei em ti
num profundo relaxamento...

Na invisibilidade dos mistérios
de céu claro
estarei à espreitar-te envolvida 
nas mais densas correntezas de jato...

Por entre qualquer distância 
de um plano equatorial
estarei em ti 
em qualquer latitude...

E por entre a mais veloz velocidade
escondida no ar mais turbulento
viverei em ti
num profundo relaxamento...

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Pintura: Rob Hefferan

sábado, 6 de maio de 2017

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A Magia do Prazer...

Sentas, me faz perceber
Que a tristeza já vai passar...

E que tua intenção
É incitar a magia
Do beijo atrevido
Que absorve ardentemente
O ímpeto de se apaixonar...

Não deixas pra amanhã
Esse prazer cheio do sutil sabor
Do desejo de amar...

Deixas a amizade selar a bondade
Do amor sem demora
Que invade essa paixão...

Em ti a beleza está destinada
A ostentar prazer...

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Pintura Rob Hefferan

quinta-feira, 4 de maio de 2017

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Saudade...

O tempo deságua sem mágoa
Só a saudade se fixa sem trégua
Veio uma brisa a suavizar meu riso
Caminho nela para marcar o dia
Nada me segue, nada me guia
Nada me detém, tudo me divide...
 
E por não saber reconhecer tua voz
Na imensidão 
Desconstruí a memória...

Às vezes sento à beira da estrada
Ouço os sussurros
De quem outrora já passou
E, sob o amparo do orvalho da relva,
Me desmorono
Por entre as pétalas soltas
Na penumbra da lânguida nostalgia...

Saudade que se acomoda...

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Imagem Google

terça-feira, 2 de maio de 2017

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O Silêncio das Palavras...

Palavras que gritam
E agitam a alma...

É beijo de fuga
Saída pra vida...

Abraços aflitos
Partida sem despedida...

Deixa o coração falar
Tudo aquilo que as palavras
Só sabem silenciar...

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Imagem Google

domingo, 30 de abril de 2017

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Indefinição...

Sabes o que mais me fascina em ti?...
É a tênue semelhança entre o brilho do teu olhar
e os mistérios que existem por trás
da sagrada escuridão das noites sem luar...

Fico assim perplexa 
ao ser levada pelos vestígios do desejo
que contorna a fragilidade do teu corpo...

Vejo a espuma que constitui a delicadeza de teu ser
esvaindo-se enrolada em minhas mãos
como quando, tantas vezes, tento segurar a chuva
ao se dissipar por entre meus dedos
exalando a falta que faz tua filoginia...

Aprendi com a ternura de teus gestos
a satisfazer o gosto de saborear teu toque
se esvanecendo como as gotas de água
que evaporam escorrendo pelas ruas...

E no instante
onde a sinfonia silenciosa da noite
sussurra os segredos sidéreos da tua alma
pairo ao desvendar
os mistérios do teu olhar...

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

domingo, 9 de abril de 2017

Na Memória da Pele...

Passei por toda gente
a não acreditar naquilo
que a palavra pode ensinar...

Mas foi possível sentir a solicitude
que vem do silêncio de saber
sobre a história colada
na parede da memória...

Canções que revelam
um tempo que jamais passará...

Dores, espera – aqui ficarei...

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sábado, 8 de abril de 2017

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Amor na Literatura....

Por vezes nem sempre conseguimos expressar de forma simples e direta nossos sentimentos, no entanto existem aqueles sentimentos que expressamos através da ficção, e, em outro momento, também expressamos através da escrita verdadeira... Mesmo sendo um tema atemporal e universal, através da literatura, o amor pode ser compreendido em 4 facetas, que, de certa forma, deixaram suas influências no processo civilizatório, onde os seres humanos menos atentos, inconscientemente, reproduzem em suas relações sócio-afetiva...  Eis a seguir um breve resumo:

1 - O Amor Barroco...

... "Para os íntimos, barrocão!... Época em que a Contrarreforma estava no seu ápice e muitos fiéis passaram a desconfiar da doutrina católica... Mediante a esse período, o homem estava dividido entre os valores morais impostos pela Igreja e pelo amor carnal à mulher desejada, ao sensualismo, que consequentemente resultaria em pensamentos impróprios e sentimento de culpa cristã... Logo, basicamente, a temática amorosa dentro do barroco aborda a dualidade de pensamentos do homem, não somente ligadas ao conflito de fé e razão, nas também à oposição do mundo material e espiritual...

2 - O Amor Árcade...

Já no Arcadismo, o tema aparece de maneira mais simples e suave... Amar já não era mais visto como um pecado do homem... O arcadismo combatia as influências do barroco e resgatava elementos da cultura greco-latina... Ah, pode-se perceber também um convencionalismo amoroso... Ou seja, os poetas (grande maioria) não estavam preocupados em expressar seus reais sentimentos, mas em seguir o modelo da poesia clássica... Sim, em alguns poemas há sinais de idealização amorosa e neoplatonismo, mas nada que torne isto o grande destaque do movimento... Revisando: A natureza sempre vinha como plano de fundo, evasão imaginária dos problemas e sentimentos bucólicos...

3. O Amor no Romantismo...

Em um primeiro momento, tem-se o alto sentimento nacionalista, que não deixa de ser também, amor à pátria...

Mas o grande foco na 2ª Geração Romântica é a alta idealização amorosa, a ‘quebra de barreiras’ para amar, a linguagem subjetiva, ultra-romântica... Para vocês entenderem: é tanto amor, que mesmo que você diga “Chega!”, a pessoa vai te amar mais e mais...

Importante dizer que a amada nem desconfiava dos sentimentos do cara. E junto a essa geração, muitos jovens (que não tinham interesse algum na vida político-social) voltavam-se para si mesmos, numa atitude altamente pessimista... Ao mesmo tempo que o eu lírico amava, tinha medo do contato real com a amada – muitos eram tão intensos, que em suas poesias vemos a espera do eu lírico à morte, à tortura de nunca ter sido correspondido...

4 - O Amor Realista...

Aqui, aquele alto nível de sentimentalismo exacerbado visto no Romantismo é cortado pela raiz... O Realismo incorpora uma linguagem objetiva, e inverte os valores impostos de “mulher perfeita”... Há uma análise crítica sobre a relação conjugal. Sim, existem casamentos fracassados, mulheres infelizes e insatisfeitas, com defeitos e qualidades... O amor, muitas vezes no contexto realista, é visto com deboche. Em especial, apresenta uma nova versão da mulher que ainda não havia sido posta em foco no mundo literário: a mulher que trai, o casamento por interesse, o convívio dentro do lar e uma análise psicológica dos personagens da trama"...

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quinta-feira, 6 de abril de 2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Suave Toque...

Do céu ao chão
teu olhar lento
em gestos firmes
sinalizou
ao queimar minha pele
um suave contato 
para sorver a sensação
de saciar o desejo
que exalou teu corpo
ao me tocar...

E num breve segundo
tudo chegou ao fim...

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Imagem Google...

terça-feira, 4 de abril de 2017

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Muralha da Infinita Espera...

Ultrapasso o infinito 
dos ares da espera
tropeço nos muros
do descobrimento...

Acima do verde selvagem
afloram as marcas
do passado cheio de ressentimentos...

E nos murmúrios da ausência
desfez-se as sombras do silêncio...

Da viagem sem despedida
o caminho contava as horas
De toda mágoa...

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domingo, 2 de abril de 2017

sábado, 1 de abril de 2017

De Olhos à Deriva...

De olhos atentos
sobre o Tejo, ao longe
no horizonte
estou a sonhar...

À deriva
entre o infinito e vento
na esperança
vou ficar...

Com o coração de navegante
a clamar por teu nome
que próximo deve estar...

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quinta-feira, 30 de março de 2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

TAPete de Emoção...

Na TAPiragem da tripulação
Com um destino indefinido
O vento mais uma vez passou
Sem nada me revelar...

Por entre uma conexão de olhares
Nem tu, nem eu
Esperamos a verdade...

Bem sabemos que o impossível
Também pode acontecer...

Foi numa escala de emoção
Que decolamos do desejo de alma
Para selar o prazer
De pousar no território da paixão...

Foi assim tão lentamente
Que aprendi a te querer...

Nas flores da primavera
O tempo se dividiu
Para o vento, então, recordar...

Não importa a resposta imediata
Do que foi para sempre, sempre teu...

E para não medir as conseqüências
Das palavras
Aceitamos as dores do silêncio...

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segunda-feira, 20 de março de 2017

sábado, 18 de março de 2017

A Arte da Batalha....

O território de um pássaro é definido pelo céu o qual ele voa, onde o infinito é o limite....

E o que é a felicidade?
É a luta cotidiana
É uma batalha que se perde
E que se vence
A cada novo dia...

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quarta-feira, 15 de março de 2017

terça-feira, 14 de março de 2017

A Inflação da Palavra...

Li algures que a inflação da palavra causa mais danos do que a inflação econômica...

Daí, então, comecei a perceber que nada de novidade existe em certas teorias, por isso fico a pensar que, na realidade, toda palavra deveria esmiuçar uma ação: esclarecer as ideias de uma teoria não deveria ser compromisso da palavra, mas sim de uma ação... Sobretudo porque não compreendo a capitalização do conhecimento enquanto construção de uma probabilidade real, por vezes acato a ideia de movimento do conhecimento por entre as instáveis fronteiras do desconhecido...

Foi, enquanto discente, que desfiz muito cedo o sonho romântico de ser a universidade a propulsora das ciências e aquela instituição que promove o conhecimento e o desenvolvimento... Sentada numa cadeira acadêmica não consegui ir a muito longe...

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Pintura: Iman Maleki

quinta-feira, 9 de março de 2017

quarta-feira, 8 de março de 2017

Glória Fugaz...

 No condicionamento da consciência
E a manipulação dos valores
Paraliso no medo...

Sem identidade e sem utopia
Transformo meu ser sagrado
Numa maquina de obediência...

Sem poesia e sem imaginação
É a confusão intelectual
Na revolução do vazio...

Caminhante da escravidão
Vou seguindo sem direção

Diante do sono profundo
Da inexistência 
Não enxergo o caminho
Para o futuro...

É o tédio o melhor remédio
É a melancolia o melhor divertimento....

Coração congelado
Já não sete a dor 
De ficar imobilizado...

É a liberdade uma imaginação
Que se vive ao sabor da escuridão... 

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sábado, 4 de março de 2017

sexta-feira, 3 de março de 2017

Nova Lição...

Decifrar o maior de todos os mistérios seria preencher-nos da genuína beleza de nos doar... Então, pois, que permaneça o desejo de dançar sob o luar, já que no memento da verdade, acima de qualquer preceito e preconceito, só nos resta sentir....

Nada de mais existe em nós
Meros mortais
Na confusão, vamos
Preenchendo a lacuna
Da solidão...

Sem encontrar respostas
Para tanta limitação
O cenário continua
Contornando-se
Na fábrica da opressão...

E no teatro equivocado da história
Vou aprofundando os desafios
De encarar com coragem
Aquilo que me separa do amanhã...

Emaranhada nos meus próprios erros
Para o hoje, com muita paixão,
Vou buscando uma nova lição...

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quinta-feira, 2 de março de 2017

quarta-feira, 1 de março de 2017

As Marcas de uma Lágrima...

Por uma semente de paz, vou seguindo sozinha nas trilhas de tantos sonhos... Sem querer ficar presa às amarras da fantasia, oprimida volto à realidade que me chama para chorar... Quando me percebi às avessas, tinha como pretensão, dentre tantas mentiras, evitar o sentimentalismo piegas, pois fujo da rotina ao reagir às mudanças contra os parâmetros da afetividade... Então me propus a oportunidade de expressar livremente o que me resta de ternura, considerando que meu maior tesouro são meus próprios erros... Finalmente, desfez-se a fumaça da crença de que o sofrimento transforma as pessoas em fieis e mais humanas... Basta!... 

Brilha uma estrela 
Que ilumina o céu do meu coração
Quando olho para o infinito
E vejo que o além do horizonte 
Estar bem aqui dentro de mim
Nas profundezas da emoção...

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sábado, 18 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Na Distância...

Diante das infinitas tentativas em manter uma comunicação favorável e acima de qualquer suspeita, devo confessar que as contradições proporcionadas pela política do amor me angustiam profundamente, a ponto de me deixarem imobilizada e totalmente isolada, apenas sonhando com um capitalismo mais civilizado... 

Vivo em busca de uma saída
Se olho não encontro a medida...

Da distância sempre me afasto
Pois na entrega nunca me encaixo...

Cúmplice da despedida
Me perco em qualquer espaço
E sou dominada pelo cansaço ...

Dentro dos escombros do desespero
Queima a mentira nesse vasto compasso...

É o sopro da vida a um milímetro
Adiante do chão...

É o canto da natureza
Decifrando esse torrão...

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Triste Fado...

Âncora sem corrente
Desejara afundar
Onde o coração mente...

Folhas secas ao vento
Sussurrando segredos
Escondidos no pensamento...

Velas obscuras
Revelando o triste fado
De fingir a alegria que não sente...

Gosto felino
Farejando o chão molhado do desejo...

Gestos selvagens
Num punhado de areia
Construindo a ilha deserta da liberdade....

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Correntezas do Devir...

Vem-me com a mais fina imaginação a arte de seguir sonhando, mesmo que os ventos tempestuosos da razão me empurrem para outra direção... E sacudindo as fagulhas da memória, elevo-te a mais sincera gratidão...

Ora pois, nunca se questionava...

Submersa à sombra da razão
Quisera a estrada levasse
Ao mar da salvação....

Caminhava sentindo
O doce sabor da incerteza...

Lembrou e questionou:
Seria esse o enredo
Que eleva a correnteza do devir?...

Sombra sobre sombra
Quisera a luz apontasse 
Uma fronteira pra outra direção...

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